Programa de Pós Graduação em Educação

Projetos de Pesquisa

2019 - Atual

A pesquisa analisa as manifestações das culturas infantis entre bebês e crianças pequenas e seus desdobramentos nos processos educativos de Escolas Infantis nos municípios de Joaçaba - SC e Jaguarão - RS. A pesquisa abrangerá, inicialmente, duas escolas infantis, localizadas em diferentes municípios, sendo que não se caracteriza como um estudo comparativo, mas como uma pesquisa em rede que poderá apontar uma riqueza e diversidade de análises sobre a problemática de investigação. Necessitamos de estudos que apontem possibilidades e práticas que valorizam as crianças como produtoras de culturas, pois o estudo das culturas infantis pode contribuir com os processos educativos vividos nas creches. São uma construção coletiva que se faz pela ação social das crianças que reagem nas estruturas sociais e institucionais nas quais estão inseridas. Nosso diálogo principal se dará no campo dos estudos da criança, com as contribuições da pedagogia da infância, sociologia da infância, antropologia da criança e psicologia cultural. Caracterizamos a pesquisa como um estudo de inspiração etnográfica com observações participantes e anotações em diários de campo, fotografias do cotidiano dos bebês e crianças bem pequenas e de suas manifestações culturais, entrevistas com professoras e identificação de questões para elaboração de projeto de extensão.

Coordenadora: Dra. Ana Cristina Coll Delgado.

Equipe: Carolina Machado Castelli, Rachel Freitas Pereira, Nadia Inês Marconatto e Adilson de Souza Borges.

2019 - Atual

Nas últimas décadas, as desigualdades de gênero foram consideradas um problema social, resultado de um processo histórico de reprodução institucional e cultural, de modo que na América Latina foram criados diferentes mecanismos estatais para promover políticas públicas, visando a redução das desigualdades, da discriminação e da violência de gênero e o exercício da cidadania das mulheres. Compreende-se que a equidade e a justiça de gênero são imprescindíveis nas democracias modernas, sem as quais não há desenvolvimento social e nem econômico. Desse modo, o campo educacional é um espaço fundamental para fomentar valores igualitários e uma cultura de direitos e de respeito às diversidades. Portanto, o presente projeto tem por objetivo analisar as políticas educacionais com perspectiva de gênero promovidas pelo Estado Brasileiro e Chileno, na sua relação com as recomendações dos organismos internacionais, identificando as especificidades e aproximações em relação à trajetória, avanços e aos novos desafios para a educação em contextos neoliberais e neoconservadores, quando está em questão a construção de uma cultura com igualdade de gênero e respeito aos direitos das diversidades. Trata-se de uma pesquisa comparativa de caráter qualitativo, cujos dados serão levantados por meio de múltiplas perspectivas, tais como plano de políticas, programas, leis, relatórios institucionais, documentos técnicos, notícias e informes disponibilizados na Internet, cartilhas educativas e entrevistas. Para a análise dos dados elegemos os referenciais teóricos dos estudos sobre democracia, gênero e políticas públicas.

Coordenadora: Dra. Neiva Furlin.

Equipe: Gleiciane Pereira Katschi, Lais Rodrigues Candeia Campagnolo e Claudia Rodrigues de Souza.

2019 - Atual

As propostas dos sistemas de avaliação no âmbito das políticas educativas são um campo de discussão presente desde o contexto da reforma educacional brasileira desencadeada no final da década de 1980 e início dos anos de 1990, e que tem se tornado prioridade no planejamento da educação e para demandas em pesquisa educacional. O conjunto de avaliações padronizadas surgem como iniciativas para orientar uma determinada qualidade da educação, o que também tem influenciado a produção de um currículo nacional unificado, como a Base Nacional Comum Curricular. Nesta direção o projeto apresenta uma pesquisa sobre as políticas avaliativas e curriculares que estão presentes no cenário educativo brasileiro com o objetivo promover estratégias para melhorias educacionais. Procura-se analisar as políticas avaliativas e curriculares e as repercussões sobre o currículo e o trabalho docente, bem como no contexto da rede pública de ensino de Santa Catarina.

Coordenadora: Dra. Simone Gonçalves da Silva.

Equipe: Álvaro Luiz Moreira Hypolito, Luís Miguel Carvalho, Iana Gomes Lima, Sofia Viseu e Sandra de Fátima Lucietti.

2018 - Atual

Pesquisa de Estágio Pós-doutoral em desenvolvimento no PPGE-UNESP/MARÍLIA, como apoio da CAPES (bolsista PNPD) e supervisão do pesquisador em Filosofia da Educação Pof. Dr. Pedro Angelo Pagni. Este projeto de pesquisa constitui-se me projeto de pesquisa gurda-chuva para 1 projeto de Iniciação Científica e dois projetos de dissertação. Resumo:Especialmente, na modernidade, o homem arvorou-se como criador e autocriador de si e do mundo, lançando-se em dois vieses que, no fundo, se comunicam com instituintes de uma nova imagem ? o pós-humano: um subjetivista e outro subjetivista. Assim, num momento de crise profunda de sentido do humano, questões sobre as bases, horizontes e finalidade da educação emergem em potência máxima, redimensionando o perguntar para um sentido mais profundo: Poderemos ainda falar de humano? O que constitui o humano enquanto tal? O que os qualifica ou o desqualifica enquanto tal? O que pode ou não pode a educação? Quais referenciais à educação em meio aos desafios contemporâneos em educação? Responder a estes questionamentos constitui desafio fundamental da Filosofia da Educação, mas não só porque exigem que ultrapassemos os processos fragmentários e instrumentalizantes/esteticizantes para que possa ser possível o humano enquanto um humanar, sem com isso perder-se no próprio caminhar. A pesquisa será desenvolvida com base em uma abordagem hermenêutico filosófica perguntado sobre os referenciais humanos aos desafios educacionais contemporâneos, num diálogo efetivo sobre o tema. Palavras-chave: crise; referenciais; educação.

Coordenador: Dr. Clenio Lago.

Equipe: Nadia Inês Marconatto, Pedro Angelo Pagni, Juliano Rossi, Caroline Brunoni, Diego Gonçalves e Andrieli Alti.

2018 - Atual

A crescente propagação de novos mecanismos de regulação da educação, como conhecida há cerca de três décadas, ao passo que põe em suspenso as formas tradicionais de regulação baseadas no modelo burocrático, introduz na cena educacional uma série de mecanismos de controle e de premissas de gestão da educação pública sintonizada com as chamadas políticas de regulação por resultados. Mormente interessadas no direcionamento e controle da produção desses resultados, segundo prioridades e padrões de qualidade lastreados em lógicas do mercado e do mundo empresarial, estas políticas operam fundamentalmente por meio de sistemas de avaliação associados a indicadores passíveis de mensuração. Como parte e desdobramento de uma dinâmica que conjuga regulação do processo com regulação do produto, assiste-se à introdução de medidas de accountability identificadas com pressupostos da chamada New Public Management que, assim como em outros países, também no Brasil vêm sendo informadas por políticas que focalizam a escola enquanto lócus da produção de resultados, tendo por via principal o expediente da avaliação de desempenho dos estudantes. Em face da franca ascensão dessa fórmula no domínio da política pública, completada com a associação de consequências decorrentes dos resultados educacionais alcançados e submetidos à prestação de contas, há que se analisar não somente os graus de influência na determinação de opções políticas e práticas de gestão dos sistemas de ensino, mas, sobretudo, sua repercussão sobre a vaga democrática que radica a participação e o controle social como peças de referência. Assim posto, o presente projeto de pesquisa tem por objetivo analisar, no contexto de uma crescente implantação de medidas de accountability na educação básica identificadas com políticas de regulação por resultados, repercussões na configuração de arranjos institucionais na esfera municipal assente na ideia de governo democrático da educação básica pública. A pesquisa incide sobre um conjunto de cinco capitais de estados ? Florianópolis, São Paulo, Goiânia, Palmas e Fortaleza ? precisamente, uma de cada região geográfica do país. A concentração na esfera municipal visa, por um lado, considerar a tensão que se arma entre a pluralidade de contextos e a circunstância do envolvimento numa malha de políticas de regulação pelos resultados, aqui entendida a dinamização de sistemas de avaliação externa, e, por outro, a projeção mais recente dessa esfera à posição de ente federativo com incumbência de organizar o seu novel sistema de ensino e de regulamentar, neste âmbito, a gestão democrática do ensino público na educação básica segundo demarcações contidas na LDB de 1996. Os procedimentos metodológicos compreendem, além de pesquisa bibliográfica sobre as temáticas envolvidas, exame documental (legislação municipal, normatizações e documentos técnicos, assim como notícias e informes disponibilizados na Internet) que oportunize o acesso a diretrizes e condições que respondem, no plano político-institucional, pelo governo democrático da educação pública, assim como a explicitação de bases referenciais de medidas de accountability na educação básica (avaliação, prestação de contas e responsabilização) e sua identificação com políticas de regulação por resultados.

Coordenador: Dr. Elton Luiz Nardi.

