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Núcleo de Estudos em Vida Selvagem da Unoesc realiza mais de 100 atendimentos em 2019

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
20 de Dezembro de 2019

O Núcleo de Estudos em Vida Selvagem (NEVS) da Unoesc São Miguel do Oeste atendeu, neste ano, mais de 100 animais. O NEVS está vinculado do curso de Medicina Veterinária. Segundo o professor do curso, biólogo Jackson Preuss, o Núcleo presta serviço especializado e faz com que a CliniVet seja uma referência na região Sul do País para atendimentos e realização de procedimentos, envolvendo animais selvagens.

Entre os casos que mais tiveram destaque, neste ano, estão o atendimento do bugio-preto (Alouatta caraya), do gato-maracajá adulto (Leopardus wiedii) e de dois filhotes órfãos de gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus). O bugio-preto, classificado como "criticamente ameaçado", no Estado de Santa Catarina, teve os ferimentos tratados e foi devolvido à Polícia Militar Ambiental para a soltura. O gato-maracajá teve lesões, ocasionadas por atropelamento, e a sua soltura teve grande destaque na mídia estadual. Já os filhotes de gato-do-mato-pequeno precisaram de um acompanhamento intenso e foram alimentados, a cada duas horas, com mamadeiras.

Jackson explica que, após a recuperação, os animais são devolvidos à Polícia Militar Ambiental (PMA). A PMA opta pela melhor destinação: reintroduz na natureza ou encaminha ao Núcleo de Tratamento e Reabilitação de Animais Silvestres (Nutras) de Santa Catarina.

Além de cuidar dos animais, o NEVS realizou, neste ano, mais de 20 palestras em escolas da região e participou de programas voltados à educação ambiental.

— Essa atividade é muito importante, pois as crianças e os adolescentes levam a nossa mensagem adiante, contribuindo para a conservação da fauna brasileira e mundial —  avalia o biólogo Jackson Preuss.

A produção científica também tem um papel importante dentro do NEVS. Neste ano, foram produzidos dois artigos em periódicos científicos; foram publicados 16 artigos em mídia social; apresentados nove resumos em congressos e desenvolvidos quatro projetos de pesquisa.

— Muitos dos dados obtidos podem ser utilizados em planejamentos e na estruturação de novas metas para a conservação da biodiversidade brasileira — comenta o biólogo Jackson Preuss.

Experiência para o mercado de trabalho

Os acadêmicos de Medicina Veterinária e integrantes do NEVS participam ativamente do recebimento dos animais silvestres, reabilitação, cirurgia, clínica, soltura ou destinação das espécies, da conservação ativa com órgãos fiscalizadores, entre outros. Além disso, os futuros médicos veterinários têm a oportunidade de acompanhar a rotina do Ambulatório de Animais Selvagens do Hospital Veterinário, a rotina do Departamento de Patologia, participar de projetos de extensão sobre educação ambiental e do desenvolvimento de pesquisas.

Segundo a acadêmica Laura Barichello Albrecht, o NEVS é um diferencial em sua formação acadêmica e profissional.

— Aprendo na prática a lidar com o inesperado, pois cada animal que chega para atendimento está em uma condição diferente. Estou aprendendo muito sobre como lidar e manejar animais silvestres e sobre conservação — avalia a futura médica veterinária.

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