Programa de Pós Graduação em Educação

Dissertações e Teses

Para acessar, na integra, todas as dissertações e teses defendidas ou realizar uma pesquisa por meio de filtros:

>> CLIQUE AQUI <<

 

DISSERTAÇÕES E TESES RECENTES

Autor: Mônica Tessaro

Resumo: Este estudo está vinculado à linha de pesquisa Processos Educativos do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Ele faz parte de um Programa de Pesquisa iniciado pelo grupo de estudos Cognição, Aprendizagem e Desenvolvimento Humano, que nos últimos cinco anos vem desenvolvendo pesquisas sobre o bullying no contexto das escolas vinculadas à Coordenadoria Regional de Educação (CRE) do município de Joaçaba, SC. O bullying é um fenômeno que está associado, obrigatoriamente, a critérios que o definem: intencionalidade no ato de agredir, repetição, desequilíbrio de força e poder entre vítima e agressor, presença de um público e simetria de poder, ou seja, o bullying só acontece em relações paritárias (OLWEUS, 1994; TOGNETTA, 2020b). Os dados das pesquisas desenvolvidas até o momento no contexto das escolas vinculadas à CRE de Joaçaba, SC, em relação ao problema do bullying e de outras manifestações de violências, indicam a insegurança dos(as) profissionais da educação em lidar com essa problemática, portanto, ressaltam que, entre as estratégias de enfrentamento e prevenção do problema, evidencia-se a necessidade de planejamento de processos formativos envolvendo os(as) profissionais que participam do coletivo escolar. Por essa razão, esta pesquisa foi desenvolvida nas escolas vinculadas à CRE de Joaçaba, SC, tendo como sustentação teórica os referenciais: da Teoria Bioecológica do Desenvolvimento Humano (BRONFENBRENNER, 1996, 2011) e da práxis freiriana (FREIRE, 2014, 2015). Tratou-se de um estudo exploratório, de natureza qualitativa que se utilizou do método de pesquisa da Inserção Ecológica (KOLLER; PALUDO; MORAIS, 2016), que teve como objetivo geral: analisar a trajetória teórico-metodológica de um Programa de Formação para os(as) profissionais que atuam nas equipes dos Núcleos de Educação e Prevenção às Violências na Escola (NEPREs), vinculadas à CRE de Joaçaba, SC, visando contribuir na condição de intervenção destes(as), em relação aos problemas do cotidiano escolar, dentre eles os relativos às violências, particularmente, a do tipo bullying. O Programa de Formação contou com três módulos: i) Fortalecimento das equipes dos NEPREs das escolas vinculadas à CRE de Joaçaba-SC; ii) Violências na escola: concepções teóricas; iii) Estratégias de prevenção, mediação e atendimento do bullying na escola: o que podemos fazer? Os(as) participantes da pesquisa foram 46 profissionais da educação que integram as equipes dos NEPREs das 24 escolas vinculadas à CRE de Joaçaba, SC. A coleta dos dados aconteceu em etapas: reuniões com a equipe do NEPRE/CRE; instrumento de diagnóstico enviado para as equipes dos NEPREs/Escolas; encontros do Programa de Formação; relatos e reflexões coletados durante os encontros formativos; e instrumento de avaliação final. Como procedimento de análise de dados empregamos a Análise de Conteúdo (BARDIN, 2011). A partir da análise do processo vivenciado e de cada módulo do Programa de Formação, emergiram categorias de análise, as quais nos indicam que as problematizações e reflexões promovidas durante nossa intervenção resultaram no reconhecimento da realidade das escolas, como também, implicaram a construção de saberes teórico-práticos que os(as) profissionais integrantes das equipes dos NEPREs precisam considerar no planejamento de suas ações, visando à prevenção e enfrentamento do bullying. Além disso, o Programa de Formação promoveu a multiplicação dos saberes, uma vez que priorizamos o engajamento individual e coletivo na discussão dos problemas relativos à convivência escolar. E, ainda, o trabalho realizado enfatizou a necessidade de os(as) formuladores(as) das políticas educacionais, especificamente, os(as) formuladores(as) da política que sustenta o NEPRE, reconhecerem, acompanharem e avaliarem as demandas escolares no que se refere à dinâmica das violências, prioritariamente, a do tipo bullying.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Janete Schwertz

Resumo: A presente dissertação tem como tema a formação continuada de professores e o Ideb: repercussões pedagógicas no "chão" das escolas públicas. A questão norteadora que conduziu a pesquisa foi: Como as práticas de formação continuada de professores de um município de fronteira repercutem pedagogicamente na produção de resultados educacionais? Esta investigação foi desenvolvida na Linha de Pesquisa de Processos Educativos e tem como objetivo analisar as formações continuadas de professores e as repercussões pedagógicas no “chão” das Escolas Públicas Municipais avaliadas pelo Ideb em uma região de fronteira. Os objetivos específicos buscam compreender o processo de formação continuada de professores no Brasil; refletir sobre o conceito de avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sua criação e seu desdobramento no território brasileiro; mapear os encontros temáticos da formação continuada de professores municipais em Dionísio Cerqueira a partir do ano de 2012 a 2021, buscando identificar os propósitos destas formações; identificar a compreensão de conceitos pertinentes à formação continuada e a organização pedagógica das escolas pesquisadas; estudar os dados do Ideb e as especificidades trazidas pelos professores das escolas do município de Dionísio Cerqueira (SC). A metodologia utilizada foi a histórico-crítica e as características da investigação são: qualitativa, bibliográfica e exploratória. Esta pesquisa tem o estofo teórico com base em Scheibe (2007); Pimenta (2011); Brzezinski (2012); Saviani (2005-2013); Behrens (1996); Ferreira (2006); Candau (2008); Gatti (2019); Imbernón (2017); Werle (2010); Horta Netto (2010), entre outros. Nos procedimentos metodológicos realizamos a coleta de dados das formações continuadas de 2012 a 2021 na SME, recolhemos os PPPs das sete escolas, além da aplicação de um questionário a nove professores do Ensino Fundamental (1º a 5º) da rede municipal de Educação. O procedimento de análise surge das categorias que emergiram da investigação dos Projetos Políticos Pedagógicos. Os resultados que obtivemos na pesquisa destacam a necessidade de formações continuadas de professores voltadas as dificuldades pedagógicas encontradas no “chão” da escola, através da práxis; as formações devem estar contempladas nos PPPs e organizadas pela SME com aval do CME; a necessidade de (re) planejamento com o auxílio do coordenador pedagógico visando a aprendizagem do estudante; o PPP necessita ser construído coletivamente com conceitos pertinentes a epistemologia que se estuda e se pratica; por fim, há a necessidade de um diálogo para repensar a formação continuada no município de Dionísio Cerqueira.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Sandra de Fátima Lucietti

Resumo: A presente dissertação versa sobre o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Tem por objetivo analisar desafios e enfrentamentos necessários à integração de jovens e adultos à educação profissional, considerando o modelo de formação implantado pela política Proeja e sua oferta nos campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC). Para dar conta desse objetivo, busca aprofundar a compreensão sobre a atuação da Unesco na criação de consensos para a política da EJA, por meio de apontamentos sobre as Conferências Internacionais de Educação de Adultos (Confinteas), realizadas entre 1949 e 2009, em diferentes países. Em termos metodológicos, a proposta é regrada pelos pressupostos epistemológicos do ciclo de políticas, proposto por Bowe, Ball e Gold (1992), especialmente por três dimensões desse ciclo, o de influência, o de produção do texto da política e o da prática. Efetuamos estudo bibliográfico e documental das seis Conferências Internacionais de Educação de Adultos (Confinteas) e da legislação que ampara a política da Educação de Jovens e Adultos, no Brasil, bem como a de implantação do Proeja. Com a finalidade de coleta dados sobre a implementação do Proeja no IFC, a investigação contou, ainda, com levantamento de dados e informações, por meio de questionários a coordenadores do curso, docentes e discentes das unidades do IFC onde o Proeja é ofertado. Os estudos realizados apontam adversidades e resistências na implementação do curso Proeja nos campi do IFC, algumas delas pela percepção de que o Programa afeta a qualidade do ensino que é peculiar à instituição. Evidenciam, ainda, a escassez de Unidades do IFC que oferecem o Programa e a prevalência de um modelo padronizado de curso, voltado à Formação Inicial e Continuada (FIC). Do ponto de vista dos docentes do curso, são realçadas a pouca experiência com a EJA e a ampla experiência com a Educação Profissional, o que sinaliza para a necessidade de formação continuada aos docentes que atuam no Proeja.

 Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Eloísa Bido

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Políticas Públicas e Cidadania e ao Grupo de Pesquisa Educação, Políticas Públicas e Cidadania (GEPPeC), do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). O objetivo da pesquisa é identificar e analisar as Pedagogias de Gênero mobilizadas pelas docentes dos anos iniciais no ambiente escolar, e seus efeitos. Isso, para problematizar o discurso acerca do silenciamento de gênero nas políticas educacionais. É um estudo qualitativo, pautado em pesquisa bibliográfica e de campo, em que se entrevistou 15 professoras/es que atuavam nos anos iniciais do ensino fundamental em um município do Oeste de Santa Catarina. Os dados coletados foram analisados a partir do método compreensivo, na perspectiva hermenêutico-dialética, tendo como referencial teórico os estudos acerca do neoconservadorismo e de gênero, de autoras(res) como: Guacira Lopes Louro (2014, 2019, 2013, 2020), Cláudia Vianna (2020, 2019), Joan Scott (2020), Fernando Seffner (2011, 2020), Rogério Junqueira (2013, 2017), Daniela Finco (2008, 2020), Flávia Biroli (2014, 2020), Marina Basso Lacerda (2019), entre outros. Organizamos esta dissertação em quatro capítulos. No capítulo introdutório, apresentamos o tema e o percurso da pesquisa, bem como os pressupostos metodológicos, aproximação com o campo da pesquisa e o perfil das professoras entrevistadas. O segundo capítulo aborda questões teóricas acerca das relações de gênero no campo educacional, com a intenção de propor uma definição para o que chamamos de pedagogias de gênero. No terceiro capítulo, descrevemos sobre o projeto neoconservador para as políticas educacionais, centrado nas disputas em torno das questões de gênero para a educação. E, no quarto capítulo, com base em entrevistas com profissionais da educação, problematizamos a disputa de gênero nas políticas de educação por meio de práticas que ocorrem no cotidiano de escolas públicas. Para essa análise, construímos cinco categorias empíricas, as quais permitiram evidenciar como as relações de gênero continuam circulando no cotidiano escolar: relações de gênero: interrelações família e escola, o cotidiano da escola e as relações de gênero, práticas e percepção de professoras sobre as relações de gênero no cotidiano da escola e a escola frente as diversidades de gênero. Assim, os resultados deste estudo confirmam nossa hipótese de que, apesar das disputas travadas por agentes do neoconservadorismo pelo silenciamento e não inclusão do termo gênero em políticas educacionais, ele continua sendo mobilizado por meio de pedagogias de gênero (valores, normas, discursos, crenças, representações e práticas), que interpelam modos de ser menino ou menina e valores sobre gênero e sexualidade. São pedagogias que operam de modo sutil, fortalecendo relações desiguais ou equitativas, educando corpos e produzindo subjetividades conformadas ou não com as normas convencionais de gênero. Tal resultado nos permite defender a necessidade da inclusão do debate sobre gênero nas políticas educacionais, sobretudo as curriculares e de formação de professoras/es, em vista da mudança de processos culturais.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Lais Rodrigues Candeia Campagnolo

Resumo: A expressão “ideologia de gênero”, difundida inicialmente por meio da Igreja Católica como reação à inserção dos estudos de gênero nos organismos internacionais de direitos humanos, vem sendo manejada no cenário político-discursivo brasileiro, associada à expansão do neoconservadorismo, como uma ameaça à sociedade, à “família tradicional” e aos valores cristãos, instituindo-se da promoção de um pânico moral na contraofensiva às políticas de igualdade de gênero no campo educacional. O objetivo geral desta pesquisa consiste em compreender como a narrativa neoconservadora antigênero se materializa nas proposições parlamentares, identificando os significados que estão sendo produzidos a partir dos discursos contidos nos projetos de leis apresentados na Câmara dos Deputados do Brasil no período compreendido entre 2011 a 2020, e seus impactos para o campo das políticas educacionais. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica e documental. Tomaremos as proposições de leis como discursos na perspectiva Foucaultiana, cujos enunciados serão analisados à luz dos pressupostos teóricos dos estudos de gênero e dos estudos do neoconservadorismo. A partir do corpo documental levantado, percebemos que o sintagma “ideologia de gênero” passa a aparecer em propostas de leis apresentadas na Câmara dos Deputados do Brasil a partir do ano de 2014, sendo mobilizado, principalmente, por parlamentares evangélicos do sexo masculino e afiliados a partidos vinculados e/ou apoiadores de Jair Bolsonaro, de modo que a curva ascendente no crescimento de projetos apresentados está atrelada às seguintes condições e fatos: a) crescimento da Frente Parlamentar Evangélica; b) embates em torno do “Kit Gay” e do Plano Nacional de Educação (2014-2024); c) impeachment da Presidenta Dilma Rousseff e transição conservadora; d) ascensão do bolsonarismo e eleições 2018. Das análises dos discursos contidos nos documentos selecionados, concluímos que a educação representa uma pasta estratégica para potencializar os efeitos políticos do neoconservadorismo, sendo que seus representantes na Câmara dos Deputados empenham-se na produção de iniciativas pelo controle do conhecimento. Nessa toada, os discursos contrários à “ideologia de gênero” manifestados nos projetos legislativos analisados são capazes de produzir efeitos na sociedade, prescrevendo um modelo específico de família, qual seja: heteronormativa, patriarcal e monogâmica; de modo que sujeitos com sexualidades destoantes do “padrão” passam a ser invisibilizados nas políticas públicas educacionais, as quais, em contexto de política neoconservadora, vão sendo constituídas com fulcro na moralidade cristã e instrumentadas em prol da manutenção do modelo de família “natural”.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Terezinha Conte Piletti

Resumo: Ao longo das últimas décadas, a temática da última etapa da Educação Básica tem ganhado espaço nas discussões escolares e nas políticas educacionais. Sendo assim, tem impulsionado pesquisadores a estudar experiências realizadas no Ensino Médio. Nessa direção, a nossa pesquisa versa sobre a formação continuada de professores. Com intuito de contribuir comos estudos sobre formação continuada de professores, a presente dissertação foi desenvolvida por meio do seguinte problema de pesquisa: diante de tantos desafios que se apresentam no atual cenário da educação, como a formação continuada, via Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, realizada entre os anos de 2015 a 2019 na Escola de Educação Básica Rui Barbosa, contribuiu para as práticas pedagógicas dos professores? Tomando por base a vertente da pedagogia crítica, de Paulo Freire, o nosso objetivo foi analisar e registrar as contribuições desde a formação continuada de professores, através do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, para as práticas pedagógicas. O referencial teórico que fundamenta a investigação conta com uma multiplicidade de autores que discorrem sobre a temática estudada, dentre eles Nóvoa (1992), Cury (1991), Dourado (2013), Freire (1993, 1994, 2011), Gatti (2008, 2009, 2014), Imbernón (2009, 2010, 2011), Kuenzer (2011), Pimenta (1997, 1999) e Tardif (2007, 2012). O percurso metodológico adotado foi orientado pelos pressupostos da pesquisa, com a Sistematização de Experiências, de OscarJara (2006),na perspectivada Educação Popular freiriana (PAULO, 2018), de pesquisa bibliográfica e documental (BRASIL, 1996, 1998a, 1988b, 1999, 2004, 2000, 2006, 2012a, 2010b, 2012c, 2013,2014a, 2014b, 2016a, 2016b, 2018, 2019). Os instrumentos metodológicos utilizados foram Cartas Pedagógicas (VIEIRA, 2008; CAMINI, 2012; PAULO; DICKMANN, 2020), entrevista semiestruturada pelo WhatsApp (PORTO, OLIVEIRA, CHAGAS, 2017), e um encontro virtual denominado “Roda de Conversas”, inspirados nas metodologias participativas (BRANDÃO, 2006).Os professores participantes da pesquisa concluíram que a formação continuada contribuiu de forma significativa para suas práticas pedagógicas;além disso, possibilitou o desenvolvimento de projetos interdisciplinares e coletivos, elevando a qualidade do Ensino Médio; com uma socialização maior entre professores e via troca de experiências foi possível perceber que se poderealizar um trabalho diferenciado e consistente, com currículo e prática pedagógica humanizadora, e contextualizada. Apontaram que a descontinuidade desta formação impactou de forma negativa para os professores e para a comunidade escolar.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Edson Douglas Pereira Casagrande

