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Professor da Unoesc participa de pesquisa promissora sobre inseminação artificial suína

Por: Eliza Marta Chiarello
marketing.xxe@unoesc.edu.br
15 de Outubro de 2020

Um consórcio internacional de pesquisadores, do qual faz parte o professor Sergio Abreu Machado, coordenador do curso de Mestrado em Sanidade e Produção Animal da Unoesc e professor do curso de Medicina Veterinária em Xanxerê, tem estudado maneiras de aumentar a viabilidade do sêmen suíno utilizando moléculas orgânicas naturais, produzidas pelos próprios animais.

Dados apurados na pesquisa, apontam que uma maneira para melhorar as taxas na inseminação artificial (IA) é ampliar o tempo que os espermatozoides podem permanecer viáveis na tuba uterina, o órgão que conecta o útero aos ovários. Em geral, os espermatozoides permanecem viáveis por até 2 dias ou menos, o que pode reduzir as taxas de fecundação em espécies, como a suína, na qual a ovulação e o momento da IA podem não ser bem sincronizados.

Um grupo de cientistas afiliados à Universidade de Illinois (EUA) tem trabalhado na identificação de açúcares que ocorrem naturalmente na tuba uterina de fêmeas suínas e que têm a capacidade de retardar a maturação do espermatozoide, que deve ocorrer obrigatoriamente antes da fecundação.

Conforme o professor Sergio, se esta maturação ocorre rapidamente, a vida útil do espermatozoide é reduzida e as chances da IA ser bem-sucedida diminuem.

Assim, se a maturação espermática é prorrogada, a sua viabilidade pode ser melhorada. O artigo publicado na revista internacional Plos One, intitulado “Adhesion to oviduct glycans regulates porcine sperm Ca2+ influx and viability”, de autoria de pesquisadores da Universidade de Illinois (EUA), Escola de Medicina de Baylor (EUA), Complexo de Pesquisa do Conselho da Índia para Pesquisa Agropecuária (Índia), Instituto Shemyakin de Química Bioorgânica (Rússia) e Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), destaca a importância de dois açúcares na regulação do metabolismo do espermatozoide suíno. Os açúcares, nativos da tuba uterina da fêmea, têm forte afinidade por espermatozoides suínos e são capazes de regular a entrada de íons cálcio no espermatozoide, ajustando o tempo de maturação e prolongando a vida útil da célula espermática. Em um futuro breve, estes açúcares poderão ser utilizados em testes de fertilidade, podendo ser adicionados aos espermatozoides antes da IA para melhorar suas taxas de sucesso.

— Apesar da descoberta ser promissora, ainda temos um longo caminho para alcançar um produto final com viabilidade econômica e, ao mesmo tempo, de uso prático, já que pelo menos um dos açúcares que investigamos é bastante difícil de sintetizar e ainda com custo de produção muito elevado — finaliza o professor Sergio.

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