Equipe:  Durlei Maria Bernardon Rebelatto, Clarice Zientarski, Rosilene Lagares, Valmir José Turcatto, Chaiane Oliveira Kadzerski, Ana Paula da Motta, Aline Bettiolo dos Santos, Paula Fernanda Silveira Boiago, Helen Chaves dos Santos da Silva, Roni Edson Fabro e Marco André Serighelli.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2018 - Atual

Este projeto de pesquisa insere-se no campo da história da educação em especial da Educação Popular. Encontra-se alicerçado na área de concentração: Políticas e Processos em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e, mais especificamente, na linha de pesquisa: Processos Educativos e memória pedagógica. O projeto tem como principal objetivo mapear, identificar e analisar a história da educação popular em documentos inéditos (cartas, cadernos, agendas, diários) do acervo pessoal do educador Carlos Rodrigues Brandão, assentado em Poços de Caldas/Minas Gerais. Com esse material apresentaremos contribuições para a pedagogia latino-americana com a pretensão de contribuir com o registro de experiências educacionais ainda silenciadas nas produções intelectuais.

Coordenadora: Dra. Fernanda dos Santos Paulo.

Equipe: Neila Sperotto, Marcia Selau dos Santos, Merli Leal Silva, Carlos Rodrigues Brandão, Ivo Dickmann, Oscar Jara, Caroline Brunoni, Diego Gonçalves, Ortenila Sopelsa e Mirian Gregório Ferreira.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2018 - Atual

Seguindo tendência à ascensão da accountability na agenda da política educacional internacional como mecanismo de controle social, a presente proposta intenta realizar uma investigação acerca da combinação entre avaliação educacional e accountability, sobretudo, na relação entre esses dois elementos em políticas públicas nacionais de regulação da educação básica. Com esse propósito, o projeto tem por objetivo contribuir para o aprofundamento do debate sobre a associação empírica entre políticas públicas de avaliação educacional e dispositivos de accountability, por meio da análise dos arranjos produzidos na configuração de modelos de avaliação da educação básica, em países da América Latina. Como questão de fundo, assinala que as demandas por utilização de dispositivos de accountability, nomeadamente na educação básica, são justificadas, no plano político, pela necessidade de melhoria da qualidade nos e dos serviços públicos. Em atenção à tendência que se espraia em escala internacional e assumindo como referência de análise, em uma perspectiva crítica, a ideia de um modelo abrangente e consistente de accountability educacional, que tenha como pilares fundamentais e integráveis a avaliação, a prestação de contas e a responsabilização na direção de formação democrática e cidadã, a proposta metodológica compreende levantamento de documentos político-legais que regulam e ordenam políticas nacionais de avaliação da educação básica em países da América Latina; identificação dos modelos de avaliação praticados por esses países, realçando suas especificidades e idiossincrasias; caracterização das ferramentas de accountability operadas em associação com políticas de avaliação educacional; explicitação de possíveis repercussões dessas políticas e seus processos na escola pública de educação básica, viabilizadas por meio de arranjos entre estratégias e mecanismos de controle social.

Coordenadora: Dra. Marilda Pasqual Schneider.

Equipe: Vanessa Rosana Peluchen, Jaime Moreles Vázquez, Michele Luciane Blind de Morais, Ana Paula da Motta, Mary Ângela Brandalise, Maria Verónica Leiva Guerrero, Susimar Inês Peretti, Mirian Folha de Araújo Oliveira,  Freddy Valmore Marín González, Samantha Garcia Falavinha e Ketiny Carla Baretta Raimundo.

Financiador: Universidade do Oeste de Santa Catarina.

2018 - Atual

1º) o ponto de partida está na tensão entre a real pluralidade da sociedade hodierna, os princípios políticos e econômicos neoliberais e a ideia de comum. A pluralidade expressa-se de diversas maneiras: em nível cultural, étnico, religioso, social etc.; O neoliberalismo impõe aos Estados, às instituições e aos indivíduos demandas mercadológicas e de empresariamento. Tais fatos comprometem a identificação e efetivação dos critérios para o comum. Quais poderiam ser tais critérios? Jurídico-formal, ético-formativo, político-econômico etc....? Dependendo do(s) critério(s) escolhido(s) e legitimado(s), pergunta-se 2º) pela qualificação necessária das pessoas para que elas consigam aguentar e/ou trabalhar a tensão acima apontada. Precisamos de pessoas capazes de conciliar os lados da relação tensa, para evitarmos a imposição de uma visão isolada como garantia do comum (p.e. fundamentalismo), ou que um determinado critério do comum sufoque a pluralidade existente (p.e. um moralismo econômico). A partir daí, lançaríamos 3º) os desafios aos quais a educação deveria reagir: em termos de diretrizes para formar/educar indivíduos capazes de lidar com o conflito aparente entre autenticidade pessoal e ideia do comum, ou seja, entre autonomia e aceitação/reconhecimento social; à perda do significado de comum na sociedade de alta complexidade; ao problema da juridificação e da fragilidade nos elementos éticos das ações; à fragilidade nos princípios éticos que sustentam as relações em contexto de pluralismo cultural e diversidade das características humanas; à crise ocorrida pela imposição da lógica de mercado em detrimento da formação, democracia e desenvolvimento humano. Objetivo geral: Investigar e fundamentar os sentidos e relações entre educação, justiça e desenvolvimento humano, sob diferentes matrizes teóricas e na preocupação referente às características humanas fundamentais para a promoção e realização da democracia. Objetivos específicos: Problematizar e significar educacionalmente teorias relacionadas aos aspectos antropológicos, ético-formativos, jurídicos-formal e econômico-político; Refletir sobre as bases da educação em meio à crise e aos desafios da democracia; Refletir sobre a relação entre o conceito de agência, alteridade e comum, enquanto elementos centrais que envolvem as realizações sociais.

Coordenador: Dr. Mauricio João Farinon.

Equipe:  Eduardo Borges, Hans-Georg Flickinger, Luís António Umbelino, Maria Helena Damião, Pedro Goergen, Rosane da Silva França Cavasin, Deysi Maia Clair Kosvoski, Larissa Bezera Frio, Jaqueline Santos Silveira e Vanderlei Feltrin.

Financiador: Universidade do Oeste de Santa Catarina.

2018 - Atual

A proposta de investigação parte da consideração do professor da educação superior enquanto sujeito implicado num tipo de docência singular, que se constitui professor no conjunto das experiências de docência, nas práticas de formação pedagógica continuada, nas interfaces da docência com a área de conhecimento da qual e originado, nas relações que se impõem entre a formação universitária, o mercado, a produção de conhecimento e tecnologia e a dimensão da humanização. Propõe-se a pesquisar sobre as relações que os professores constroem a partir dos diálogos, aproximações ou distanciamentos entre suas práticas pedagógicas e as formações pedagógicas continuadas de caráter institucional constitui-se em demanda quer seja na área da formação de professores quer no âmbito das próprias Instituições de Ensino Superior, uma vez que o alcance de seus propósitos e compromissos formativos está intimamente ligado às práticas do professores, ao exercício da docência para o qual os professores devem ser formados continuadamente.

Coordenadora: Dra. Daniela Pederiva Pensin

Equipe: Nadiane Feldkercher e Tania Maria Zaffari Farias.

2018 - Atual

Este projeto de pesquisa pretende analisar, evidenciar e compreender a contribuição das mobilizações feministas, em suas especificidades e aproximações, no processo de institucionalização das políticas de gênero no Brasil e no Chile, buscando comparar o desenho dessas políticas no período em que esses países foram governados por mulheres. Busca-se também constatar qual é agenda atual do movimento feminista para garantir a execução das políticas que buscam promover a igualdade, a superação da discriminação de gênero e a redução da violência contra as mulheres.

Coordenadora: Dra. Neiva Furlin.