Resumo: Esta dissertação, desenvolvida no Mestrado em Educação da Unoesc, buscou analisar as contribuições e desafios que se apresentam nos trabalhos selecionados (2010 - 2020), para o avanço do conhecimento sobre políticas educacionais destinadas a formação de professores para a Educação de Jovens e Adultos prisional. Para tanto, foi realizado uma pesquisa no Google Acadêmico, na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e no GT 18 da ANPEd. Durante a coleta de dados observou-se um total de 172 pesquisas, sendo apenas 23 selecionadas para análise. Considerou-se duas categorias iniciais e três categorias finais que emergiram das análises que foram discutidas de acordo com o material selecionado. Os resultados demonstraram que os trabalhos apresentados no período delimitado trouxeram um avanço significativo do conhecimento científico da área, porém não contamos com um expressivo número de produções no decênio 2010-2020. A maior parte dos trabalhos está publicada em formatos de dissertações e teses. Contudo, ressalta-se que mesmo com dissertações e teses publicadas e reconhecidas como importante referencial teórico para a área, enfatizamos que há uma carência de pesquisas sobre a EJA prisional realizadas em Programas de Pós-Graduação em Educação, stricto-sensu. As problemáticas refletem os temas da EJA com a especificidade marcada pelo cenário de lutas por políticas públicas para oferta de trabalho, formação e educação no sistema prisional. Este mapeamento de produções, na área da educação, contribui para fomentar a necessidade de ampliação de investigações acerca do tema e para apresentar a demanda por formação de educadores para a EJA prisional. Os resultados apontam para o crescimento de estudos sobre a temática, mas ainda incipientes. Identificamos nas pesquisas, sobre a EJA Prisional, a pedagogia freireana presente na referência dos trabalhos, porém, no tocante aos estudos específicos sobre políticas para formação docente para EJA prisional, a Educação Popular freireana é referência pouco utilizada. A partir das nossas análises, apresentamos o desafio formação docente para EJA prisional intersetorial e multidisciplinar na perspectiva da Educação Popular freireana.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Elisângela Trevisan

Resumo: O tema desta pesquisa é a “formação de educadores sociais no Brasil: contribuições a partir de produções acadêmicas e contextos atuais”. O objetivo geral desta investigação consiste em analisar artigos, teses e dissertações sobre formação de educadores/as sociais, em especial do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), buscando identificar pressupostos teóricos, contexto de atuação e questões apresentadas em torno do tema. Desse objetivo se desdobraram quatro objetivos específicos. O nosso problema emerge de questões problematizadoras, e foi delineado como: Quais as contribuições, limites e desafios que se apresentam sobre formação de educadores/as sociais, em especial do SCFV? A nossa investigação, de abordagem qualitativa, por meio de pesquisa exploratória, deu-se mediante levantamento de produções nas seguintes fontes: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), e Periódicos encontrados no Google Acadêmico. Com base em Paulo Freire, o nosso método de análise parte de diálogos entre o materialismo histórico-dialético e outras vertentes do pensamento, como a hermenêutica. Trabalhamos com categorias iniciais e finais, tomando como direção nossos objetivos de pesquisa e interpretação dos dados. Constatamos que pesquisas sobre a nossa temática são publicizadas a partir de 2006, assim como cursos livres e de extensão, bem como pesquisas acadêmicas em nível de graduação e pós-graduação, stricto sensu e lato sensu, que são incipientes. Apresentamos projetos atrelados à regulamentação da profissão do/a educador/a social e a presença do debate sobre formação, identificando aproximações com as proposições que constam no Projeto de Lei nº 2.941, de 2019, apensado pelo PL nº 2.676/2021, e relatório do deputado Pedro Uczai. Igualmente, identificamos cursos superiores para educadores/as sociais, todos em instituições privadas e na modalidade EaD. Diante desses dados, anunciamos a demanda de curso de graduação específico, a ser promovido pela universidade pública; à vista disso, organizamos um desenho curricular como proposição (Apêndices D, E e F). Demonstramos alguns embates em torno do tema e a invisibilidade do/a educador/a social no contexto social, em especial na universidade. O campo da Educação Não Escolar institucionalizada é complexo e tenso. A revisão de literatura apresentou diferentes concepções e compreensões de educador social e de campo de atuação, sendo que educação não formal e educação social são termos recorrentes. Discutimos o porquê não utilizamos a concepção de educação não formal e o que compreendemos por educação social, assumindo a expressão Educação Não Escolar Institucionalizada. Mediante interpretação, considerando texto e contexto, com base na Pedagogia Crítica, reiteramos que a formação inicial, pela experiência e continuada de educadores/as sociais contribui para a constituição da identidade profissional desse/a trabalhador/a. Paulo Freire é utilizado na fundamentação teórica da maioria dos trabalhos analisados. A Educação Popular está presente em metade dos trabalhos, principalmente na dimensão metodológica. Apostamos que a área de conhecimento (Educação Não Escolar) de atuação do/a educador/a social é interdisciplinar e intersetorial, com raízes epistemológicas da Educação Popular. No entanto, apresentamos a Pedagogia Social intersetorial na perspectiva da Educação Popular, como possibilidade de cursos destinados à formação para atuação na modalidade de Educação Não Escolar, em especial dos/as educadores/as sociais.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Cristiane Elizete Fiorese

Resumo: A prática pedagógica é um elemento fundamental para a concretização do processo de ensino-aprendizagem, que não se resume a dar aula, pois compreende todas as dimensões da ação docente. A prática pedagógica inovadora busca superar o modelo tradicional de ensino, por meio da ruptura com os paradigmas que sustentam a pedagogia convencional conservadora. Dessa forma, a inovação pedagógica se dá por meio da prática pedagógica ressignificada, reinventada e renovada na e pela ação docente. Nesse sentido, este trabalho objetiva investigar as práticas pedagógicas que compõem os processos formativos nos Cursos de Pedagogia, em Instituições de Ensino Superior da Associação Catarinense das Fundações Educacionais –Acafe, e sua condição de constituírem-se inovadoras, considerando o posicionamento dos(as) professores(as). A pesquisa se caracteriza como descritiva, de cunho exploratório e de natureza qualitativa. A amostra da pesquisa foi composta por professores(as) em cursos de Pedagogia, oferecidos na modalidade presencial, em 06 (seis) Instituições de Ensino Superior vinculadas à Acafe. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram: Anastasiou (2006), Becker (2012), Carbonell (2002), Cunha (2019), Farias (2006), Franco (2011), Freire (2020), Hernandez (2000), Imbernón (2012), Libâneo (2004), Pimenta (2012), Saviani (1980), Tardiff (2014), Veiga (2008), Zabala (1998). O procedimento de coleta de dados utilizado foi o questionário, composto por questões abertas e fechadas, organizado e enviado via formulário eletrônico do Google Forms. O procedimento de análise de dados foi a análise de conteúdo das respostas dos(as) participantes. Os resultados permitiram verificar que não há um entendimento único sobre o que se compreende por prática pedagógica inovadora, pois o termo inovação pedagógica se sustenta em diversas concepções, de acordo com o conhecimento, a interpretação e a vivência dos sujeitos pesquisados, as quais fundamentam suas práticas. Alguns elementos centrais foram identificados nas respostas dos(as) participantes, a partir dos quais elencaram-se critérios para a compreensão do que é e como se constitui a prática pedagógica inovadora: protagonismo dos(as) estudantes; ruptura com o tradicional; novo; tecnologia; pesquisa; e metodologias ativas. A análise destes elementos possibilitou compreender que nem tudo que se entende por inovação pedagógica constitui, de fato, uma prática pedagógica inovadora. O protagonismo discente assume uma importante condição para a constituição da prática pedagógica inovadora, ao romper-se a lógica de sujeito e objeto; a ruptura com o tradicional é condição essencial para a prática pedagógica inovadora; o novo representa uma inovação ao constituir uma mudança efetiva na prática pedagógica tradicional; a mera utilização de tecnologias não constitui uma prática pedagógica inovadora, pois representa um meio, não um fim; a pesquisa é um elemento significativo para a constituição da prática pedagógica inovadora; a utilização de metodologias ativas não é suficiente para tornar a prática pedagógica inovadora. A análise das práticas relatadas pelos(as) participantes permitiu constatar que práticas pedagógicas inovadoras compõem os processos formativos nos cursos de Pedagogia nas IES pesquisadas e que a vivência destas pelos(as) futuros(as) professores(as), nos seus processos formativos, pode representar uma condição diferenciada na construção da identidade docente e na constituição da prática pedagógica, como professor(a) inovador(a), no exercício da profissão docente.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Roseli Schaefer Rauscher

