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Cursos da Unoesc promovem a live “Diálogos Interdisciplinares da População LGBTQIA+”

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
30 de Julho de 2020

Acadêmicos de Psicologia, Fisioterapia, Enfermagem e Direito participaram, recentemente, da live "Diálogos Interdisciplinares sobre Direitos e Cuidados com a Saúde da População LGBTQIA+". A live contou com a participação do psicanalista, Eliseu Neto; do delegado de Polícia Civil, Sandro Zancanaro; do psicólogo Rodrigo Moretti Pires e da presidente da União Nacional LGBT (UNA) de Chapecó, Karla Muniza. Durante a live, foram abordados os seguintes assuntos: criminalização da LGBTfobia e a saúde da população LGBTQIA+, preconceito e as condições de vida desse público.

A acadêmica Karolina Neu destaca que a população LGBTQIA+ precisa ser ouvida e que é necessário criar formas de enfrentamento aos tipos de violência que esse público está sofrendo. Ela afirma que a live proporcionou muitos conhecimentos a partir de diálogos interdisciplinares.

Para a coordenadora do curso de Psicologia de São Miguel do Oeste, professora Lisandra Antunes de Oliveira, é preciso trabalhar de forma interdisciplinar.

— A contribuição de diferentes áreas nos traz à luz possíveis intervenções que sozinhos não conseguiríamos pensar, por isso, a importância de dialogar sempre com outras áreas. Precisamos de profissionais que estejam abertos a olhar e escutar fora de sua área — destaca a professora.

O coordenador do curso de Psicologia de Pinhalzinho, professor Álvaro Mahl, observa que os debates interdisciplinares são fundamentais para buscar a garantia dos direitos e cuidados com a saúde da população LGBTQIA+, bem como para combater todo e qualquer tipo de violência.

Segundo a coordenadora de Fisioterapia, Franciane Barbieri Fiorio, é importante dialogar sobre o tema, uma vez que o fisioterapeuta é um agente de transformações sociais.

— O fisioterapeuta está inserido em espaços estratégicos nas políticas sociais. Para isso, é necessário que o profissional entenda as subjetividades, necessidades reais e específicas de cada sujeito, para assim atuar de forma igualitária e equânime à sociedade como um todo — avalia a professora.

A coordenadora do curso de Enfermagem, professora Ana Maria Moser, destaca a importância da live:

— A atividade proporcionou a oportunidade de partilhar o saber e interagir, trabalhando com a interdisciplinaridade e visando à integralidade da assistência, bem como a desconstrução de paradigmas elaborados, durante a formação acadêmica ou até anteriormente, e ao longo do exercício profissional — observa a professora.

A discussão sobre os direitos e cuidados com a saúde da população LGBTQIA+ possibilita também uma abordagem jurídica. Segundo o coordenador do curso de Direito, professor Peterson Schaedler, o Direito precisa ter um olhar diferenciado para esse público.

— Muitas vezes as agressões, inclusive físicas, ocorrem por causa da opção sexual. Em uma democracia, todos os cidadãos devem ser protegidos pelo Estado. A participação do delegado Sandro Zancanaro possibilitou a abordagem da lei e a interpretação dos tribunais superiores sobre o tema — avalia o professor.

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