2018 - Atual

O presente projeto objetiva discutir e evidenciar a hipótese que dá sentido ao seu título, qual seja, o Capital como educador do educador. Tem crescido a produção acadêmica que tematiza o papel do empresariado e suas novas formas associativas na definição da política educacional brasileira no âmbito do predomínio da financeirização da economia. Tal papel, no âmbito das parcerias público-privadas e sob outras regulamentações, se desdobra de variadas maneiras: na invasão da escola pública por sistemas educacionais e kits pedagógicos; pela atuação de Aparelhos Privados de Hegemonia burguesa em relação com o Aparelho de Estado; pelo financiamento via Organizações Multilaterais de políticas nos entes federados; financiamento estatal de empresas educacionais e não educacionais privadas. Inúmeras são as formas de articulação do interesse burguês na determinação da política pública, além, evidentemente, da hegemonia burguesa instalada por força das relações capitalistas de produção, cuja mediação do Estado é crucial. O projeto em tela deriva de três anteriores, desenvolvidos com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, nos quais ficou evidente a política de reconversão docente por meio da intervenção sobre a formação do professor. De outro lado, explodiu a oferta de formação na modalidade EaD, assim como algumas escolas passaram a receber aporte financeiro internacional, além de começarem investimentos na Bolsa de Valores. As seis maiores escolas privadas no Brasil concentram 25,1% das matrículas em Ensino Superior no Brasil. Três delas pertencem à Kroton S.A., com 17% das matrículas. No interior do grupo, centraliza 68% das matrículas. De qualquer ponto de vista, ela é a maior escola de formação de jovens em nível superior, particularmente de professores. Esses resultados articulados à hipótese analítica da reconversão docente conduziram à formulação da proposição segundo a qual parte substantiva da formação do professor brasileiro está nas mãos de grandes escolas oligopolizadas, na modalidade EaD, e com importante negociação com Organizações Multilaterais na elaboração de políticas educativas, a exemplo do Banco Mundial, BID, UNESCO e OCDE. Neste caso, quem educa o educador é o Capital, ou seja, os interesses burgueses tomam a formação como nicho rentável, a educação como ?bem mercadejável?, interessando-se não apenas pelo conteúdo da formação, mas pela matrícula como item de portfólio na bolsa de valores, cuja rentabilidade é assegurada, mas não só, pelo aporte de recursos públicos sob a forma de bolsas de estudos. Tendo em vista esses elementos, o presente projeto tem em vista desenvolver: 1) o conceito de ?Capital Educador?, para o que precisará discutir necessariamente a relação Estado-Capital-Trabalho; 2) evidenciar objetivamente as esferas de sua intervenção, para além das escolas oligopolizadas; b) políticas para a formação docente em escolas privadas e em EaD; c) políticas de Educação e formação docente articuladas às diretrizes da UNESCO e da OCDE; d) políticas de publicações para professores, especificamente a Revista Nova Escola. A pesquisa congrega quatro universidades: Universidade Federal de Santa Catarina; Universidade Federal do Pará; Universidade do Oeste de Santa Catarina; Universidade do Estado do Pará.

Coordenadora: Dra. Olinda Evangelista.

Equipe: Mauro Titon, Fernanda Mikolaiczyk, Allan Kenji Seki, Astrid Baecker Avila, Fenando Santos, Jennifer Pereira, Renata Flores, Higson Rodrigues Coelho, Rogério Gonçalves de Freitas e Samantha Castro Vieira de Souza.

2018 - Atual

O projeto de Pós-Doutorado Júnior, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na linha de pesquisa Currículo, Profissionalização e Trabalho Docente, tem como interesse investigar, a partir das políticas de implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como as redes políticas e as novas formas de governança vêm se configurando para a constituição da agenda educacional e das reformas educativas no contexto brasileiro. A pesquisa será conduzida por dois interesses de embasamento teórico: primeiro a discussão de neoliberalismo, governança e políticas e o segundo as reformas políticas educacionais e suas implicações no cenário brasileiro. O estudo foca na noção de governança para refletir sobre as políticas públicas de educação. Entende-se governança como um modelo de governo que envolve modos, processos, atores e instrumentos com diferentes interesses na gestão pública, articulados com características do neoliberalismo. O uso deste conceito permite uma compreensão do aparecimento e do processo de legitimação de novos atores sociais muito presentes no contexto atual ? parcerias público-privadas, novas filantropias, corporações internacionais, empreendedores sociais, acadêmicos, setor midiático, ONGs, fundações de caridade, fundações sem fins lucrativos, think tanks , consultores privados e empresas especializadas em conhecimento para formulação de políticas, organismos internacionais, tipo Banco Mundial e OCDE. A prestação de serviços educacionais e o surgimento de novas formas de governança em rede que ganham força, como contribuintes para a superação da crise na educação pública, articulam, supostamente, uma série de propostas de soluções para os problemas da educação.

Coordenadora: Dra. Simone Gonçalves da Silva.

Equipe: Álvaro Luiz Moreira Hypolito, Patrícia de Faria Ferreira e Mateus Arqguleho da Cunha.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2018 - 2019

Esse projeto se insere em um esforço investigativo que busca responder quais são e o que revelam as produções acadêmicas nacionais sobre educação integral, escola em tempo integral e nucleação de escolas. O objetivo central será o de realizar um levantamento da produção acadêmica nacional, catarinense e regional sobre educação integral, escola em tempo integral e nucleação de escolas tendo em vista subsidiar uma análise da temática. A pesquisa terá uma abordagem tanto quantitativa quanto qualitativa e se desenvolverá através de uma pesquisa bibliográfica, tendo como referência os materiais já elaborados e publicados sobre as temáticas em questão.

Coordenadora: Dra. Nadiane Feldkercher.

Equipe: Andressa Eliza Bertoldi, Daniela Prederiva Pensin e Eloisa Acires Candal Rocha.

Financiador: Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina.

2017 - Atual

Este projeto de pesquisa é um projeto matriz que está sendo desenvolvido pelo GRUPO INTERNACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO SUPERIOR - GIEPES UNICAMP, cujas coordenações estão atualmente com Profa Dra Elisabete Monteiro de Aguiar Pereira e Profa Dra Maria de Lourdes Pinto de Almeida. É uma pesquisa desenvolvida em REDE e tem como paises componentes: Potugal, Espanha, Brasil, Venezuela, Colombia, Uruguai, Argentina, Mexico e Chile. As Universidades Nacionais envolvidas no Projeto possuem um GEPINHO vinculado ao GIEPES e ou Grupos de Pesquisas simpatizantes que, por meio de uma linha de pesquisa, conseguem se vincular a proposta da Rede. As Universidades Nacionais envolvidas são: UNOESC, UNIVALLI, UNIOESTE, PUCRS, UPF, URI FW, USP, UFSC, UFSM, UFMS, FURG, FURB. O objetivo desta pesquisa é, nos primeiros dois anos, mapear, debater, caracterizar, refletir sobre os processos de internacionalização que estão sendo desenvolvidos nas universidades dos países integrantes do GIEPES. A internacionalização já está sendo denominada a quarta função da universidade e uma inegável atividade da universidade contemporânea. Um projeto de pesquisa sobre o tema permitirá o conhecimento dos processos de internacionalização que estão acontecendo nas universidades dos diferentes países, bem como proporcionará um diálogo entre as experiências vividas por cada uma, no sentido da troca e da reflexão sobre essa atividade que será, cada vez mais, preponderante no contexto acadêmico contemporâneo.

Coordenadora: Dra. Elisabete Monteiro de Aguiar Pereira.

Equipe: Maria de Lourdes Pinto de Almeida, Suely Petriluz, Altair Alberto Fávero, Rosane Carneiro Sarturi, Marilene Dalla Corte, Leda Scheibe, Margarita Victoria Rodrigues,  Silvia Regina Canan, Carina Tonieto, Enrique Martinez  Larrechea, Virginio Sá, Fatima Antunes, Maria Verónica Leiva Guerrero, Norberto Lamarra, Jaime Morelez Vásquez, Edite Maria Sudbrack, Maria Cristina Parras Sandoval, Olga Cecilia Dias Flores, Julieta Claverie, Pablo Garcia, Patricia Viera, Marilia Morosini, Pricila Kohs dos Santos, Alexandre Anselmo Guilherme, Silvia Brito, Geonara Tauchen, Marcia Selpa Carmen Celia Bastos, Antonio Cachapuz, Carla Galego, Maria Carmen Lopez Lopez, Antonio Bolivar, Elisabete Ceruti, Karla Pezavento, Diego Palmeira Rodrigues, Silmara Terezinha Freitas e Maxemino Luiz Martinelli.

2017 - Atual

A prática do bullying pode ser evidenciada em diferentes episódios, ambientes, idades, gêneros, e coloca todos os profissionais que atuam no contexto escolar com o compromisso de identificação das situações envolvendo o problema e o desafio de como intervir diante das mesmas. Segundo Pereira; Silva; Nunes (2009, p. 4) ?[...] os profissionais devem estar conscientes sobre essa forma de violência e devem ser capacitados para diagnosticar, intervir e preveni-la?. Tendo consciência que o papel da escola é fundamental para o desenvolvimento do ser, esse ambiente deve ser um local em que a criança/aluno se sinta acolhida(o), e um lugar em que ela possa expressar seus sentimentos de maneira em que não seja julgada e reprimida. A escola é um lugar em que essas manifestações devem ser observadas, diagnosticadas e orientadas. Esse projeto de pesquisa visa investigar as ações de prevenção e enfrentamento do Bullying que são organizadas e implementadas por escolas estaduais, vinculadas a 7ª Gerência de Educação - Gered de Joaçaba. A pesquisa se caracteriza como de cunho exploratório e de natureza qualitativa. A amostra será constituída por escolas estaduais vinculadas a 7ª Gered/Joaçaba, profissionais que atuam nessas instituições e alunos de diferentes níveis de ensino e anos escolares. Como procedimentos de coleta de dados será utilizado um questionário, composto por questões abertas e fechadas, que permita aos participantes a sua manifestação.

Coordenadora: Dra. Maria Teresa Ceron Trevisol.