Resumo: Esta pesquisa, em nível de mestrado, está vinculada à Linha de Pesquisa Processos Educativos e teve como objetivo analisar a compreensão de crianças, famílias e professores/as que atuam na Escola Municipal de Educação Infantil “São Vicente”, no município de Itapiranga, SC, a respeito do lugar e o papel das tecnologias no cotidiano da educação infantil. O lócus da pesquisa foi a EMEI São Vicente, localizada no município de Itapiranga, SC. A amostra foi composta por sete crianças de cinco e seis anos de idade, 13 famílias e 18 professores/as da instituição que atuam na educação infantil. O estudo realizado se caracteriza como de abordagem qualitativa, de cunho exploratório e descritivo. Como procedimentos de coleta de dados utilizaram-se: com as crianças os Desenhos-Estórias com Tema (TRINCA, 1997), que constitui uma técnica composta por desenhos livres, a respeito de um tema proposto pelo investigador, que servem de estímulos para a criança relatar seu entendimento por meio do desenho e da verbalização. Com os/as professores/as, entrevistas semiestruturadas e para as famílias, questionários. Como embasamento teórico, autores, como Cerisara (1999), Sarmento (2020), entre outros; Leis e Resoluções que norteiam a Educação Infantil no Brasil, bem como se realizou o estado do conhecimento do tema que envolve esta pesquisa no Catálogo de Teses e Dissertações – Capes, utilizando-se palavras-chave Educação infantil, Tecnologias e Mídias. Como procedimento de análise de dados efetuou-se a análise dos desenhos das crianças e do conteúdo das respostas dos pesquisados, considerando os objetivos do estudo. Os dados coletados e analisados permitiram verificar que o brincar das crianças desta amostra transita entre brinquedos tradicionais e interações com as tecnologias. Cabe destacar o brincar com animais de estimação, em meio à natureza, os espaços e as interações familiares, com outras crianças, primos e avós. A ênfase ao brincar com animais de estimação foi confirmada nos dados coletados com as famílias. O contato com as crianças e suas famílias permitiu reunir elementos que confirmam que elas interpretam, significam e constroem suas experiências, a si próprias e aos outros, construindo suas culturas infantis, tendo a influência de modos de brincar dos contextos a que estão inseridas. No que se refere aos dados coletados com as famílias evidenciou-se preocupação em acompanhar as crianças quando estão em contato com as tecnologias, o que fazem e quanto tempo é destinado a essas interações. No contexto familiar, a organização da rotina em relação à utilização dos recursos tecnológicos apresenta formas diferenciadas, de acordo com as especificidades de cada família. Quanto aos/as professores/as verificou-se que estes entendem os recursos tecnológicos como ferramenta pedagógica para tornar as práticas mais dinâmicas e favorecer a aprendizagem. Entretanto, faz-se necessário a sequência de processos de formação continuada desses profissionais visando ao conhecimento e otimização desses recursos. Por meio dos dados coletados e analisados reuniram-se elementos que reforçam a compreensão de que as famílias e professores/as possuem um papel fundamental na promoção da educação digital das crianças, objetivando que elas aprendam a utilizar as tecnologias de maneira crítica, usufruindo de todos os seus benefícios e protegidas de muitos de seus malefícios.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Nádia Inês Marconatto

Resumo: A presente pesquisa investiga as possibilidades e os desafios do processo de implementação de uma prática pedgógica inspirada na Abordagem Pikler em uma creche pública do ponto de vista de um grupo de educadoras. São objetivos específicos da investigação identificar os desdobramentos da Abordagem Pikler na relação com os bebês e crianças bem pequenas e seus familiares, investigar os principais desafios encontrados pelas educadoras na organização do trabalho pedagógico, bem como identificar como as educadoras organizavam o trabalho pedagógico. O referêncial teórico situa-se no campo da Pedagogia da Infância pelos estudos de Emmi Pikler (2011[1969]), Hannah Arendt (2011), Ashley Montagu (1988), Januz Korckzac (1983), Alan Pence (2003), Peter Moss (2003), Gunilla Dahlberg (2003). A pesquisa, de abordagem qualitativa, teve como instrumento metodológico entrevistas semi-estruturadas com as educadoras (1 professora regente de turma, 1 auxiliar de sala e 2 estagiárias), que trabalharam pelo menos 2 anos consecutivos na turma da Creche 1, de Tunapolis – SC, Brasil. As entrevistas foram gravadas, transcritas, analisadas e categorizadas pela análise de conteúdo proposta por Bogdan e Biklen (1994). Os resultados indicam as percepções das educadoras sobre os bebês e crianças bem pequenas como potentes, capazes e proativos na proposta pikleriana. Relataram experiências positivas nos relacionamentos com os familiares, no apoio recebido, nos estudos e na colaboração entre educadoras, equipe pedagógica, Secretaria de Educação e gestão municipal. Perceberam que os vínculos afetivos, o movimento livre, o brincar espontâneo e os cuidados individualizados de qualidade influenciam profundamente no desenvolvimento dos bebês e crianças bem pequenas; que para a proposta do brincar livre, são essenciais os espaços adequados e seguros, a oferta de brinquedos não estruturados e de acordo com as necessidades das crianças; que a observação e os registros no acompanhamento individualizado são um diferencial para o cuidar e o educar com respeito ao tempo de cada criança. Finalmente, as análises apontam que é possível estabelecer relações entre os fundamentos teóricos e a prática pedagógica inspirada na Abordagem Pikler e, dentre os desafios e as possibilidades, indicam: a mudança de atitudes e a adequação dos gestos pessoais; a aceitação dos bebês, crianças bem pequenas e familiares a uma proposta pedagógica diferenciada; a necessidade de rever as práticas pedagógicas para a primeiríssima infância e a construção de conceitos de crianças, cuidado e educação humanizados.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Carla Taís Friedrich

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). O objetivo da pesquisa é analisar as concepções e práticas de avaliação das aprendizagens das professoras iniciantes na Educação Infantil. O estudo justifica-se pela importância do tema e carência de produções identificadas no levantamento de teses e dissertações, que relacionam avaliação das aprendizagens e o início da carreira docente na Educação Infantil. Compreendemos que avaliar aprendizagens exige conhecimento e responsabilidade, e que os professores iniciantes necessitam dessa orientação já no início da carreira. O estudo visa dialogar com as professoras iniciantes na Educação Infantil, seus conflitos e possibilidades no momento de avaliar. Teoricamente o trabalho está fundamentado por autores como: Feldkercher, Huberman, García, Akkari, Tardif, Nóvoa, Esteban, Benvenutti, Hoffmann, Luckesi, Vygotsky, Minayo, Lei de Diretrizes e Bases Nacionais, Base Nacional Comum Curricular, Parâmetros Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, entre outros. A investigação caracteriza-se pela abordagem qualitativa e empírica, método vinculado a hermenêutica-dialética (Minayo, 1996). A coleta de dados deu-se através de entrevistas semiestruturadas, respondidas por seis professoras pedagogas iniciantes na Educação Infantil do Município de Maravilha-SC. As reflexões e análises têm como abordagem histórico cultural, concepção sociointeracionista-histórico cultural (Vygotsky,1991). Os dados coletados foram analisados, explorados e sistematizados em categorias de análise considerando os objetivos da pesquisa. Visualizamos três possíveis categorias analíticas: iniciação à docência, desafios e metodologias avaliativas, concepções de avaliação das aprendizagens na Educação Infantil. Concluímos que os programas de estágio para estudantes de Pedagogia contribuem significativamente para prática docente; que a entrada tardia na graduação modifica os olhares, as concepções e vivências dos professores iniciantes; que a formação continuada generalista e remota apresenta limitações, dificultando o diálogo, as trocas e reflexões entre professores. A formação continuada é escassa, principalmente quando trata das especificidades da avaliação na Educação Infantil. Percebemos que os professores iniciantes carecem de preparação, acompanhamento e orientação, que há fragilidades no entendimento relacionado a concepção e função da avaliação na Educação Infantil, que os professores iniciantes necessitam de auxílio, acolhimento, formação continuada, incentivo e apoio para permanecerem na profissão docente. Sugerimos que os Centros de Educação Infantil construam Projetos Políticos Pedagógicos numa perspectiva democrática e participativa, que os professores iniciantes sejam recebidos, orientados e acompanhados, que a formação continuada brote do contexto da escola, promovendo tempos e espaços de produção de outras experiências pedagógicas na Educação Infantil.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Jackson Gerson da Silva

