Acadêmicas de Artes desenvolvem intervenções urbanas
As acadêmicas da 3ª fase do curso de Artes Visuais, do Campus de Xanxerê, experienciaram a realização de intervenções urbanas. A atividade ocorreu durante o componente curricular de Escultura, ministrado pelo professor Juliano Siqueira.A intervenção, que surgiu nos EUA, a partir da década de 1950, objetiva a apresentação de obras artísticas que explorem novas linguagens. […]
Publicado em 04/02/2010
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As acadêmicas da 3ª fase do curso de Artes Visuais, do Campus de Xanxerê, experienciaram a realização de intervenções urbanas. A atividade ocorreu durante o componente curricular de Escultura, ministrado pelo professor Juliano Siqueira.
A intervenção, que surgiu nos EUA, a partir da década de 1950, objetiva a apresentação de obras artísticas que explorem novas linguagens. “A intervenção é uma arte pública, desenvolvida em espaços de circulação de pessoas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Ela democratiza a arte, possibilitando o contato das obras plásticas com o público”, explica o professor Juliano Siqueira.
Nesse sentido, o processo de desenvolvimento das intervenções pelas acadêmicas teve diversas etapas. Inicialmente, elas estudaram vários artistas nacionais e internacionais que desenvolvem essa forma de criação. Depois, organizadas em equipes, discutiram como iriam fazer seus projetos. Por fim, durante a tarde de quarta-feira (03), realizaram cinco intervenções, utilizando materiais alternativos em relação aos tradicionais mármore e bronze – arame, alumínio, pedra, linhas, lixo e madeira.
O professor salienta que, espontaneamente, surgiu nos trabalhos desenvolvidos uma preocupação com a questão ecológica, com a preservação do planeta. “Mas, independente do significado de quem a planejou, o importante é a multiplicidade de leituras e análises do público”, observa.
Em sua avaliação, a atividade atingiu os objetivos propostos. “Houve muito interesse pela problematização de aspectos sociais, ecológicos e culturais contemporâneos. Essa preocupação é fundamental para o professor de Artes, para desenvolver a visão crítica dos seus alunos”, analisa.
Avaliações
A acadêmica Marlene Tomasoni, de Modelo, afirma que a intervenção proposta pela sua equipe “objetivou ‘mexer’ com o público, provocar reflexões”. Para ela, a arte tem um sentido, precisa ter um entendimento. Avalia, nesse aspecto, que a atividade possibilitou o aprendizado de uma proposta diferente.
Já a acadêmica Lucivana Ozelame, de Bom Jesus, ressalta a importância, com a intervenção, de aprender a testar os materiais. “Em nossa proposta, procuramos mostrar o mundo sufocado pelo lixo, uma questão que pode e deve ser trabalhada em sala de aula com Artes. Enfim, desenvolvemos uma manifestação artística que possibilita desenvolver a criticidade das pessoas”, opina.
Confira, abaixo, imagens das intervenções.