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Curso de Psicologia da Unoesc participa de pesquisa da Fiocruz

Por: Karine Bender
imprensa.smo@unoesc.edu.br
03 de Maio de 2021

O curso de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste recebeu convite para participar da pesquisa "Gênero, violência e a (des)construção da masculinidade: uma análise do trabalho grupal com os homens autores de violência contra a mulher no contexto brasileiro". A pesquisa de âmbito nacional está sendo realizada pela pesquisadora vinculada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Lorena Padilha Pereira. O convite foi feito devido ao Programa Basta, que é realizado, desde 2018, fruto de uma parceria da Unoesc com o Poder Judiciário e com a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI).

Segundo a pesquisadora, Lorena Padilha Pereira, o objetivo do questionário é conhecer a metodologia das experiências grupais para a elaboração de um material com informações de atividades realizadas em cada Estado do Brasil.

— As informações serão, posteriormente, publicadas, garantindo a transparência do conteúdo apurado e a visibilidade das ações. Por isso, é de grande importância a participação da Unoesc que, por meio de suas iniciativas, protagoniza o enfrentamento à violência contra a mulher — relata a pesquisadora da Fiocruz.

A coordenadora do curso de Psicologia, professora Lisandra Antunes de Oliveira, destaca que o convite para participar da pesquisa evidencia o comprometimento e a garantia de direitos da Psicologia, que cumpre com a sua prerrogativa de profissão, promovendo saúde mental e qualidade de vida a toda população. Ela acrescenta que é papel do psicólogo promover a universalização do acesso às informações e do conhecimento da Ciência Psicológica.

— O papel que a Psicologia desempenha no Programa Basta consiste em ajudar os autores de violência doméstica a identificar os seus comportamentos e, futuramente, fazer mudanças e atuar nos impactos dessas relações — detalha a professora Lisandra.

Programa Basta e a violência contra a mulher

Cerca de 500 homens autores de violência doméstica já foram atendidos pelo Programa Basta. Lisandra frisa que o índice de reincidência é ínfimo: 0,02%.

— É importante ressaltar que o homem será a mesma pessoa em todas as suas relações, o que irá mudar é a outra pessoa. Portanto, mudando o seu comportamento, automaticamente, estará modificado nas futuras relações, além de ressignificar as suas vivências — explica a professora.

Lisandra acrescenta que, muitas vezes, o autor de violência doméstica reproduz comportamentos de violência apreendidos sem perceber e sem questionar se é ofensivo, desrespeitoso e se fere o direito da outra pessoa.

— Participando do Programa Basta, o homem aprende a se autoconhecer e a modificar o seu comportamento na prática. Muitos continuam no Programa e também buscam psicoterapia individual e de casal —  comenta a professora.

 

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