Resumo: A presente dissertação está vinculada à linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). O objetivo geral da pesquisa foi analisar as concepções e práticas sobre o brincar de professores/as de Educação Física que atuam na educação infantil, na rede municipal de Chapecó-SC. O referencial teórico busca reflexões e aproximações sobre o brincar, culturas infantis e práticas pedagógicas na educação infantil, com autores da Educação Física (KUNZ, 1994; TANI et al., 1988; DAOLIO, 1994; BETTI, 1991), da sociologia da infância, educação e filosofia (BROUGÈRE, 1998; CORSARO, 2003; SARMENTO, 2004; KISHIMOTO, 1994; MALUF, 2003; HUIZINGA, 1980; MATURANA E GERDAZOLLER, 2004). Foi realizada uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa com um plano aberto e flexível, que procurou focalizar a problemática central e questões de pesquisa de forma complexa e contextualizada, com critérios para a seleção dos dados qualitativos, dos métodos e procedimentos de análise. Para a geração de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 5 (cinco) professores/as de Educação Física atuantes na educação infantil da cidade de Chapecó,SC. Para a análise e interpretação dos dados, as entrevistas foram transcritas e utilizou-se a análise de conteúdo (BARDIN, 1977) para a definição das categorias e sub-categorias. Pelas análises o brincar se configura em dois âmbitos, sendo que estes não são excludentes, mas complementares nas falas dos/as professores/as. Primeiro, o brincar como um componente das culturas das crianças, sendo algo que professores/as não ensinam, mas podem mediar e problematizar. A outra concepção é a do brincar associado a uma função pedagógica que potencializa o desenvolvimento e novas aprendizagens das crianças e que inspira a organização das atividades propostas. Destaca-se ainda, algumas limitações e dificuldades relatadas pelas/os professoras/es quanto a infraestrutura, com espaços inadequados, falta de materiais, intensificação do trabalho docente e quanto a necessidade de formação inicial e continuada acerca do trabalho pedagógico, especialmente nas turmas de berçário. Finalmente, a pesquisa indica que precisamos ampliar pesquisas sobre o brincar como um processo de interações entre as crianças e seus pares e como manifestação das culturas infantis. Professores/as aprendem sobre o brincar quando observam, registram e analisam as brincadeiras entre crianças, sendo o brincar um eixo fundamental do trabalho pedagógico na educação infantil e um direito das crianças.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Claudia Rodrigues de Souza

Resumo: Este trabalho compõe a dissertação de mestrado na linha Políticas Públicas, Educação e Cidadania, do programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). Almejamos discutir sobre condições de trabalho docente e adoecimento na educação básica da rede pública estadual catarinense, bem como as principais patologias que afligem a categoria. Foi realizada análise documental baseada nos Boletins Estatísticos de Saúde do Servidor emitidos pela Gerência de Controle de Benefícios (GECOB) no período de 2010 a 2018 que apresentam os índices de afastamentos periciais e as patologias derivadas. A fim de estabelecer conexão com as políticas públicas de educação estudamos duas produções específicas para a educação catarinense formuladas pela Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE): Avaliações de Políticas Nacionais de Educação Estado de Santa Catarina, Brasil 2010 e Proposição de novos rumos para a qualidade da educação em Santa Catarina: Visão do CEE Sobre a Avaliação da OCDE (2012), publicado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) em 2012. Além do balanço de literatura que evidenciou a emergência da temática na academia brasileira. A base teórica se pautou por Marx (2006, 2010, 2011) e demais autores marxistas como: Antunes (2008, 2011a, 2011b); Evangelista (2007, 2016) e Mészáros (2002, 2008). Entre os achados verificamos o crescente aumento de transtornos mentais e comportamentais (TMC) entre docentes efetivos e admitidos em caráter temporário (ACT).

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Dândara Bellé

Resumo: O ingresso à carreira docente, definido pela experiência de até três anos, é marcado pelo enfrentamento de desafios, exploração do funcionamento escolar e das possibilidades em sala de aula. A intensa aprendizagem do período pode desencadear diversos sentimentos conflituosos ou satisfatórios, de acordo com as vivências experimentadas. Entre as possibilidades a serem exploradas em sala de aula, encontra-se a mediação das práticas pedagógicas pelas tecnologias digitais. Apesar desses recursos estarem dispostos cotidianamente na vida do/a professor/a iniciante, inclui-los na prática pedagógica constitui um desafio. Com a implementação do sistema remoto, grande parte das atividades docentes passaram a ser mediadas pelas tecnologias digitais e saberes precisaram ser mobilizados e constituídos rapidamente. Com isso, objetivamos investigar as práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais de professores/as de Matemática em início de carreira na Educação Básica. Para tal, realizamos uma pesquisa de abordagem qualitativa e empírica, pautada na aplicação de questionário on-line e entrevistas semiestruturadas com professores/as de Matemática, iniciantes na Educação Básica. O aporte teórico e analítico da pesquisa ampara-se, entre outros, em Marcelo García (2009; 2012), Huberman (1995), Almeida, Pimenta e Fusari (2019), Romanowski et al. (2016); Gatti (1996), Nóvoa (1995), Kenski (2012; 2013), Vieira Pinto (2005) e Freire e Guimarães (2013). Na análise do conteúdo, apresentamos os dados em duas categorias analíticas: ingresso à carreira segundo as vivências de professores/as iniciantes e práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais. Constatamos que o ingresso à carreira docente é marcado por dificuldades, principalmente no tocante a contratação temporária, influenciando no desenvolvimento dos saberes. Frente às práticas pedagógicas mediadas pelas tecnologias digitais, constatamos que os/as iniciantes possuem formação e conhecimento acerca de sua utilização, porém, os impedimentos na utilização se dão em função da disposição insuficiente dos recursos. A adaptação ao sistema remoto foi definida como um desafio, porém, não ter métodos arraigados de ensino se configurou como um fator positivo para a adaptação dos/das iniciantes. O início da carreira suscitou diversas aprendizagens aos/as professores/as, principalmente no tocante a exploração extensiva dos recursos que já conheciam, com consequente inclusão em seus planejamentos.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Adriana Gaio

Resumo: Este estudo vincula-se ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Justificamos a realização desta investigação pela necessidade e importância de conhecermos uma parte da história da Educação Popular ainda não pesquisada. Sendo assim, identificamos e analisamos a Educação Popular presente no acervo de cartas do educador Carlos Rodrigues Brandão. Para tanto, apresentamos temas, ideias e sujeitos presentes em correspondências datadas entre 1964 e 1980. O objetivo da realização da pesquisa foi analisar as ideias, os temas e os sujeitos, presentes nas cartas, que possam contribuir para a história da Educação Popular e para a Pedagogia Latino-americana. À luz da pedagogia crítica, nos perguntamos: a partir das ideias e dos temas educacionais apresentados nas Cartas de Carlos Rodrigues Brandão, escritas entre os anos de 1964 e 1980, quais as contribuições para a história da Educação Popular e para uma Pedagogia latino-americana? A investigação, de abordagem qualitativa e com análise documental a partir das cartas inéditas (documento de primeira mão), constitui-se como contributo de Sistematização de Experiências da Educação Popular. O aporte teórico deste estudo traz reflexões e aproximações sobre Educação Popular, Cartas Pedagógicas e Pedagogia latino-americana. Quanto à fundamentação teórica, foram utilizados vários autores, entre eles: Jara (2006; 2007), Paulo (2013; 2018), Camini (2012), Freire (1987; 1994), Brandão (2006), Paulo e Dickmann (2020), Paulo e Dickmann (2021). Para a sistematização dos temas, ideias e sujeitos que trocaram cartas com Brandão, os dados coletados foram organizados em tabelas e quadros. Constatamos que as cartas pedagógicas do educador Carlos Rodrigues Brandão nos permitem revelar a transcendência da Educação Popular freiriana, identificando seus desdobramentos, que embasam e dão visibilidade para a pedagogia latino-americana: Educação Popular decolonial e Educação Popular multicultural. Dos indícios de uma Pedagogia Latino-Americana na perspectiva da Educação Popular freiriana apresentados nas seções anteriores, destacam-se: 1) Cartas Pedagógicas de Brandão e encontros entre o passado e o presente; 2) Educação Popular das décadas de 1960 a 1980: 3) Experiência(s) contemporânea(s) da Pedagogia Latino-Americana; 4) As novas pedagogias enquanto resistência política e de esperança. As ideias e os temas encontrados nos registros do acervo pessoal possuem uma relevância histórica e política para a formação docente, para as reflexões sobre Educação Popular, também para pesquisas em cursos de stricto sensu em educação, e para futuras investigações.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Vanderlei Feltrin