Equipe: Patrícia Mattana, Maria Beatriz Ferreira Leite de Oliveira Pereira, Gabriel Cardoso de Aguiar, Crisley Maciel Dalla Costa, Marcela Almeida Zequinão, Juliana Ampese Lazzarotti Dias, Lucas Morais da Silva, Simone Aparecida Radavelli, Monica Tessaro e Layana Gabriela Silva Paiva Meneguini.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2017 - Atual

Dando sequência as investigações já desenvolvidas no âmbito da formação de professores (FELDKERCHER, 2011; FELDKERCHER 2015), nesta pesquisa objetivamos investigar e analisar diferentes contextos da iniciação à docência. A pesquisa congregará diferentes estudos sobre inserção profissional no ensino, que poderão contemplar diferentes sujeitos-professores, trajetórias formativas, contextos institucionais e práticas pedagógicas. Em uma das etapas da pesquisa, a partir de uma pesquisa bibliográfica, iremos mapear e discutir a produção científica da área da educação sobre a iniciação à docência. Em etapas subsequentes e/ou paralelas, a partir de estudos de campo, iremos investigar e analisar a iniciação à docência de professores em diferentes contextos de atuação. Os estudos terão uma abordagem qualitativa. Os dados serão coletados através de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo (essencialmente por meio de entrevistas junto a professores iniciantes). O tratamento dos dados será inspirado na análise do conteúdo. A proposta investigativa visa ampliar a compreensão sobre o processo de iniciação docente bem como contribuir com o campo teórico e prático da formação de professores.

Coordenadora: Dra. Nadiane Feldkercher.

Equipe: Neridiana Fabia Stivanin, Marisete Maihack Perondi, Mariane Aparecida Talamini Goetten, Priscila Alves de Oliveira da Costa, Mauro Giuliato, Tania Maria Zaffari Farias e Dândara Bellé.

Financiador: Universidade do Oeste de Santa Catarina.

2017 - Atual

A elaboração de pesquisas que intencionem uma reflexão acurada sobre o processo educativo é condição sine qua non para a mudança da sociedade em sua radicalidade. Nessa esteira de compreensão, muitos autores apresentaram contribuições efetivas, por meio de suas produções, para que ocorresse, em algum momento da história, a concretização do sonho utópico de superação do modelo social de classes. Distintivamente daqueles pensadores que entendem a educação como redenção ou reprodução (apenas), a pedagogia freiriana, por exemplo, é reconhecidamente uma concepção educativa que busca a transformação social radical por via da educação. Portanto, assumir a referida perspectiva é comprometer-se com a constituição de práxis que estejam em diálogo com esse horizonte. Diante do contexto social e educativo que nos cerca torna-se necessário revisitar fontes teóricas que nos auxiliem a problematizar diferentes tempos e espaços. Com essa intencionalidade, a presente pesquisa objetiva desenvolver esse movimento de diálogo com aportes teóricos que revelem contribuições para a edificação de um ato educativo comprometido com a mudança social radical. Terá especial atenção, no transcorrer dessa investigação, a análise da obra de Paulo Freire, bem como a de outros autores que dedicaram-se a pensar a educação em uma óptica popular. Acredita-se, com a realização da referida investigação, que proeminentes reflexões poderão ser problematizadas e essas, com efeito, potencializarão práxis educativas que dialoguem com o campo da educação popular e com a busca pela libertação autêntica de mulheres e homens, o que pressupõe a superação do sistema social capitalista e dos processos de alienação e opressão que lhe são característicos.

Coordenador: Dr. Dirlei de Azambuja Pereira.

Equipe: Priscila Monteiro Chaves.

2017 - Atual

A finalidade deste projeto consiste na problematização da organização curricular de cursos de Pedagogia da região oeste do estado de Santa Catarina e na colaboração com futuras reestruturações que esses cursos farão no que compete à formação inicial do alfabetizador, de modo que possam ser repensados aspectos necessários à sua formação no que compete à compreensão de processos linguísticos. Além disso, este estudo visa a fomentar o diálogo sobre as lacunas que essa formação apresenta e que podem ser minimizadas por meio de estratégias de formação permanente ou continuada, de modo a tratar as dificuldades enfrentadas no cotidiano da sala de aula a partir de um estudo sistematizado que coloca os fenômenos linguísticos que surgem como impasses no centro do processo. O projeto busca investigar as repercussões das políticas educacionais nos percursos formativos de professores alfabetizadores e suas implicações no ensino da língua materna nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para tanto, faz-se necessário identificar, na organização curricular dos cursos de Pedagogia em que se formaram esses alfabetizadores, os componentes que se destinam a estudar a área das linguagens; diagnosticar e problematizar possíveis lacunas nesse aspecto da formação, identificar se há políticas públicas ou estratégias de formação continuada para esses professores na região oeste do estado e compreender de que forma essas políticas de formação continuada operam como estratégias de accountability. Espera-se que esses movimentos investigativos gerem a inferência de outras possibilidades de formação dos alfabetizadores, no que compete à sua formação inicial, e contribua para a definição de políticas educacionais que favoreçam a formação do professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental no que se refere à sua atuação como alfabetizador. A formação de professores que ensinam a língua materna nos anos iniciais aponta para o cuidado com uma atuação linguístico-pedagógica que demanda alguns saberes específicos. Se por um lado, são constatadas precárias condições para a promoção de práticas efetivas de leitura, por outro, muito tem se questionado a formação desses formadores de leitores. Uma das tarefas deste projeto consiste no fomento e colaboração a uma formação ancorada não somente em conceitos pedagógicos e linguísticos, mas na discussão entre eles e nas necessidades concretas dos professores alfabetizadores, provocando reflexões acerca da sistematização de metodologias, promovendo o debate sobre métodos e para além deles, pondo a dialogar rotinas, políticas públicas e formação docente. Quando há uma intencionalidade na explicitação e se reconhece a tarefa autoral do docente, enquanto intelectual de sua profissão, o pensamento na atividade deixa de ser mais forte que o pensamento sobre as capacidades metalinguísticas ou sobre os conteúdos do Sistema de Escrita Alfabética que se quer atingir (FRADE, 2007).

Coordenadora: Dra. Priscila Monteiro Chaves.

Equipe: Maria Carolina Finger Pereira, Tulainy Parisotto, Laura Biazus Cortina e Elisandra Gozzi.

Financiador: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior,  Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, Universidade do Oeste de Santa Catarina e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2017 - 2018

Sabe-se que vítimas-agressoras são menos competentes socialmente, e apresentam características que dificultam o estabelecimento de boas amizades, como por exemplo apoio emocional e equilíbrio nas interações recíprocas, fazendo com que eles também sejam menos procurados e aceitos pelos colegas. Considerando que este é o grupo mais agressivo, em que se encontram maiores fatores de risco, os quais tem um efeito não apenas aditivo, mas multiplicativo (Spence e Matos, 2000; Salmivalli e Nieminen, 2002), intervenções focadas em vítimas-agressoras devem ser priorizadas. Entretanto, poucas informações se têm a respeito das estratégias de intervenção com esses participantes. Objetivo: analisar os efeitos de um programa de intervenção contra o bullying escolar em crianças com o perfil de vítimas-agressoras. Métodos: Participarão desta pesquisa crianças e adolescentes que estejam cursando o 6º ano do Ensino Fundamental, de ambos os sexos, que frequentam escolas públicas localizadas na cidade de Joaçaba e de Herval D´Oeste (SC). Os participantes serão divididos em dois grupos: o grupo que participará da intervenção e o grupo que não receberá nenhum tipo de intervenção (grupo controle). Ambos os grupos serão avaliados antes e após o período de intervenção. Será ainda feito o follow up após o término da avaliação para verificarmos se 6 meses após a intervenção ainda se registram efeitos do programa aplicado (retenção). No pré-teste as avaliações servirão para identificar as vítimas-agressoras e as características deste grupo, enquanto no pós-teste e no follow up servirão para verificar se houve alteração nessas características após a intervenção. Os instrumentos utilizados nessas etapas serão: Questionário de Olweus; Escala Sócio Métrica; Escala de Silhueta Corporal; Escala Subjetiva de Status Social em Sala de Aula; e Bateria Motora KTK. Já a intervenção ocorrerá apenas com o grupo experimental, o qual irá receber 18 sessões de 45 minutos, 3 vezes por semana. Serão disponibilizados um total de 27 jogos e brincadeiras, que se propõem a trabalhar a imagem corporal, o status social e a coordenação motora dos participantes. Serão aplicados 2 jogos por sessão, sendo que a escolha da variável a ser trabalhada será de acordo com a necessidade do grupo a ser estudado. Após os jogos serem aplicados, deve-se destinar pelo menos 10 minutos da sessão para conversação e discussão das situações e experiências vivenciadas durante a intervenção. Resultados esperados: Espera-se que ao final deste projeto verifique-se que um programa de intervenção que diminua os fatores de riscos das vítimas-agressoras trabalhando o bullying de forma indireta seja eficaz na prevenção e atendimento ao bullying escolar entre crianças e adolescentes com esse perfil.

Coordenadora: Dra. Marcela Almeida Zequinão.

Equipe: Maria Teresa Ceron Trevisol,  Lucas Morais, Katia Beber Savoldi, Renata Caroline Pereira e Bruna Ramos.

