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Feminicídio foi tema do primeiro Direito em Debate na Unoesc Videira

Por: João Luiz Bariviera
joao.bariviera@unoesc.edu.br
11 de Novembro de 2019

O curso de Direito da Unoesc Videira realizou, na quinta-feira, 7 de outubro, o lançamento do programa de Extensão “Direito em Debate”. O evento teve  como tema o feminicídio - aspectos filosóficos, psicológicos, sociais e jurídicos, sendo desenvolvido no auditório da universidade e reuniu estudantes, professores, comunidade e renomados profissionais da área jurídica e social.

A mesa redonda foi composta pelo prof. Me. Marco André Serighelli, mediador dos trabalhos, Marcos Rohling, doutor em Educação, Neiva Furlin, doutora em Sociologia, Fernanda Zanotti, doutoranda em Saúde Pública, Prof. Ricardo Emilio Zart, mestre em Ciência Jurídica e Prof. Roberto Olinger. especialista em Direito Penal e Processual Penal.

O encontro promovido pelo curso de Direito da Unoesc Videira provocou discussões e reflexões na perspectiva da diversidade, questão de gênero e direitos humanos e oprotunizou conhecer, a partir dos relatos dos convidados, as diferentes perspectivas da realidade do processo social, promovendo a interação entre comunidade e universidade.

Para o professor Marco André Serighelli, a participação da mulher na sociedade contemporânea passou a ser algo extremamente importante. Ela vem exercendo cada vez mais, papel de protagonista, embora ainda sofra com as heranças históricas do sistema social patriarcalista, em seu dia a dia.

—A luta feminista é pela igualdade entre mulheres e homens na sociedade contra o machismo e o patriarcalismo—, afirmou Marco André.

FEminicídio

Conforme o Atlas da Vilência de 2019, dados apresentados pelo  professor Ricardo Emilio Zart, nos últimos dois anos houve um crescimento expressivo de assassinato de mulheres com 12 casos por dia no Brasil. 

Já o Mapa de Violência (2015), aponta que a taxa de feminicídios no Brasil é registrada como a 5ª mais alta do mundo, chegando a 4,8 para cada 100 mil mulheres. O mesmo Mapa aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por serem mulheres.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio, um dos assuntos debatidos no encontro. Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos torpes, como a separação.

Direito em Debate

O programa Direito em Debate foi apresentado ao público presente pela professora Márcia Coser Petri, coordenadora do curso.

— Instituímos esse programa de extensão, com o objetivo de abrir espaços para discutir aquilo que é de interesse da sociedade, envolvendo acadêmicos, profissionais, professores e a comunidade como forma de contribuir para a formação de uma sociedade mais igualitária e justa, sem diferenças e discriminações. Ao mesmo tempo, possibilitemos a aplicação do conhecimento da sala de aula no contexto social, notadamente do entorno da universidade— completou.

A abertura do evento contou com os dançarinos do Studio de Dança Kaia de Videira.

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