Resumo: O objetivo geral da presente dissertação é analisar em que medida a interpretação do ser humano autônomo de Kant pode constituir uma proposta de formação humana no contexto da educação atual sequestrada pela lógica neoliberal. Pretende-se atingir, dentro dos limites da investigação, uma resposta à questão: que contribuições a interpretação do ser humano autônomo de Kant gera para uma proposta de resgate da formação humana no contexto da atual educação que formata a partir da lógica neoliberal? Constatou-se que a liberdade transcendental é a condição da possibilidade para a autonomia como construção se si próprio que possui implicações pedagógicas. O ser humano é inacabado e, portanto, necessita da educação para construir-se a partir da sua liberdade. A dimensão de inacabamento do ser humano merece uma boa educação que consiste em despertar nele o exercício da autonomia. Só o ser humano pode ser educado, os animais são adestrados. Contudo, o ser humano também é adestrável quando a educação possui a finalidade instrumentalizadora de domesticá-lo para fins alheios à sua liberdade. A razão neoliberal aqui tematizada como exemplo de educação formatadora do sujeito autômato e a proposta educacional para a autonomia na perspectiva kantiana almeja ser uma importante vertente de pensar uma educação humanizadora e ao mesmo tempo força de resistência ao modelo de educação desumanizadora neoliberal.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

 

Autor: Valmir de Jesus Pinto

Resumo: A presente dissertação foi desenvolvida na Linha de Pesquisa Processos Educativos e tem como objetivo geral refletir e propor a criação de instrumentos de coletas de dados para a avaliação à luz da teoria da complexidade. Os objetivos específicos buscam: Identificar, a partir da literatura de área, as limitações dos mecanismos avaliativos – instrumentais e quantitativos – que desconsideram serem as aprendizagens processuais, construtivas e progressivas; Reconhecer a teoria da complexidade e a sua possível contribuição para ressignificar a avaliação das aprendizagens; Refletir sobre o processo avaliativo na perspectiva da teoria da complexidade de Edgar Morin como dinamizador da/na construção de conhecimentos; Entender o teor dos instrumentos de coleta de dados para avaliação, e como esses dados coletados podem ajudar a reconfigurar o processo de aprendizagem. A metodologia usada foi a pesquisa qualitativa, exploratória e documental. Essa pesquisa transcorre com suporte teórico tendo como principais autores, Moretto (2004), Hoffmann (2008, 2014), Luckesi (1999, 2011), Strieder; Benvenutti; Bavaresco (2014), Morin (2000, 2003, 2008), Maturana (1998, 2001) Maturana e Verden-Zoller (2004). Do ponto de vista teórico metodológico foram coletados 13 instrumentos de coleta de dados para a avaliação das turmas de 1º à 5º anos do Ensino Fundamental. Esses instrumentos trazem, não só em termos de formalismo, uma redação das questões bem como afinidade com os objetivos dos planos de aula e de abrangência sobre os conteúdos, uma distância significativa daquilo que é proposto e compreendido como avaliação na perspectiva do pensamento complexo e, quando se objetiva ser o momento das respostas mais uma oportunidade de aprendizagem e não uma forma de punição. As reflexões feitas e a reconstrução de instrumentos de coleta de dados podem indicar relações efetivas entre fazeres pedagógicos e formativos. Uma reelaboração dos instrumentos de coleta de dados para avaliação, elaborada e a luz do pensamento complexo, significa oferecer uma oportunidade para ampliar e firmar o processo de aprendizagem do estudante, minimizando as tensões e os medos. É possível compreender que o processo avaliativo, na perspectiva da complexidade, interconecta fazeres educativos ao momento da coleta de dados para avaliação, firmando a visão de que a parte foi tecida e entrelaçada ao todo, resultando na compreensão de um todo que é maior do que a soma das partes.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Tania Maria Zaffari Farias

Resumo: A docência universitária tem-se demonstrado dinâmica, no sentido de que se modela ao contexto de sua época. Na contemporaneidade, a Educação Superior está impactada pela concorrência, pela produtividade e pela eficiência. Esses aspectos vêm interferindo na constituição e nas concepções do ser docente, tendendo a uma reformulação identitária. Com esta compreensão, focada no início da carreira docente, a pesquisa foi dirigida aos professores bacharéis, com até cinco anos de experiência, buscando como acontece essa escolha profissional, quais as singularidades do início da carreira e, como estes profissionais concebem a docência em um cenário de complexidades, onde as intervenções econômicas têm afetado o universo educativo em amplitude globalizada. A pesquisa, de abordagem qualitativa, teve como objetivo geral investigar as concepções de docência dos professores iniciantes, bacharéis da área de Ciências Agrárias, nas universidades comunitárias da mesorregião Oeste de Santa Catarina. O perfil dos docentes foi inicialmente traçado a partir de um questionário, que pautou o alinhamento da coleta de dados. Os resultados, obtidos através das entrevistas, foram tratados por meio da análise de conteúdo e demonstraram que os professores, provenientes de bacharelados, iniciantes na docência nas Ciências Agrárias, em universidades comunitárias, mobilizam-se para a profissão a partir do desejo e de fatores extrínsecos como: o convite, o vínculo com a pesquisa e a influência de pessoas com experiência docente, que lhes sejam significativas. O entusiasmo inicial é a marca do período e os principais desafios enfrentados, são de ordem adaptativa e/ou de ordem pedagógica, para os quais os processos formativos são fundamentais. Em suas bases formativas é possível evidenciar a autoformação e as ofertas de natureza institucional. Suas concepções de docência refletem o contexto sócio/histórico/econômico, onde as características da mesorregião Oeste de Santa Catarina e o modelo comunitário de universidade evocam o estreitamento das relações com os alunos e com a comunidade, imprimindo à docência o envolvimento com seu entorno social e a construção conjunta do conhecimento. A docência destes professores traz importantes sinais da racionalidade mercadológica, como o foco na produtividade e na eficiência com vistas à competitividade, o que corrobora para sua performatividade docente.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Roseli Ana Fabrin

Resumo: A presente dissertação focaliza o atendimento a estudantes com Altas Habilidades/Superdotação no contexto da política de Educação Especial em Santa Catarina. Tem por objetivo analisar, segundo essas políticas, as condições e a organização estabelecidas para o atendimento de estudantes com AH/SD, na perspectiva da educação inclusiva. São abordadas questões referentes à política de Educação Especial no Brasil e Santa Catarina, no pós-anos 1990 (MENDES, 2000, 2011), desdobramentos históricos da política de Educação Especial (JANNUZZI, 2012; MENDES, 2011; GARCIA; MICHELS, 2011) e ao atendimento a estudantes com AH/SD, na perspectiva da educação inclusiva (RENZULLI, 1998, 2002, 2004, 2014; DELOU; 2007a, 2007b; FREITAS; PÉREZ, 2012; ALENCAR; FLEITH, 2001; FLEITH, 2007; VIRGOLIM, 2007). Com base em uma perspectiva crítica (OZGA, 2000) e em pressupostos da investigação qualitativa (CHIZZOTTI, 1991), o processo metodológico envolveu pesquisa bibliográfica e documental, cuja análise de conteúdo foi orientada pelas contribuições de Bardin (2016). A partir da análise de documentos oficiais vigentes, de âmbito nacional e estadual, sobre políticas de Educação Especial, sistematiza um conjunto de indicadores relacionados a condições e à organização para o atendimento dos estudantes com AH/SD. Além de examinar a cobertura do atendimento ao público com AH/SD em Santa Catarina, enfoca leituras acerca das condições e organização indicadas pelas políticas vigentes, disponibilizadas em publicações da área publicadas no período de 2009 a 2019, de modo a contrastar a cobertura e as condições e organização para o atendimento aos estudantes com AH/SD com o estabelecido no plano político-legal e normativo em matéria de atendimento. Os resultados indicam que, embora haja um crescimento no atendimento aos estudantes com indicativo de AH/SD no Estado, ainda são poucos os estudantes identificados e atendidos, persistindo, portanto, barreiras ao alcance dos direitos educacionais e sociais assegurados na legislação nacional e catarinense, na dimensão do atendimento educacional aos estudantes com AH/SD. Também indicam que, na comparação entre o que aponta a política de Educação Especial vigente em Santa Catarina e os achados nos estudos selecionados, persistem desafios nas condições e na organização para esse atendimento, embora também tenham sido registrados avanços. Conclui que o atendimento a estudantes com AH/SD, na perspectiva da educação inclusiva, tem sido parcialmente correspondido pelas condições e organização estabelecidas pela política de Educação Especial vigente em Santa Catarina, haja vista persistir uma distância entre o estabelecido pela política pública, em termos de ação para o atendimento e o que a realidade concreta tem acusado, inclusive em termos de identificação de casos e de cobertura.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Priscila Alves de Oliveira da Costa

