3º Psicologia, Cinema e Sociedade debate a Luta Antimanicomial
Acadêmicos do curso de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho participaram, na última semana, do 3º Psicologia, Cinema e Sociedade. Durante o evento, foi exibido o documentário “Holocausto Brasileiro” e debatida a Luta Antimanicomial. O documentário retrata o grande genocídio cometido contra os pacientes psiquiátricos do Hospício de Barbacena em Minas Gerais. […]
Publicado em 29/05/2018
Por Unoesc
Acadêmicos do curso de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho participaram, na última semana, do 3º Psicologia, Cinema e Sociedade. Durante o evento, foi exibido o documentário “Holocausto Brasileiro” e debatida a Luta Antimanicomial.
O documentário retrata o grande genocídio cometido contra os pacientes psiquiátricos do Hospício de Barbacena em Minas Gerais. No local, os pacientes eram humilhados, torturados e assassinados. Segundo a coordenadora do curso, professora Lisandra Antunes de Oliveira, já se avançou muito com a Luta Antimanicomial.
— Em muitos lugares, conseguiu-se, por meio do programa ‘De volta para Casa’, devolver muitas pessoas para suas famílias e inseri-las na sociedade. Foram criados serviços substitutivos como, por exemplo, o Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) — afirma a professora.
Lisandra destaca que assuntos polêmicos sempre são debatidos pela Psicologia.
— O Código de Ética Profissional, nos princípios fundamentais, diz que o psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração dos Direitos Humanos — menciona a professora.
Para o coordenador do curso de Psicologia de Pinhalzinho, professor Álvaro Cielo Mahl, o debate acerca do tema é fundamental.
— Devemos por fim à cultura dos manicômios e combater todas as formas de opressão social, no intuito de fomentar o convívio com as diferenças, elemento fundamental em uma sociedade democrática, que valoriza e respeita os Direitos Humanos — destaca o professor.
A acadêmica Eloisa Bido salienta que o debate sobre o tema entre estudantes e profissionais é imprescindível.
— O movimento e os debates promovidos pelo curso auxiliam o acadêmico a ter um olhar mais humano e empático com as pessoas em sofrimento psíquico para garantir direitos e pensar em políticas públicas — conclui a estudante.