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Diplomada conta como as oportunidades na área da Tecnologia de Informação a levaram para o Canadá

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
11 de Julho de 2019

O mercado para profissionais de Tecnologia de Informação (T.I) não para de crescer e transcende fronteiras. Uma boa notícia para quem quer incluir em seu currículo experiências de trabalho adquiridas em países estrangeiros. Em 2014, a diplomada do curso de Sistemas de Informação da Unoesc São Miguel do Oeste, Cristiane de Azevedo, embarcou para o Canadá com a família. Ela diz que trabalhar no exterior é uma realidade possível, basta motivação e planejamento.            

— Decidimos nos mudar para o Canadá, principalmente, pelas oportunidades de carreira e pela qualidade de vida. Optamos pela província de Québec porque ela oferece diferentes programas, seja como trabalhador temporário, estudante ou como residente permanente — relata a diplomada, destacando que as empresas canadenses vêm com frequência ao Brasil recrutar profissionais qualificados.  

Cristiane é consultora em Análise de Sistemas da empresa canadense CGI Inc. Ela conta que o principal desafio que o profissional de T.I encontra no Canadá é o idioma.

— Mesmo estudando inglês ou francês ainda no Brasil, a comunicação pode ser um obstáculo quando o profissional se insere no contexto de trabalho — pondera a consultora em Análise de Sistemas.

Ela também destaca a importância de ter ensino superior na área.

— Ter uma graduação é essencial para trabalhar no Canadá. As empresas buscam profissionais qualificados para atuarem em diferentes funções do setor de T.I — salienta Cristiane, acrescentando que a demanda é grande por analistas de sistemas e desenvolvedores. Net.

Mercado aquecido para profissionais qualificados

Segundo o coordenador do curso de Ciência da Computação da Unoesc, professor Roberson Junior Fernandes Alves, o mercado de tecnologia oferece uma série de carreiras para brasileiros no exterior. Roberson afirma que as oportunidades estão concentradas, principalmente, em países da América do Norte e da Europa. Ele cita dados da Comissão Europeia que apontam para uma demanda de aproximadamente 120 mil novas vagas por ano somente na Europa. As vagas são para os mais diversos cargos como desenvolvedor, engenheiro e/ou arquiteto de segurança e para atuar com análise e gestão de dados.

Existem diversas empresas de recrutamento no Brasil que oportunizam o acesso a vagas no exterior. Roberson salienta que as entrevistas são feitas em inglês para verificar a suficiência do candidato. Além das entrevistas, o interessado à vaga participa de testes práticos, em forma de desafios, tendo seus conhecimentos testados.

— É importante que o candidato tenha um portfólio de seus trabalhos. Para os desenvolvedores, o GitHub é uma das alternativas para mostrar os projetos e trabalhos desenvolvidos. Recomenda-se ainda que o candidato se profissionalize na área em que pretende atuar, participando de cursos de extensão e eventos promovidos pelo curso de Ciência da Computação — ressalta o professor.

Para os profissionais que não querem deixar o Brasil, há muitas empresas estrangeiras que oferecem oportunidades no formato home office e remuneram em dólares. Entretanto, Roberson ressalva que são exigidos os mesmos requisitos de idioma, profissionalização e conhecimento.

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