Financiador: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

2016 - Atual

A espécie humana evoluiu imersa em natureza, em instrumentos técnicos e em linguagens. A interação cooperativa, mas também conflitiva, entre os ingredientes dessa co-evolução foi sempre sumamente complexa. Também no humano a capacidade cognitiva não deixa de estar incorporada em constantes processos de expansão. A expansão científico-tecnológica da atualidade aumenta significativamente essa complexidade. É relevante situar as transformações do aprender humano dentro do amplo contexto bio-sócio-tecno-evolucionário dando ênfase ao caráter decisivo desta co-evolução para a aprendizagem nos dias de hoje. Se, ?vida é aprendizagem? (Popper, 2001) ou ainda que ?existe uma unidade entre processos vitais e processos cognitivos já que a aprendizagem é uma ação efetiva que permite ao ser vivo continuar sua existência em determinado meio ao produzir aí o seu mundo? (Maturana e Varela,1995). Sabemos que ainda somos reféns de epistemologias científicas e culturais que dão pouca atenção ao conhecimento e ao reconhecimento da interdependência como um fato. A educação que predomina, em boa medida, carrega consigo uma visão fragmentária e mecanicista do mundo. A forma como se conhece (de)terminada realidade tem estreita relação com a forma como vivemos construindo nossos mundos. Por isso, a aproximação segura entre conhecer e viver. A forma como se aprende/conhece, dinamiza as formas de se viver. A compreensão de que integramos sistemas mais abrangentes é certamente, prejudicada pela educação fragmentária, mecanicista e disciplinar ainda predominante. A visão ocidental mecânica e racional provocou a disjunção entre o animal e o racional, entre o natural e o cultural e acentuou um dos aspectos da dinâmica vital humana: a tendência em lidar unicamente com as certezas. Munido de certezas, o pensamento ocidental disjuntor acreditou ter condições de mudar a face do universo pelo viés da dominação e da subjugação. As certezas, geradas pela racionalidade, contribuem para a exacerbação da subjugação humana dos seres e das coisas, inclusive, gerando a subjugação do humano pelo homem, ou melhor, a escravização, fato inédito em termos de evolução. A superação do estigma analítico requer uma concepção trans-disciplinar e sistêmica. Concepções que exigem romper com o postulado científico e cultural de que nosso conhecimento deve estar embasado em certezas e verdades absolutas. Requer-se também uma abertura epistemológica que descortine a possibilidade de reconhecermos que a pluralidade é uma dimensão inerente à realidade e é possibilidade de existência de muitos mundos dentro do nosso mundo. Será um veio para respeitar as diferentes perspectivas e também diferentes pontos de partida. Nesse contexto pode emergir a sensibilidade solidária já que a mesma implica em reconhecer e respeitar a alteridade do/a outro/a, e reconhecer, sobretudo, que os interesses e o bem-estar do outro também me dizem respeito. Na aprendência/vivência da sensibilidade solidária prevalece o desejo de uma vida mais digna e prazerosa para todos/as. Objetivos: 1) Investigar as transformações do aprender humano dentro do amplo contexto bio-sócio-tecno-evolucionário, bem como o caráter decisivo desta co-evolução para a aprendizagem nos dias de hoje; 2) Investigar as possibilidades e as implicações da educação comprometida com a suprema tarefa de despertar sensibilidades para as questões humanas e sociais oferecendo uma base ética para construir consensos básicos rumo à solução de problemas fundamentais. Metodologicamente o desenvolvimento será feito a partir de buscas em referenciais teóricos, tendo como básicas as produções de Henri Atlan, Edgar Morin., Humberto Maturana, Francisco Varela, Giórgio Agamben.

Coordenador: Roque Strieder.

Equipe: Anderson Luiz Tedesco, Sodryane Maria de Jesus, Araceli Girardi, Fernanda Aparecida Silva Dias, Laudemir Bonamigo, Elisandra Alves e Valmir de Jesus Pinto.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2016 - 2019

O presente projeto intenta realizar um levantamento da produção brasileira e portuguesa (equipe coordenada em Portugal por Catarina Tomás) com relação ao que é dito pelas ciências humanas e sociais acerca das culturas da pequena infância e culturas produzidas para a pequena infância. Para tal, optou-se por reter como arco temporal o período compreendido entre 2000 e 2015. A análise de tais dados permitirá discernir grandes tendências longitudinais, estruturantes da produção científica nos dois países sobre os bebês e crianças bem pequenas, pesquisa que até o momento ainda não foi realizada. Procurar-se-á restituir e problematizar, para o período em análise, a configuração das temáticas formuladas pela investigação, as metodologias utilizadas, tomando ainda em consideração o mapeamento das instituições universitárias onde esta produção se localiza. Por fim, analisaremos o corpus obtido buscando compreender qual o enfoque, e quais as perspectivas teóricas e metodológicas adotadas. A partir dos olhares cruzados, o projeto incide sobre uma área problemática de grande atualidade científica, de manifesta relevância social e de importante incidência no domínio das relações sociais e das políticas públicas. A atualidade científica é testemunhada no fato de que os Estudos da Infância/Estudos da Criança encontram-se em pleno desenvolvimento, e se centram na criança, nomeadamente, no seu papel enquanto produtora de cultura. A relevância social exprime-se no fato de que as condições sociais da contemporaneidade colocam à vida das crianças pequenas condições paradoxais de exercício e expressão da sua existência - principalmente pela coexistência de um espaço social simultaneamente mais alargado pelas oportunidades de circulação entre instituições e o confinamento espacial expresso na restrição da autonomia ? com implicações nos modos de administração simbólica da infância contemporânea. Finalmente, a incidência e impacto do projeto poderão ser aferidos pelas articulações do conhecimento produzido com políticas públicas, principalmente nas políticas educativas e de formação de professores. Por intermédio de uma abordagem qualitativa, far-se-á a categorização e análise das produções identificadas de acordo com os critérios definidos. Os dados bibliográficos significativos (PACHECO, 2006) que irão ser apresentados possibilitarão a identificação e sistematização, de forma atualizada, do conhecimento produzido sobre os bebês e crianças bem pequenas, com incidência nas culturas da pequena infância e culturas produzidas para a pequena infância, um trabalho minucioso ainda a ser realizado em ambos os países. Em suma, pretende-se apreender os parâmetros-base da construção social de saberes acerca dos bebês e crianças bem pequenas, os quais refletem determinadas concepções de infância e criança. No decorrer da realização deste projeto também tornar-se-á visível o estado da arte relativo à investigação das culturas da pequena infância em Portugal e no Brasil. Por fim, possibilitará, numa perspetiva de médio prazo, constituir-se como uma base para o desenvolvimento de futuras e inovadoras investigações neste domínio.

Coordenadora: Dra. Ana Cristina Coll Delgado

Equipe: Altino José Martins Filho, Carolina Machado Castelli, Rachel Freitas Pereira, Catarina Almeida Tomás e Daliana Lofler.

2016 - 2017

O projeto tem por objetivo geral organizar e implantar um núcleo de memória pedagógica do Programa de Pós-graduação em Educação da Unoesc e de escolas de educação básica da região oeste catarinense, constituindo possibilidades concretas de investigação e qualificação do contexto escolar. Busca, portanto, disponibilizar à comunidade regional, resultados de estudos e pesquisas acadêmicas que repercutiram positivamente na educação e na elevação cultural da comunidade regional. O desenvolvimento do projeto, consoante procedimentos metodológicos específicos, compreende a seguintes etapas inter-relacionadas: a) catalogação de pesquisas realizadas no PPGEd/Unoesc e seus correspondentes produtos (livros, artigos científicos, dissertações e teses, considerando a primeira década do Programa); b) identificação e recolha de fontes de registro da universidade e das escolas, como: jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, livros de atas, termos de visita às escolas, vídeos de programas de televisão e de palestras, outros registros de práticas pedagógicas realizadas e/ou em curso. Após a localização e a obtenção do acervo, o material será catalogado por categorias: práticas pedagógicas; história da educação; pesquisa-ação e novos métodos; tecnologia na educação básica; temas específicos em diferentes níveis educacionais.

Coordenadora: Dra. Ortenila Sopelsa.

Equipe: Roque Strieder, Paulino Eidt, Mauricio João Farinon, Dilva Bertoldi Benvenutti, Maria Caroline Batista da Silva, Marisete Maihack Perondi e Mariane Aparecida Talamini Goetten.

Financiador: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina.