Resumo: O objetivo dessa dissertação foi investigar como a constituição docente e as práticas pedagógicas das professoras em início de carreira, na educação infantil, são implicadas pelas experiências anteriores como auxiliares de sala. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou a entrevista como instrumento de coleta de dados, contando com a colaboração de cinco professoras de educação infantil em início de carreira, considerando os cinco primeiros anos na docência como titular em sala. A fundamentação deste estudo provoca reflexões acerca da educação infantil, das práticas pedagógicas e das profissionais que atuam nessa etapa da educação básica, bem como os processos formativos, o início de carreira e a constituição docente. Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando as seguintes categorias: a experiência de auxiliar de sala, a constituição docente e as práticas pedagógicas. Constatamos que as experiências anteriores, como auxiliares de sala, foram significativas para as professoras. As docentes relataram que algumas vezes suas atividades de auxiliares estavam mais voltadas aos cuidados corporais para com as crianças e que pouco participavam do planejamento das práticas pedagógicas. Todavia, suas vivências em salas de educação infantil, como auxiliares, contribuíram significativamente nas constituições docentes e suas atuais práticas pedagógicas, pois perceberam como agir frente às situações no cotidiano da instituição, da sala e frente à educação das crianças. Percebemos uma fragilidade na formação inicial dessas professoras no que se refere à relação entre teoria e prática nos cursos de licenciatura. Apesar de terem a experiência como auxiliar, todas as professoras mencionaram o medo sentido quando do ingresso na carreira docente. As pesquisadas revelam carregar marcas das professoras com quem trabalharam como auxiliares em suas práticas e destacam que valorizam as experiências significativas, o olhar atento a cada criança, o lúdico, o brincar e o desenvolvimento integral dos pequenos. Por mais que elas apresentaram críticas quanto à divisão de trabalho com as professoras titulares enquanto auxiliares, atualmente parece que elas reproduzem a mesma prática. Concluímos que mesmo com suas experiências anteriores como auxiliares e com a formação em curso de licenciatura, o ingresso na carreira produz desafios na constituição e na prática docente que merecem ser observados em momentos de formação continuada.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Mauro Volney Giuliato

Resumo: Este estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justificou-se pela necessidade e importância de entendimento do porquê professores em início de carreira desistem de atuar na docência superior. O objetivo geral foi analisar as razões que levam docentes da Educação Superior em início de carreira abandonar a docência. A partir deste, pretendeu-se refletir em torno das seguintes questões de pesquisa: o que caracterizou seus ingressos na carreira docente? Como as professoras iniciantes, que abandonaram a carreira docente superior, caracterizam sua experiência docente? O que motivou o abandono da docência por parte destas profissionais? A investigação partiu de uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados, foram realizadas entrevistas com cinco ex-professoras. O aporte teórico deste estudo traz reflexões e aproximações sobre a docência, a escolha pela docência, a ciclo de vida profissional docente, a iniciação à docência e também o abandono docente. Entre outros, foram utilizados os seguintes autores: Akkari e Tardif (2011), Feldkercher (2018), Huberman (1995), Zanchet; Fagundes e Facin (2012), Carlotto; Câmara e Oliveira (2019), Almeida (2008), Cunha (2017), Pimenta e Anastasiou (2008), Zabalza (2004) e Isaia; Maciel e Bolzan (2010). Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando as seguintes categorias: o ingresso na carreira docente, a experiência docente e o abandono da docência. Constata-se que os motivos do ingresso na profissão – como, a admiração pela profissão e o desejo de desenvolver pesquisa - estabelecem expectativas que são, por vezes, frustradas mediante as marcas deixadas na atuação das docentes em início de carreira. A experiência docente das professoras foi marcada pela necessidade de intensos estudos, de muitos planejamentos de aula, por relações difíceis entre pares, pela sobrecarga de trabalho, pela pouca ou nenhuma formação pedagógica, pelo desencontro entre os ideais das professoras e os das instituições e, fortemente, pela lógica mercadológica presente na educação superior. Assim, a decisão pelo abandono da docência foi sendo construída por cada uma das ex-docentes tendo por base a soma de suas experiências e frustrações.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Layana Gabriela Silva Paiva Meneghini

Resumo: Esse estudo investiga se e como a Literatura pode se constituir uma ferramenta de resolução de conflitos interpessoais na escola. Sua relevância consiste em oportunizar a análise e discussão da literatura, em seus diversos gêneros artísticos e culturais, como ferramenta da ação pedagógica para favorecer a reflexão, de crianças e adolescentes, a respeito dos inúmeros conflitos cotidianos que podem gerar situações de violência, agressões verbais e físicas e promover mudanças em seus comportamentos. Respalda-se, metodologicamente, nos princípios da abordagem qualitativa de cunho exploratório, uma vez que há grande interesse em estudar os fatores que interferem no modo de intervir da escola, diante dos conflitos interpessoais. A coleta de dados foi realizada em seis instituições de ensino vinculadas a 7ª GERED – Gerência Regional de Educação, nos Municípios de Joaçaba e Herval D’Oeste. A amostra foi composta por uma coordenadora pedagógica e seis professoras e professores, por meio de entrevista semiestruturada com gravação de voz, buscando coletar dados a respeito dos projetos e atividades que foram ou que serão realizados com o objetivo de lidar com situações envolvendo conflitos interpessoais no cotidiano escolar. O referencial teórico que embasa esta investigação foi composto por estudos de Piaget (1996); Vicentin (2010); Vinha e Tognetta (2009); Trevisol (2015/2016); Leme (2004/2006/2011) Puig (1998); dentre outros autores. Como procedimento de análise de dados, foi utilizada a análise de conteúdo das respostas dos profissionais participantes, considerando os objetivos da pesquisa e estabelecendo relação com o referencial teórico. Os dados coletados e analisados permitiram verificar que a coordenadora pedagógica, professoras e professores que atuam nas instituições pesquisadas compreendem a importância da Literatura como ferramenta de trabalho capaz de promover ações reflexivas entre os alunos, proporcionando um ambiente cooperativo que reflete na mudança de atitudes frente ao(s) outro(s). Evidenciou-se em todas as escolas pesquisadas, atividades e projetos voltados para a resolução de conflitos interpessoais, bem como, o comprometimento dos professores em relação à educação moral. Nessas instituições foram desenvolvidas atividades de acordo com as necessidades que são observadas no cotidiano dos alunos, tais como: questões de combate ao preconceito racial e bullying, prevenção ao suicídio, diminuição nos índices de evasão escolar e demais problemas de relacionamento. Contudo, constatou-se que se faz necessário o planejamento de formações continuadas visando o incentivo à promoção de atividades interdisciplinares e um maior envolvimento dos professores de outras disciplinas nessas atividades, uma vez que foram desenvolvidas apenas pelos docentes da área de linguagens. Outro aspecto observado está no fato de que faltam recursos para a manutenção e continuidade de alguns projetos literários e culturais nas escolas. Investir na educação moral por meio do trabalho com a literatura constitui uma das alternativas de resolução dos conflitos interpessoais escolares e é fundamental que a importância dessas atividades seja compreendida e reiterada nos projetos pedagógicos dessas instituições.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Mirian Gregorio Ferreira

Resumo: A presente pesquisa teve o objetivo de investigar a inclusão social de imigrantes haitianos, no que se refere ao trabalho e a educação, na região Meio Oeste catarinense. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa qualitativa com abordagem de campo. A pesquisa foi realizada nos municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, em Santa Catarina, e envolveu 11 imigrantes haitianos, adultos, de ambos os sexos. A coleta de dados ocorreu mediante entrevista semiestruturada com os participantes da pesquisa, por vezes, mediada por um tradutor. A organização da análise dos conteúdos ocorreu a partir dos dados coletados nas entrevistas com os haitianos. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram: Freire (1967; 1996; 2020), Frigotto (1989), Arroyo (2003; 2012), Saviani (2020), Sayad (1998), entre outros que, em maior ou menor grau, contribuíram para a compreensão do fenômeno estudado. A análise dos dados revelou que a inclusão social de imigrantes haitianos em Joaçaba e Herval d’Oeste acontece de forma lenta e permeada por inúmeros desafios. A região é considerada promissora e a sociedade regional percebida como acolhedora. Entretanto, o caráter assistencialista das ações e o desconhecimento das nuances que envolvem o fenômeno migratório de haitianos para o Brasil, especialmente o Meio Oeste catarinense, estruturam formas de violência cultural implícitas e explicitas, que definem e regulam a identidade, o lugar e espaço dos haitianos na sociedade regional. O trabalho, fonte de subsistência, satisfação e realização pessoal, também é motivo de sofrimentos e inaptidão social. A precarização do trabalho tem usurpado o corpo, o tempo e as energias de trabalhadores haitianos, de modo que a efetiva integração com a sociedade local fica comprometida. As relações de trabalho estão permeadas por tensões, abusos e injustiças. Pequenos e médios empregadores locais, de diversos setores, demonstram resistência quanto à contratação de imigrantes haitianos. O trabalho para mulheres haitianas é marcado pela violência étnico-racial e de gênero. A educação é reconhecida como importante meio de acesso e integração à cultura brasileira e regional. O ingresso de haitianos adultos nos espaços educativos se restringe a Educação de Jovens e Adultos, formação técnica e de preparação para o trabalho. Os imigrantes haitianos, residentes em Joaçaba e Herval d’Oeste, não dispõe de senso de coletividade, essa dispersão os fragiliza, além de adiar importantes articulações junto à sociedade regional. Essa constatação sinaliza urgência de articulação dos imigrantes haitianos enquanto coletivo, para dar suporte, reivindicar direitos e criar espaços de reconhecimento e expressividade cultural. A trajetória de imigrantes haitianos em Joaçaba e Herval d’Oeste está sendo marcada por um histórico de lutas e esperanças.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Deysi Maia Clair Kosvoski

