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Graduação Chapecó

“A educação brasileira precisa de atitude”

– É assustador comparar a educação brasileira com a de outros países –  lamentou o reitor da Unoesc e membro do Conselho Estadual de Educação, professor Aristides Cimadon, ao citar índices educacionais brasileiros – 52% dos trabalhadores das indústrias não completaram o ensino básico e 86% dos jovens entre 17 e 24 anos estão fora […]


– É assustador comparar a educação brasileira com a de outros países –  lamentou o reitor da Unoesc e membro do Conselho Estadual de Educação, professor Aristides Cimadon, ao citar índices educacionais brasileiros – 52% dos trabalhadores das indústrias não completaram o ensino básico e 86% dos jovens entre 17 e 24 anos estão fora das universidades – durante a palestra proferida no III Seminário Estadual de Sistemas de Ensino de Santa Catarina. O evento ocorreu em Chapecó no início desta semana. Cimadon abordou o tema “Aplicação da Legislação Nacional no Sistema Estadual de Educação”.

O reitor da Unoesc criticou a concentração de competências na União, que arrecada e distribui os recursos, especialmente, por meio de emendas constitucionais, tornando todos os demais entes federativos subordinados a ela.

– Nesse caminho, o dinheiro vai se perdendo, principalmente, o da educação – ponderou.

O educador também considerou que este cenário de centralização favorece a corrupção e os mais prejudicados são os municípios que estão mais perto dos problemas.

Cimadon explicou que a legislação garante autonomia aos Estados e aos Conselhos de Educação nas decisões sobre a gestão da educação, no entanto, avaliou que essas esferas não têm exercido essa autonomia.

– Há um conformismo instalado. Uma cultura conservadora que impede o exercício da autonomia. É mais fácil ter alguém acima que regule, que oriente, que determine –  disse.

Além disso, o professor falou sobre cooperação entre os sistemas de educação. Citou como exemplo a prova do Enade que, se o Estado tivesse um instrumento, poderia avaliar os índices de desempenho do ensino superior catarinense, mas, como não tem, acaba utilizando o instrumento do MEC, em forma de cooperação.

Por fim, Cimadon disse que a falta de ajuda para a educação não está na legislação.

– A legislação é isso mesmo. O que vai ajudar a educação brasileira é a atitude dos educadores, das organizações educacionais, dos conselhos e dos sistemas estaduais e municipais. O que ajuda é a atitude – sugeriu o reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon.

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