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Psicologia de Videira realiza curso sobre comportamento suicida

Por: João Luiz Bariviera
joao.bariviera@unoesc.edu.br
10 de Setembro de 2021

"Falando Abertamente Sobre Suicídio" foi tema de evento realizado no dia 4 de setembro pelo curso de Psicologia da Unoesc Videira. O evento foi ministrado pelo psicólogo e especialista em Automutilação, Prevenção e Posvenção ao Suicídio, Abel Petter, de modo presencial, mobilizando professores e acadêmicos num debate sobre o problema e suas diversas causas multifatoriais. Buscou-se também, instrumentalizar o futuro profissional psicólogo na atuação frente ao comportamento suicida.

De acordo com Abel, as taxas de suicídio no contexto brasileiro têm andado na contramão de outros países, que tiveram queda acentuada nos índices. Isso indica a gravidade enfrentada no contexto nacional, sendo necessária formação e profissionalização de quem atua na saúde mental, assim como a desmistificação de estereótipos atribuídos a pessoas em sofrimento psicológico.

 No contexto da pandemia, com o aumento e agravamento de quadros de saúde mental, observa-se a necessidade de planejamento dos municípios frente à demanda de saúde mental da população, não apenas na prevenção, mas também voltado à promoção da saúde.

De acordo com Prof. Dr. Adriano Schlösser, coordenador do curso de Psicologia da Unoesc Videira, falar sobre suicídio ainda é tabu, o que torna complexa a análise dos dados. "A existência do sub-registro, subnotificação e formas veladas de suicídio contribuem negativamente para um real dado epidemiológico dos casos. Temos identificado em nossa região, casos cada vez mais presentes de suicídio, além de práticas de automutilação em adolescentes. O discurso que ouvimos das pessoas próximas costuma ser: "não notei nada", o que denota a falta de comunicação deste problema, e a falta de abertura da pessoa que sofre em verbalizar sua dor”, enfatizou".   

Neste aspecto, é válido ressaltar a necessidade de profissionais capacitados para atuar frente a este grave problema de Saúde Pública. Segundo Abel, a pouca ênfase dada na formação profissional dos profissionais da saúde – principalmente psicólogos e médicos – favorece a atendimentos psicológicos precários e pouco eficientes, devido ao conhecimento e investigação superficial sobre cada caso, fazendo-se por vezes, uso de rótulos que podem prejudicar ainda mais o sofrimento da pessoa em alguma modalidade de comportamento suicida, finalizou o palestrante.

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