2015 - Atual

O presente projeto de pesquisa em rede, concebido no segundo semestre de 2014, será desenvolvido nos anos de 2015 a 2018, e envolve pesquisadores da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estácio de Sá (Unesa), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Tem por objetivo analisar o quadro normativo e as condições político-institucionais relativos à gestão democrática do ensino público no âmbito dos sistemas municipais de ensino dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Tocantins e Piauí?, tendo em vista a atribuição que lhes foi conferida pela atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Art. 14) quanto à definição de normas de gestão democrática na educação básica, de acordo com suas peculiaridades. Nessa direção e com uma estruturação em subprojetos estaduais, busca realizar, por meio de pesquisa documental e de questionários dirigidos aos dirigentes municipais de ensino e representantes de conselhos municipais de educação, o mapeamento do quadro normativo sobre a matéria, que informa opções e princípios e que orienta a organização e a implementação da gestão democrática no âmbito dos sistemas, assim como de condições político-institucionais com que a gestão democrática é operada, de modo a focalizar estruturas, espaços, mecanismos e características da dinâmica de participação das comunidades escolar e local. Parte do pressuposto de que a materialização do princípio constitucional da gestão democrática do ensino público (art. 206, inciso VI, da Constituição Federal de 1988) depende das condições de participação da sociedade civil nos processos decisórios acerca de assuntos de interesse comum e das possibilidades concretas de a escola pública construir caminhos em um contexto de interdependência com o sistema de ensino ao qual se vincula. Assim, a pesquisa busca: caracterizar a base legal relativa à normatização da gestão democrática do ensino público no âmbito dos sistemas municipais de ensino dos Estados integrantes da Rede Mapa; identificar elementos constituintes do quadro normativo da gestão democrática do ensino público em cada sistema de ensino investigado; levantar princípios, estruturas, espaços e mecanismos institucionalizados de participação estabelecidos nas normas dos sistemas municipais de ensino; levantar informações que caracterizam as dinâmicas de participação em cada sistema (em nível de sistema e de escola pública); estabelecer, no âmbito de cada sistema e no conjunto de sistemas de ensino, relações entre condições normativas, condições político-institucionais e dinâmicas que informam a gestão democrática do ensino público; e constituir mapas e cartogramas indicativos dos resultados coligidos e da espacialização destes resultados nos Estados e em perspectiva comparada.

Coordenador: Dr. Elton Luiz Nardi

Equipe: Durlei Maria Bernardon Rebelatto, Rosimar Serena Siqueira Esquinsani, Marilda Pasqual Schneider, Mirian Folha de Araújo Oliveira, Paula dos Santos Lopes, Sueli Menezes Pereira, Luiza Helena Dalpiaz, Alzira Batalha Alcântara, Maria José Pires Barros Cardozo, Clarice Zientarski, Rosilene Lagares, Raimunda Maria da Cunha Ribeiro, Cláudia Rodrigues de Souza, Valmir José Turcatto, Simone de Fátima Flach, Ana Paula da Motta, Aline Bettiolo dos Santos, Paula Fernanda Silveira Boiago e Francisca das Chagas Silva Lima.

Financiadores: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Secretaria de Educação do Estado de Santa Catarina, Universidade do Oeste de Santa Catarina e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina.

2015 - Atual

O projeto de pesquisa busca investigar a presença da Educação Popular nas obras de Paulo Freire, bem como realizar encontros de estudos e pesquisas participantes com educadoras que trabalham em diferentes contextos educativos escolar e não escolar (educação infantil comunitária, SCFV, Ação Rua, MOVA, Brasil Alfabetizado, etc.). Pesquisamos trajetórias de trabalho de educadoras (es) populares e educadores (as) sociais. Os temas referenciados pela Educação Popular e Paulo Freire são: Espaço de atuação dos educadores (movimentos sociais, ONGs, Estado, políticas, gestão, etc.), Projetos de educação e sociedade em disputas, parcerias público-privadas no contexto da Educação Infantil Comunitária e do SCFV e Formação de educadores (movimento social, universidade popular universidade, projetos formativos, história de vida, relação educação-trabalho).

Coordenadora: Dra. Fernanda dos Santos Paulo

Equipe: Neila Sperotto, Marcia Selau dos Santos, Merli Leal Silva, Graziela Luz dos Santos, Simone Souza Prunier, Eliane Brandão da Silva, Nara Rosana Godfried Nachtigall, Rosalina Brusda de Oliveira,  Ismeria Florinda Silva de Almeida, Mariane Ferreira Soares, Eliane Duarte da Silva, Joao Carlos Lucas da Silva, Márcia Rejane dos Santos Menger, Priscila Vieira Bastos, Wagner Rodrigues de Oliveira, Layza Ariane Alves Bandeira, Taís Pereira de Gões, Larissa Venancio Monks Vieira, Gabriela Prestes Vernes, Jaqueline da Silva Ciotta, Gisiane Schneider Ferreira, Janaína Iltchenco Marasca dos Santos, Angela Gavilinski Pereira de Castro, Cristiane Silva, Catarina Elóia da Rosa Machado, Flávia Bueno Chaves, Vanessa Padilha Silva.

2015 - Atual

Este projeto de pesquisa está vinculado à Rede Iberoamericana de Estudos e Pesquisas em Políticas e Processos em Educação Superior - RIEPPES - (UNOESC-UNICAMP) e ao Grupo Internacional de Estudos e Pesquisas em Educação Superior - GIEPES - FE da Unicamp. É fruto de um projeto de pesquisa liderado pela Profa Dra Elisabete Monteiro de Aguiar Pereira, que em 2010 fez um projeto matriz do GEPES UNICAMP onde cada GEPINHO vinculado a Rede desenvolveu pesquisas sobre tendencias curriculares nos cursos de graduação de cada Universidade onde tivesse um tentáculo do Grupo Matriz. Este projetão deu origem a este que tem por objetivo mapear os pedagogos formados pela Universidades que pertencem a RIEPPES nacionais e internacionais do territorio iberoamericano. Pretende-se mapear esses egressos e focar nos que são concursados em rede pública estadual e ou municipal, que atuam na Educação Básica, seja na educação infantil, na alfabetização, na educação fundamental, no ensino médio e ou na gestão escolar. O recorte temporal definido foi de 2015-2018. Quanto ao perfil dos pedagogos, caberá indagar sobre a relação da formação acadêmica com a prática pedagógica que desenvolve na Escola. Metodologia da pesquisa será a histórico-critica. Esta investigação se faz relevante pois vai exigir uma reflexão sobre da Universidade sobre a formação do pedagogo, com indagações que vão desde: quem estão formando, para que e para quem?? até uma possível reavaliação dos principais impactos das Politicas Curriculares na formação do acadêmico. Os resultados da pesquisa visam, principalmente, contribuir para a definição de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos sistemas educacionais de ensino. Vale a pena relembrar que quem forma o professor que está atuando na área do ensino na educação básica é a Universidade e que portanto, ela tem muita responsabilidade sobre o que acontece na Escola. Em dezembro de 2018 foi aprovado um projeto micro inserido nesta investigação macro com financiamento pela FAPESC. O objetivo é mapear os egressos do curso de Pedagogia das Universidades Comunitárias da Mesorregião de Santa Catarina. Neste mapeamento o objetivo é fazer uma triagem de quantos docentes formados pelas IES são concursados na rede pública estadual e ou municipal, quantos atuam na Educação Básica, seja na educação infantil, na alfabetização, na educação fundamental, no ensino médio e na coordenação pedagógica e gestão escolar. O recorte temporal definido foi de 2011 a 2016, por conta das últimas reformas nas Políticas Curriculares ocorridas na área da Pedagogia. Quanto ao perfil dos pedagogos, caberá indagar sobre a relação da formação acadêmica com a prática pedagógica que desenvolve na Escola. A metodologia utilizada nesta pesquisa será a histórico-critica, tendo como foco o materialismo histórico. Esta investigação se faz relevante pois vai exigir uma reflexão sobre o papel da Universidade na formação do pedagogo, com indagações que vão desde quem estamos formando, para que e para quem? Com os resultados podemos perceber ainda os principais impactos das Politicas Curriculares na formação do docente. Os resultados da pesquisa visam, principalmente, contribuir para a definição de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos sistemas educacionais de formação de professores, no territorio iberoamericano ja que esta pesquisa faz parte de um projeto MACRO que tem como componentes os paises pertencentes a RIEPPES e ao GIEPES. Vale a pena relembrar que quem forma o professor atuante na área do ensino na educação básica e ou superior é a Universidade e que portanto, há uma imensa responsabilidade desta com o contexto histórico educacional.

Coordenadora: Dra. Maria de Lourdes Pinto de Almeida

Equipe: Iara Castegnaro, Regina Oneda Mello, Noemia Maria Bonamigo Pizzamiglio, Roselange Barbara Zenere Baretta, Enrique Martinez Larrechea, Virginio Sá, Maria Veronica Leiva Guerreiro, Norberto Lamarra, Jaime Morelez Vazques, Thales Fellipe Guill, Talita Zanferari, Fabio Lazzarotti, Juliane Brogliato, Ricardo De Marco, Silmara Terezinha Freitas, Marcio Giusti Trevisol, Izanir Zandoná, Roseli Ana Fabrin e Valmir de Jesus Pinto.

Financiador: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina

2015 - Atual

Este projeto de pesquisa é da Rede Iberoamericana de Estudos e Pesquisas em Políticas e Processos de Educação Superior - RIEPPES UNOESC UNICAMP e possui vários tentáculos que estão sendo desenvolvidos em varios paises do territorio iberoamericano. O objetivo é mapear a produção cientifica da Educação Superior, desde contribuição de grupos de pesquisas até o impacto dos artigos cientificos em periodicos relacionados a esta tematica. Pretendemos fazer uma reflexão sobre a produção cientifica na area da Educação Superior em diversos ambitos, organizações, associações de investigadores que trabalhem com este tema. Até que ponto há uma evolução do que se está sendo publicado na área? Até que ponto há inovação nos temas produzidos e pesquisados no âmbito da Educação Superior no território ibero-americano? A metodologia utilizada para o desenvolvimento desta pesquisa é a histórico-crítica. Participantes são os pesquisadores inseridos a RIEPPES UNOESC que trabalha em parceria (dialogando) com o GIEPES UNICAMP.

