Acadêmico de Videira participa de intercâmbio em Moçambique
O estudante do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Unoesc campus de Videira, Winicius Cercena, iniciou intercâmcio na Universidade Eduardo de Mandlane – UEM, na cidade de Maputo em Moçambique. Winicius integra um grupo de 17 acadêmicos dos diversos campi da Unoesc, que desde o dia 17 de agosto, realizam intercâmbio internacional em instituições […]
Publicado em 28/08/2012
Por
O estudante do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Unoesc campus de Videira, Winicius Cercena, iniciou intercâmcio na Universidade Eduardo de Mandlane – UEM, na cidade de Maputo em Moçambique. Winicius integra um grupo de 17 acadêmicos dos diversos campi da Unoesc, que desde o dia 17 de agosto, realizam intercâmbio internacional em instituições do Chile, Portugal, Espanha, Alemanha, Itália e Moçambique, através do programa de Mobilidade Acadêmica.
Em Maputo, Winícius Cercena está desenvolvendo um trabalho que objetiva colaborar na busca por soluções para a destinação do lixo urbano, considerado um problema crônico naquele país. A cidade de Maputo, por exemplo, conta com mais de um milhão de habitantes e junto com Matola, cidade vizinha, tem a população praticamente dobrada com produção diária de resíduos muito grande. “Na região metropolitana existe apenas um local onde todos os resíduos sólidos são depositados. As taxas de crescimento econômico de Moçambique são muito próximas das chinesas, com previsão este ano de 8%, de aumento, e para agravar a situação, o lixão existente está em operação a mais de 30 anos,” explica o professor Jean Menezes, orientador do projeto.
Ele conta que o primeiro contato com a cidade de Maputo foi em 2008, através de um Projeto Pró-África do CNPq, onde conheceu colegas daquela instituição de ensino, o que culminou com a indicação de Winicius Cercena, para participar desse projeto. “O estudante da Unoesc Videira, participará do processo de quantificação e caracterização do lixo gerado, para depois dos dados levantados pela UEM, discutir alternativas de destinação dos resíduos produzidos naquela Região Metropolitana, reforça.
Num primeiro contato com a coordenação do projeto, Winicius Cercena, disse estar impressionado com a recepção em Maputo. “A cidade é maravilhosa, o local é muito bonito. O povo é de uma cultura fantástica e fui muito bem recepcionado pelo pessoal da Universidade. São pessoas sensacionais, me senti em casa”, relata.
Ele conta que o que mais impressionou é a maneira que o povo moçambicano trata seus visitantes estrangeiros. Todos querem ajudar e te fazer sentir mais junto a eles. Reitera que a população de Moçambique tem um carinho muito grande pelo povo brasileiro, e que a nossa cultura está inserida no cotidiano dessas pessoas, através da tevê, música e de muitos produtos alimentícios.
“O estágio está muito bom, já estamos a todo vapor,e a interação de conhecimento está sendo muito boa. Enfim, estou tendo aqui, todo o suporte necessário para desenvolver um excelente trabalho”, finaliza.
A participação do estudante, segundo o professor orientador, colabora para a inserção internacional da Unoesc, indo ao encontro das atuais diretrizes do governo brasileiro, que priorizam relações com os países do BRICS e Continente Africano. Ao mesmo tempo, abre-se uma possibilidade nova de interação dos alunos da Unoesc na comunidade internacional. “Outras áreas como a da saúde podem tirar benefício do convênio com a UEM. É a oportunidade para mostrar o que é produzido pela Unoesc e nos colocar numa atitude de real intercâmbio (dar e receber), com repasse de conhecimento, diferente das relações de intercâmbio com países da Europa ou América do Norte, onde sempre somos vistos como aprendizes sem termos nada a ensinar”, concluiu o professor orientador.
Crescimento do interesse por intercâmbios
Outros 16 estudantes da Universidade do Oeste de Santa Catarina, participam de intercâmbio neste segundo semestre. Este é o maior grupo de estudantes no exterior que a Unoesc terá em um único semestre. De acordo com a coordenadora geral da Mobilidade Acadêmica da Unoesc, Kaline Zeni, isso se deve ao maior contato dos alunos com informações sobre as possibilidades existentes na própria Universidade e por meio de programas como o Ciências Sem Fronteiras – que está possibilitando o intercâmbio de quatro dos 17 estudantes -, e ao início de uma cultura de mobilidade acadêmica na Instituição.