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Pesquisa avalia o conhecimento da população sobre o mosquito Aedes Aegypti e as doenças associadas

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
31 de Março de 2021

A diplomada do curso de Farmácia da Unoesc São Miguel do Oeste, Marcieli Dobler,  desenvolveu a pesquisa: "Métodos de controle do Aedes Aegypti e das doenças associadas: conhecimento da população de São Miguel do Oeste - SC", sob a orientação da professora, doutora Eliandra Mirlei Rossi. Segundo a professora Eliandra, o estudo foi desenvolvido para avaliar o conhecimento da população e verificar quais as principais necessidades para que os programas de controle, utilizados pela Vigilância Epidemiológica, tenham maior eficácia no controle do mosquito, bem como na disseminação dessas doenças.

— A ideia é fornecer informações para que, a partir dos resultados, a Vigilância Epidemiológica possa usá-los para possíveis estratégias no controle do Aedes Aegypti em São Miguel do Oeste — informa a professora, acrescentando que a Unoesc desenvolve pesquisas que auxiliam na resolução de problemas regionais e contribuem na melhoria da qualidade de vida.

Durante o estudo, foi aplicado um questionário para 396 pessoas. Dos entrevistados, 83,84% têm conhecimento sobre as doenças, cujo vetor é o mosquito Aedes Aegypti. 58,59% afirmaram conhecer o mosquito, porém, 6,06% não souberam reconhecê-lo. A maioria (98,99%) tem conhecimento que a responsabilidade da limpeza da caixa de água e das calhas é do cidadão.  83,84% acreditam que os noticiários sobre o assunto são informativos. Além disso, 52% afirmaram que a falta de tempo é a maior dificuldade para combater o vetor.

A professora Eliandra Mirlei Rossi explica que os resultados obtidos permitem concluir que os moradores reconhecem o seu papel no controle do mosquito, uma vez que a maioria afirmou que as punições e fiscalizações devem ser realizadas com maior frequência e rigorosidade.

— Por outro lado, apesar de todas as informações e programas de combate ao Aedes Aegypti, no município, uma pequena parte da população ainda tem dúvidas sobre o assunto, principalmente, sobre o tratamento da doença e sobre a forma de transmissão de uma pessoa contaminada para a outra — detalha a professora.

Com o estudo também foi possível concluir que alguns dos entrevistados ainda não sabem caracterizar o mosquito. Isso reforça a necessidade de elaborar materiais que evidenciem as características morfológicas, com uma linguagem clara, simples e objetiva e com uso de imagens. O Aedes Aegypti apresenta as seguintes características: cor amarronzada, anéis brancos nas pernas, escamas branco-prateadas no corpo, um desenho prateado em forma de lira na parte dorsal do tórax e tamanho médio de 5 milímetros.

A autora do estudo, a diplomada do curso de Farmácia, Marcieli Dobler, diz que, durante a pesquisa, teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto.

— As doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti são um problema de saúde pública. Nesse sentido, foi fundamental desenvolver um trabalho para avaliar o conhecimento da população sobre o mosquito e as doenças associadas — comenta a acadêmica.

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