Coordenadora: Dra. Maria de Lourdes Pinto de Almeida.

Equipe: Jose Camilo Santos Filho, Altair Alberto Favero, Rosane Carneiro Sarturi, Iara Castegnaro, Regina Oneda Mello, Noemia Maria Bonamigo Pizzamiglio, Roselange Barbara Zenere Baretta, Enrique Martinez Larrechea, Virginia Sá,  Fatima Antunes, Maria Veronica Leiva Guerreiro, Norberto Lamarra, Jaime Morelez Vásquez, Thales Fellipe Guill, Talita Zanferari, Julieta Claverie, Pablo Garcia,  Antonio Cachapuz, Carine Fátima da Silva e Ocimara Fatima dos Santos.

Financiador: Universidade do Oeste de Santa Catarina.

2015 - 2018

Seguindo a tendência da ascensão da accountability como tema da agenda da política educacional, o projeto propõe uma pesquisa sobre políticas de accountability para a educação não superior, nomeadamente sobre experiências empreendidas em dois países: Brasil e Portugal. O objetivo da investigação é realizar estudo comparado de políticas de accountability para a educação pública não superior nesses dois países, considerando a franca ascensão desse tema nas políticas educacionais em nível internacional e as eventuais características da sua tradução ou recontextualização nos níveis nacionais e subnacionais. Como questão de fundo, assinala que no setor educacional as demandas que informam a New Public Management vêm oferecendo, em muitos países, bases estruturantes para uma accountability educacional. Fundadas no discurso político-ideológico sobre a necessidade de melhoria da qualidade dos serviços públicos, diversas políticas educacionais tem privilegiado a associação entre a accountability e os procedimentos de avaliação vincados em testes padronizados, com ampla divulgação dos resultados e responsabilização das escolas e professores, esta comumente associada ao estabelecimento de padrões de desempenho e à aplicação de sanções ou recompensas. Em atenção à tendência que se espraia em escala internacional e assumindo como referência de análise, em uma perspectiva crítica, a ideia um modelo abrangente e consistente de accountability educacional, que tenha como pilares fundamentais e integráveis a avaliação, a prestação de contas e a responsabilização, a proposta metodológica compreende estudo das políticas educacionais brasileiras e portuguesas, através da mobilização de ferramentas do método comparativo, cujo desenvolvimento compreende três momentos: a identificação, no âmbito dos países pesquisados, dos respectivos marcos regulatórios que constituem a institucionalidade das políticas nacionais de educação e de evidências orientadoras de políticas que, implícita ou explicitamente, contenham objetivos de accountability; motivações dos governos nacionais dos países pesquisados quanto à implementação de modelos ou sistemas de accountability; e, por fim, análise global dos dados e informações levantados, em perspectiva intra e inter países. Busca, assim, captar, por um lado, a heterogeneidade das políticas empreendidas, e, por outro, as homogeneidades sinalizadoras de possíveis tendências regionais de accountability em educação, em um contexto onde se ampliam iniciativas de avaliação externa à escola. A proposta tem o propósito de contribuir com o debate acerca de uma temática em franca ascensão no contexto das políticas educacionais contemporâneas.

Coordenadora: Dra. Marilda Pasqual Schneider.

Equipe: Elton Luiz Nardi, Camila Regina Rostirola, Almerindo Janela Afonso, Maria Fernanda dos Santos Martins, Chaiane Oliveira Kadzerski, Elina Renilde de Oliveira Ribeiro, Vanessa Rosana Peluchen, Samuel Santos Miguel, Michele Luciane Blind de Morais, Andrea Vergara Borges e Elidiane de Souza.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2015 - 2017

Considerando que os problemas relacionados aos conflitos interpessoais na escola, como desavenças, indisciplina, bullying, violência, entre outros, demandam especial atenção no contexto escolar e dos profissionais que atuam neste contexto, faz-se necessário conhecer a rede de elementos, tanto interpessoal quanto intrapessoal, que subjazem esses problemas. O grupo de pesquisa ?Cognição, aprendizagem e desenvolvimento humano? tem buscado, particularmente nos últimos quatro anos, por meio de um Programa de Pesquisa versando sobre os conflitos interpessoais na escola, analisar e discutir esses conflitos. A pesquisa realizada investigou razões promotoras do bullying na escola, a partir da compreensão de alunos portugueses e brasileiros; como se posicionam frente ao problema; como avaliam as medidas tomadas pela escola visando solucioná-lo. O estudo realizado se caracteriza como descritivo e de natureza quanti-qualitativa. A amostra foi constituída por 235 alunos, vinculados aos anos finais do ensino fundamental, na faixa de idade entre 12 a 16 anos, oriundos de duas escolas públicas, uma do Brasil, da região Oeste de Santa Catarina e outra de Portugal, da região Norte, do Minho. A coleta de dados foi possível em virtude de que uma colaboradora do grupo de pesquisa, aluna da graduação do Curso de Psicologia da Unoesc ? Campus de Chapecó, foi beneficiada com uma bolsa de estudos (Edital Nº 59/UNOESC-R/14) vinculada ao Programa de Mobilidade Acadêmica para Graduação no exterior em 2015, no período de setembro de 2015 a fevereiro de 2016, na Universidade do Minho em Portugal. A coleta dos dados se deu pela aplicação de um questionário composto por 24 questões, sendo 23 fechadas e 01 aberta. Na análise dos dados, utilizou-se o software google docs. Quanto a ocorrência de bullying é maior o número de alunos portugueses a afirmar que não maltratam (amostra brasileira: 49,53%; amostra portuguesa: 71,09%), nem são maltratados por outras colegas na escola (amostra brasileira: 42,99%; amostra portuguesa: 64,84%). Sobre as razões que promovem o bullying houve convergências entre as respostas das duas amostras, tendo prevalecido as alternativas ??Ele faz isto porque quer ser mais popular, sentir-se poderoso? e ?Ele faz isto porque se ?acha melhor? que os outros?. Ao serem investigados sobre seu posicionamento frente as manifestações de bullying, a resposta mais indicada pelos alunos brasileiros (26,17%) foi de que procuram sair de perto e fazer de conta que não viram, diante de cenas de bullying; enquanto na amostra portuguesa 32,03% indicaram pedir aos agressores que parem com este tipo de comportamento. Questionados sobre como se sentem frente a estas situações 51,40% da amostra brasileira e 58,59% da amostra portuguesa ficam preocupados com os colegas agredidos. Por fim, acerca de como avaliam os encaminhamentos tomados pela escola, 31,78% da amostra brasileira e 22,65% da amostra portuguesa responderam que: ?Normalmente, eles nem sabem?. E ao serem questionados que sugerissem formas de conduzir as situações de bullying 58,88% da amostra brasileira e 44,53% da amostra portuguesa indicaram a expulsão/transferência. O bullying é um problema sério que demanda encaminhamento. Se estão ocorrendo situações de conflitos, de diferentes naturezas, e de bullying dentro na escola, é preciso que os adultos responsáveis, dentro deste ambiente, estejam atentos para identificá-las e intervir junto a essas situações. É fundamental conhecer o problema e saber orientar alunos, escola e famílias sobre os riscos e consequências do bullying se o que se deseja é a promoção do bem-estar e da saúde dos envolvidos no cotidiano escolar.

Coordenadora: Dra. Maria Teresa Ceron Trevisol.

Equipe: Uesley Soccol, Patrícia Mattana, Maria Beatriz Ferreira Leite de Oliveira Pereira, Roberta Aparecida Varaschin, Dandara Isabela Spies, Franciana Dayana Pereira e Juliana Ampese Lazzarotti Dias.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2015 - 2018

