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Graduação Joaçaba

A que ponto chegam as consequências do estresse?

O estresse mata milhões de pessoas anualmente, embora isso não conste no atestado de óbito. No documento, pode constar que a causa da morte foi um acidente, uma situação de violência, um infarto ou câncer, por exemplo. Entretanto, todas estas situações podem ter sido causadas ou agravadas por estresse excessivo. Esse foi o tom da […]


O estresse mata milhões de pessoas anualmente, embora isso não conste no atestado de óbito. No documento, pode constar que a causa da morte foi um acidente, uma situação de violência, um infarto ou câncer, por exemplo. Entretanto, todas estas situações podem ter sido causadas ou agravadas por estresse excessivo.

Esse foi o tom da abertura do I Congresso das Ligas Acadêmicas do Curso de Medicina, que se estende até amanhã, sábado, na Unoesc Campus de Joaçaba. O assunto foi abordado em uma palestra ministrada pelo biólogo e administrador Alan Schlup Sant’Anna, autor de livros sobre equilíbrio emocional, gestão do tempo e disciplina.

Em relação a doenças como câncer que, a primeira vista, não teriam relação com assunto, o palestrante lembrou que o estresse é um fator causador da imunodepressão, isto é, contribui para prejudicar a condição imunológica do organismo, abrindo portas para várias doenças.

– Esta é uma questão seriíssima que não pode ser negligenciada – disse Alan.

Mas será que isso quer dizer que todas as pessoas que se consideram estressadas estão expostas a todos esses riscos? Não. O palestrante explicou que os pesquisadores apontam quatro diferentes níveis de estresse e que ele passa a ser preocupante e requer cuidados a partir do terceiro nível, que é a fase de quase exaustão.

Os sintomas clássicos de que uma pessoa pode estar nesse nível de estresse são falhas de memória reiteradas e incomuns, oscilação de humor sem explicação, perda rápida de cabelo, mudança de apetite, tontura e queda na imunidade sem que estas situações estejam associadas a outra condição ou doença. Alan alerta, no entanto, que a presença isolada de um destes sintomas não indica uma situação crítica de estresse, mas a presença de mais de um deles deve ser encarada como um alerta que merece atenção.

Congresso

O Congresso das Ligas Acadêmicas de Medicina segue até sábado, abordando diferentes assuntos, tais como mudança no estilo de vida; medicina do esporte; patologias que afetam a autoestima dos pacientes; amor, rejeição e luto; novas abordagens para diagnóstico de doenças; dentre outros.

Segundo os organizadores, a realização deste evento busca trazer aos alunos da graduação temas relevantes ao estudo da Medicina, seus avanços tecnológicos e questões importantes para a promoção, prevenção e restabelecimento da saúde.

– É uma atividade que vai além da Universidade e agrega muito na formação dos alunos – disse o coordenador do Curso de Medicina, professor Dr. Antonio Euclides Pereira de Souza Junior, lembrando ser esta uma iniciativa dos próprios alunos do Curso.

A programação acontece no Auditório Afonso Dresch, no Campus I da Unoesc em Joaçaba.

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