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Cursos de Licenciatura em Física e Química promovem 2º Seminário Interdisciplinar

Por: Adriano França
imprensa@unoesc.edu.br
20 de Maio de 2022

O Novo Ensino Médio (NEM) está em vias de implementação em escolas públicas e privadas. As novas propostas são expressivas e prometem dar protagonismo ao aluno na realização de seus projetos de vida. Nesse sentido, os cursos de Licenciatura em Física e Química da Unoesc Joaçaba promoveram, nos dias 17, 18 e 19 de maio, o 2º Seminário Interdisciplinar - Ciências da Natureza: os desafios do novo ensino médio.

O encontro ocorreu de forma remota e teve como objetivos oportunizar espaços de diálogo e reflexão acerca da docência abordando as propostas do novo ensino médio; estimular a colaboração com redes e instituições de educação básica pública, aproximando as relações entre a formação acadêmica e a atuação profissional no magistério; mobilizar os professores das escolas públicas de educação básica para atuação como protagonista nos processos de formação inicial de professores, valorizando suas experiências e conhecimentos, além de contribuir para a valorização do magistério e da escola pública de educação básica como lugar de produção de conhecimentos e espaço necessário à formação dos profissionais do magistério.

No dia 17 ocorreu a palestra Novo Ensino Médio: Flexibilidade do currículo, ministrada pelas professoras: Fernanda Aparecida Silva Dias (EEB Prof. Virginia P. Silva Gonçalves – Monte Carlo), Luciane Hengers Canale (EEB Gov. Celso Ramos – Joaçaba) e Josiane Aparecida de Jesus (Unoesc); já no dia 18 ocorreu a palestra Implantação do Novo Ensino Médio: relatos de experiência, com os professores: André Bivis (UFSC) e Rosana Aparecida Marcolino (EEB Ruth Lebarbechon – Água Doce), e no dia 19  a Atividade Prática: síntese dos aspectos centrais discutidos no evento sob a orientação da professora Elisabeth Baretta (Unoesc).

Conforme explica a coordenadora dos cursos de Licenciatura em Física e Química, professora Elisabeth Baretta, apesar do peso das mudanças propostas e do curto prazo adaptativo, existe um ponto crucial para a implementação do Novo Ensino Médio que segue nebuloso em direcionamentos oficiais: a formação de um novo perfil de professores.

— O atual modelo de capacitação de docentes precisa passar por uma transformação que o desassocie da lógica tradicional até então aplicada, para que os professores se adaptem a uma abordagem mais integrada e coerente com as novas propostas — destacou a professora.

Ainda de acordo com Elisabeth, a primeira grande mudança sugerida para o Novo Ensino Médio é a divisão do conteúdo por áreas do conhecimento, e não mais por disciplinas. Desenvolver a habilidade de apresentar assuntos de forma contextualizada e integrada em diferentes esferas deve estar no centro das novas práticas aplicadas na capacitação de professores. Além da formação básica, o NEM possui a parte flexível do currículo, composta por no mínimo 1.800 horas, que contempla a segunda língua estrangeira, as trilhas de aprofundamento, os componentes curriculares eletivos e o projeto de vida.

— Nesse contexto, é fundamental para o acadêmico conhecer e aprofundar-se sobre as temáticas relacionadas ao NEM, devido a sua inserção no mercado de trabalho — finalizou a coordenadora.

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