Esta investigação será desenvolvida pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas de Educação Superior da região Sul GEPES SUL, que é vinculado ao GEPES Internacional da UNICAMP, e que vem desenvolvendo pesquisas e estudos sobre a educação superior, tanto em âmbito local e global. Os projetos do PIBID são propostos por instituições de ensino superior (IES) e desenvolvidos por grupos de licenciandos sob supervisão de professores de educação básica e orientação de professores das IES, objetivando: a) incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação básica; b) contribuir para a valorização do magistério; c) elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica. (BRASIL,2013). O programa é desenvolvido por meio da articulação entre a IES e o sistema público de educação básica e contempla a inserção dos estudantes de licenciatura nas escolas da rede pública de ensino, espaço privilegiado da práxis docente. A Unoesc aderiu ao programa do PIBID em 2010 e atua hoje em 48 escolas públicas com subprojetos nas áreas de Pedagogia, Educação Física, Ares e Música e História. Cada projeto atua com cinco alunos bolsistas do Curso de Licenciatura e na escola é selecionado um professor para integrar o Programa como co-formador, que é o supervisor, com o objetivo de auxiliar e acompanhar os bolsistas no desenvolvimento de competências docentes. Desenvolvem-se atividades tanto no âmbito específico da área da licenciatura envolvida como também atividades interdisciplinares relacionadas com os projetos desenvolvidos na escola em que os bolsistas atuam, buscando contemplar discussões, reflexões e desenvolvimento de situações de aprendizagem, fortalecendo assim as relações conhecimento/escola/aluno/comunidade. Com o apoio dos supervisores os bolsistas se apropriam da prática pedagógica, e potencializam os estudos teóricos nas intervenções realizadas nas escolas. A intervenção deve promover o desenvolvimento de habilidades e oportunizar vivenciar experiências significativas para quem está iniciando a carreira docente. Os projetos do PIBID organizam a formação acadêmica em movimentos de alternância porque possibilitam integrar teoria e prática em processos de vivência e parcerias no contexto de atuação profissional. Segundo Nóvoa (2009, p.19) ?É preciso passar a formação de professores para dentro da profissão [...], não haverá nenhuma mudança significativa se a comunidade de formadores e de professores não se tornarem mais permeáveis e imbricadas. [...]. O entendimento do contexto em que se dá a formação docente nos leva a compreender como as atividades/ações executadas auxiliam no desenvolvimento dos saberes docentes: quais as necessidades, como se evidenciam e de que forma influenciam na intervenção pedagógica em sala de aula. Diante do exposto o objetivo da presente pesquisa é investigar as contribuições do programa PIBID na formação continuada dos docentes da educação básica. Tendo como problemática: quais as contribuições do programa PIBID na formação continuada dos docentes da educação básica? Na pesquisa serão envolvidos os cursos de pedagogia da Unoesc de Videira, Capinzal, Campos Novos, Xanxerê e São Miguel do Oeste. Em cada município elegemos uma escola de amostra, que será composta pela gestora escolar, a professora supervisora, e um bolsista pibidiano. Somando um total de 5 gestora, 5 professoras supervisoras e 5 bolsistas. Total de 15 participantes. A coleta de dados será realizada por meio de entrevista semiestruturda A análise dos dados será feita a partir das entrevistas á luz do referencial teórico.

Coordenadora: Dra. Ortenila Sopelsa.

Equipe: Regina Oneda Mello, Simaiqui Teresinha dos Santos e Daniela Baldissera.

Financiador: Universidade do Oeste de Santa Catarina.

2014 - 2016

A pesquisa intitulada "A abordagem das capacidades em sua articulação ético-formativa" está em vigência no CNPQ sob a chamada MCTI/CNPQ/MEC/CAPES Nº 22/2014 - CIÊNCIAS HUMANAS, SOCIAIS E SOCIAIS APLICADAS. O projeto é orientado por quatro objetivos: fundamentar a educação e as ações pedagógicas sob a perspectiva do desenvolvimento de capacidades em sua relação com o senso ético de justiça, como possível qualificação do ser humano em sua relação com a alteridade; compreender a abordagem das capacidades e o conceito de justiça em seus vínculos com a promoção da qualidade de vida; abordar o conceito de alteridade na perspectiva filosófica contemporânea, em sua relação com a educação e os processos formativos; proporcionar espaço de investigação da educação em sua relação com os desafios que se apresentam à formação de professores no horizonte ético da alteridade. Questionamo-nos sobre como conceber a educação e que sentido assume a ação pedagógica quando nos deparamos com a necessidade de responder de forma qualificada aos desafios ético-formativos, no horizonte do desenvolvimento de capacidades, da qualidade de vida, e considerando o cenário contemporâneo da alteridade. O referencial teórico, nas áreas da Filosofia e Educação, tem como nomes principais Amartya Sen, Martha Nussbaum e Emmanuel Levinas. As discussões provindas de Sen e Nussbaum, são incisivas em apontar que, quando a decisão e a ação não ocorrem sob o critério de uma valoração que tem origem criativa no próprio indivíduo, elas representam uma simples repetição de fórmulas e padrões colocados como universais, o que é altamente negativo em meio à complexidade em que vivemos. E, para evitar que tais valorações sejam de um universalismo absoluto, subjetivistas, individualistas, é que propomos pensar o desenvolvimento desta riqueza constitutiva do ser humano que o torne capaz de escolha própria e criativa em meio ao cenário contemporâneo da alteridade.

Coordenador: Dr. Mauricio João Farinon.

Equipe: Alessandra Carra, Cássia Bortoli Roncaglio, Larrisa Bezerra Frio e Fabiana Kremer.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

 

2014 - 2018

O presente projeto objetiva construir mapas sobre o professor no Brasil, sistematizando dados coligidos nas fontes disponíveis, particularmente nos micro-dados do Educacenso e do Censo do Ensino Superior do INEP. O propósito não é produzir o dado, mas extraí-los das bases existentes, compilá-los, organizá-los e interpretá-los articuladamente às políticas educacionais. Além dos INEP, outros bancos serão consultados, como os do Banco Mundial (BM) e da OCDE. Da equipe fazem parte membros treinados para uso do sistema SPSS e planilhas flexíveis, para o tratamento estatístico dos dados e uma geógrafa. O trabalho receberá a contribuição de pesquisadores do Laboratório de Geoprocessamento (LabGeop) da UFSC, para a realização dos mapas, em particular os anamórficos . As fontes documentais atinentes à política educacional coletadas para o projeto em finalização serão comparadas afim de se verificar seu impacto sobre os números. Este impacto será verificado entre 2000 e 2011, período que captará os resultados finais do Governo FHC e Lula. Verificar-se-á a evolução dos vários aspectos relativos ao professor, bem como as rupturas e permanências nos dois governos. Verificar-se-á ademais como essas questões se organizam regionalmente e por Estado da Federação, evidenciando desigualdades, concentrações, carências e desequilíbrios em termos de divisão de recursos econômicos e de professores.

Coordenadora: Dra. Olinda Evangelista.

Equipe: Marilda Merência Rodrigues, Jocemara Triches, Aline Inacio Decker, Keila Berwanger, Hellen Balbinotti Costa, Fenando Santos, Allan Kenji Seki, Jennifer Pereira, Carla Zannata, Fábio Luciano Oliveira Costa.

Financiador: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

2013 - 2017

O tempo presente traz desafios, paradoxos e dilemas que parecem maiores que nossa capacidade de enfrentamento. Não estamos sabendo como superá-los, não fomos educados para isso? (SEVERINO, 2002, p. 40). Apesar disso na maioria dos ambientes escolares ainda não se concebe o reconhecimento de que, ?o campo de cada disciplina torna-se cada vez mais estreito, fazendo com que a comunicação entre elas fique cada vez mais difícil, até impossível? (NICOLESCU, 1999, p. 44). Assim a contemporaneidade, dinâmica e mutável requer reflexão, participação e compreensão dos cenários, diferentes do tradicional. Cenários que reclamam diversidade, singularidade ao invés da homogeneização e da normatização abusiva. Novos pilares e princípios precisam ser firmados em substituição aos esquemas fechados e excludentes da razão instrumental. Esses encontram guarida nas possibilidades de ligar e religar as diversas dimensões do conhecimento mesmo que num universo de inacabamento e infinitude. Assim, é cada vez mais necessário superar a fragmentação dos saberes, porque esta ?atrofia as possibilidades de compreensão e de reflexão? (MORIN, 2006, p. 14), e estes saberes fragmentados revelam-se insuficientes para tratar dos graves problemas da atualidade globalizada, ao mesmo tempo que favorecem o enfraquecimento da visão global. Isso implica no enfraquecimento da responsabilidade social e, por conseguinte, da solidariedade, já que ninguém mais se sente compromissado, organicamente, com o outro (MORIN, 2006). Um trabalho para essa reversão exige trabalho coletivo, e este requer a humildade de escuta do outro. Diante disso e em atendendo ao Edital CAPES n. 049/2012 do Programa Observatório da Educação, o projeto de pesquisa, n. 12386, tem por objetivo Investigar, como estratégias e ações multidisciplinares nas áreas de conhecimento das ciências humanas, ciências da natureza e linguagens, podem ser desenvolvidas na Educação Básica, da mesorregião do oeste catarinense, com vistas à melhoria da qualidade da educação.

Coordenador: Dr. Clenio Lago.

Equipe: Paulino Eidt, Ortenila Sopelsa, Maria Teresa Ceron Trevisol, Roque Strieder, Mauricio João Farinon, Andréia de Andrade Moraz, Andressa Sartori, Letícia Savaris, Juliana Basso Ansiliero, Inês Kumeichick Mariani, Maria Helena Romani Mosquen, Raquel Greggio, Tânia Ramona Armindo, Ana Cavalheiro da Silveira Pilatti, Juliana Ferreira de Lima Rocco, Pâmela Cristina Negri, Dara Cláudia Ferrasso, Bianca Radel Martins, Keila Daiane Ferrari Orso, Daniel Nunes, Cristiane Elisabeth Cupschinski Rempel, Nadia Inês Marconatto, Cristina Vieira e Paulo Cezar Munhoz Torres.

Financiador:  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

Voltar
Acesse o site da Unoesc pelo seu celular.
Newsletter Unoesc
Envie seu endereço de e-mail para receber nossos informativos.