3ª Mostra de Arte, Cinema e Direito debate FakeNews, Direitos da Mulher e Inteligência emocional
A 3ª Mostra de Arte, Cinema e Direito, trouxe para este ano, uma pluralidade de assuntos e atividades que possibilitaram fomentar e qualificar a comunidade acadêmica, nos assuntos que permeiam dia-a-dia além de esclarecer temas sob o prisma prático-profissional e individual. Promovida pelo Curso de Direito da Unoesc Joaçaba, a mostra ocorreu entre os dias […]
Publicado em 16/10/2018
Por Unoesc
A 3ª Mostra de Arte, Cinema e Direito, trouxe para este ano, uma pluralidade de assuntos e atividades que possibilitaram fomentar e qualificar a comunidade acadêmica, nos assuntos que permeiam dia-a-dia além de esclarecer temas sob o prisma prático-profissional e individual.
Promovida pelo Curso de Direito da Unoesc Joaçaba, a mostra ocorreu entre os dias 8 e 10 de outubro, no auditório do curso de Direito. A proposta do evento, aberto a todos os estudantes da Unoesc, além de professores, profissionais da área e da comunidade em geral, é aproveitar a linguagem do cinema para discutir temas fundamentais à vida de toda a sociedade.
O evento teve início na manhã de segunda-feira, 8, com o Workshop: Fotografia Digital – Discussões Contemporâneas, ministrado pelo Mestre professor Arnaldo Telles Ferreira.
— A formação de profissionais comprometidos, atualizados e de igual maneira preparados individualmente para todos seus anseios e projetos justifica sobremaneira eventos desta natureza que serve como ferramenta de atualização — reitera a coordenadora do curso de Direito, Professora Mestra Magda Cristiane Detsch da Silva.
A programação ainda contou com uma série de palestras, como a “Violência Doméstica e Direitos da Mulher”, com o especialista delegado SSP/SC Adriano Almeida, “Inteligência Emocional. Para que preciso dela? Parte 1 e 2” com a advogada Cristiana de Freitas Soares, “Como escalar para uma oratória extraordinária e apresentações surpreendentes”, com o Doutor Juliano Rossi Oliveira. Na quarta-feira, 10, o jornalista e Mestre Rodrigo Amorim ministrou a palestra de encerramento do evento, “Tecnologia, FakeNews e Reputação: Os dilemas da Pós-verdade”.
Citando Edgar Morin, o palestrante iniciou explicando que para tudo aquilo que não está ao alcance da compreensão humana, busca-se preencher o que não se pode racionalizar com crenças e com o lúdico.
Em sua essência o FakeNews é um boato, gerador de medo, geralmente ligado a desinformação e com um falso endosso, com conteúdo polêmico e desafiador, disseminado em efeito manada (tendência de replicar um conteúdo sem verificar sua veracidade), nos grupos de aplicativos de mensagens, e nas redes sociais.
Para Amorim, um boato anteriormente delimitava-se a um tempo e espaço, porém, atualmente com as mídias digitais ocorreu a desterritorialização facilitando a disseminação desse conteúdo na maioria das vezes nocivo às pessoas. Ele explica que, atualmente as pessoas tendem a ter um grande déficit de atenção, devido a maneira como se vive, o tempo não é mais cronológico, e sim cumulativo.
— Estamos na era da pós-verdade, onde as circunstâncias nas quais os fatos objetivos tem menos importância do que crenças pessoais. Estamos nos distanciando do conhecimento acadêmico e indo para aquilo que a gente acredita —
Ainda segundo Amorim, o ser humano possui um viés de confirmação que é a tendência de se lembrar e buscar por informações que confirmem e validem suas crenças ou hipóteses inicias.
— O raciocínio motivado envolve o esforço ativo de criar histórias mirabolantes para provar aquilo que está enraizado naquilo que a gente acredita. O fakenews confirma a visão que você tem do mundo — enfatiza o jornalista.
No ponto de vista tecnológico as novas mídias criaram uma plataforma brutal de fakenews num sistema complexo, que se retroalimenta, através da compra de seguidores, que possibilita ganhar status e ter poder.
— A indústria de fakenews tem interesse em chamar a atenção, criar uma cortina de fumaça ou desviar a atenção de um determinado público — explica.
Como funciona?
Os pastores, que são contas muitos influentes ditam o tom do diálogo, os cães pastores, são contas que amplificam a mensagem e atacam os rivais e por fim as contas ovelhas, contas automatizadas que se movem para onde são direcionadas.
Algumas ações que podem combater esse mercado que cresce cada vez mais são o treinamento com as áreas de comunicação, canais de comunicação ágeis entre empresa e colaboradores e monitoramento constante.
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