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). Situa-se no campo da formação de professores, e dedica-se ao estudo da aprendizagem da docência considerando duas das suas dimensões: a dimensão pessoal e a dimensão profissional. Compreende-se o apreender a ser professora constituído de forma complexa e processual, ao longo da vida e da formação acadêmica, influenciado por teorias, práticas, experiências, vivências, relacionamentos estabelecidos com pares e profissionais mais experientes. O problema de pesquisa norteador dessa investigação foi: o que as graduandas do último ano do Curso de Pedagogia da Unoesc apreendem sobre ser professor, tomando como referência a prática docente de seus professores? Teve como objetivos específicos: a) descrever as práticas docentes dos professores do curso de Pedagogia da Unoesc sob a ótica das graduandas; b) analisar, na perspectiva das graduandas, as aprendizagens da docência relativas à dimensão profissional presentes nas práticas de seus docentes; c) analisar, na perspectiva das graduandas, as aprendizagens da docência relativas à dimensão pessoal presentes nas práticas docentes dos professores formadores. A base teórica contou com Nóvoa (1995, 2007, 2009, 2017, 2019), Libâneo (1999, 2004, 2006, 2015), Pimenta (1999, 2017), Marin e Pimenta (2018), Isaia e Bolzan (2006, 2007), Bolzan e Isaia (2008), Trevisol e Costa (2018), Lopes (2004), Pensin (2019), Feldkercher (2015), Marcelo García (1999), Zabalza (2004), Dardot e Laval (2016), Maués (2003, 2005), Shulman (2003, 2004, 2005), Scheibe (2008), Franco (2013, 2015, 2016), entre outros. A base empírica dessa investigação se caracteriza como de natureza qualitativa, de cunho exploratório. A amostra foi constituída por graduandas do Curso de Pedagogia, cursando a primeira graduação, regularmente matriculadas (2019/2) na 8ª fase e que atuassem em alguma função escolar na educação básica. A coleta de dados ocorreu nos Campus da Unoesc de Capinzal, Campos Novos, Videira, Xanxerê e São Miguel D`Oeste, em que o Curso de Pedagogia é oferecido. Como procedimento de coleta de dados, utilizou-se um questionário, composto por questões abertas e fechadas, aplicado às 86 graduandas matriculadas na oitava fase do curso, das quais foram entrevistadas 11 graduandas. A partir dos critérios de inclusão e exclusão da população restou a amostra de 41 graduandas respondentes do questionário e 6 entrevistadas. O questionário, nas questões fechadas, teve como objetivo caracterizar a amostra e, nas questões abertas e na entrevista com as 6 graduandas, buscou-se analisar a compreensão das acadêmicas em relação a apreender a ser professora. Como procedimento de análise dos dados, efetuou-se a análise do conteúdo das respostas das pesquisadas considerando o referencial teórico e os objetivos da pesquisa. Os dados coletados e analisados evidenciaram que o que as graduandas apreendem sobre ser professor, tomando como referência a prática docente de seus professores, compreende aspectos que correspondem as dimensões pessoal e profissional da docência. Apreender a ser professor ocorre ao longo do curso, de forma integrada, contínua e processual, pelo conjunto de disciplinas, atividades formadoras, exemplos de ação docente e de ser docente. As graduandas apreendem com a práxis de seus professores e realizam suas práticas pedagógicas de forma reflexiva e intencional.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Susimar Inês Peretti

Resumo: A presente dissertação versa sobre políticas de avaliação da educação básica. Tem por objetivo central analisar indícios técnico-políticos que corroboram a perspectiva de consecução de um sistema de avaliação externa da educação básica para o estado de Santa Catarina, identificando objetivos e finalidades, manifestos ou latentes. A hipótese central que orienta a investigação sustenta-se na ideia de criação de um sistema próprio de avaliação externa da educação básica para o estado de Santa Catarina. O percurso teórico-metodológico foi orientado nos pressupostos da pedagogia histórico-crítica e teve em vista revisitar características do Estado Avaliador, buscando compreender a atuação da OCDE na construção de um determinado modelo de avaliação da educação básica para o território catarinense; apontar, com base em aspectos históricos relacionados à avaliação, indícios que evidenciam coerência de iniciativas pregressas com práticas de avaliação de largo espectro da educação básica, praticadas no Brasil a partir do final dos anos de 1980; revisitar a história do Saeb, de modo a identificar possíveis aproximações com os objetivos e finalidades de ações previstas ou em curso em Santa Catarina para implantação de um sistema de avaliação da educação básica para o estado; e identificar ações previstas e em curso no estado de Santa Catarina que possam indiciar intencionalidades na implantação de um sistema estadual de avaliação do desempenho dos estudantes, da educação básica, considerando objetivos declarados na sua propositura e intenções latentes na sua consecução. As estratégias metodológicas empreendidas envolvem estudo bibliográfico, estudo documental e levantamento de campo com realização de entrevistas, conversas informais e leitura de notícias disponíveis na página da web da Secretaria de Estado da Educação e de algumas instituições estaduais, tais como da Undime-SC, e do Consed. Os resultados evidenciaram um conjunto significativo de medidas, ações e programas desenvolvidos ou em desenvolvimento no estado e que remetem ao interesse de implantação de um sistema de avaliação externa da educação básica para Santa Catarina. Evidenciaram, ainda, que é no atual governo do estado onde as tratativas nesta direção estão mais avançadas. O projeto de implantação de um sistema de avaliação da educação básica está implicado em um acordo de cooperação entre o estado e os municípios com previsão de cobertura de todas as escolas do território catarinense. Embora ainda bastante difusas, as ações em curso evidenciam que o sistema de avaliação pretendido deverá reforçar o modelo atual de Estado Avaliador, que inclui o uso de ferramentas e mecanismos de accountability numa perspectiva neoconservadora e gerencial.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Elisandra Gozzi

Resumo: A presente dissertação foi desenvolvida no interior do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste Catarinense, na linha de pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Cidadania. Tivemos em vista compreender o Programa Mais Alfabetização, tendo como foco central o Assistente de Alfabetização, expressão concreta da incorporação de relações de trabalho precarizadas na escola pública, particularmente nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental. O objetivo geral foi analisar o sentido e os elementos de sustentação do Programa na Rede Municipal de Ensino de Concórdia-SC, pondo em evidência a constituição do Assistente de Alfabetização. Para tanto, contextualizamos as políticas educacionais pós-reforma do Estado, nos anos de 1990, no Governo de Fernando Henrique Cardoso. Tal reforma operou mudanças no mundo do trabalho docente, desaguando em formas precárias de contrato, entre elas a do Assistente com repercussões municipais e estaduais. O Programa existiu apenas dois anos – 2018-2019 –, tendo sido substituído pelo Programa Tempo de Aprender em 2020, no Governo de Jair Bolsonaro. Metodologicamente, percorremos três caminhos: 1) coleta, sistematização e exame da documentação nacional e local; 2) levantamento e análise da produção acadêmica acerca do tema, focando o Programa e o trabalho voluntário na alfabetização de crianças da escola pública e 3) diálogo com autores que nos ofereceram categorias analíticas para a crítica a ele. Entre os resultados da pesquisa, percebe-se que a referida política foi criada em razão dos baixos índices alcançados pelos alunos na Avaliação Nacional da Alfabetização, em 2016. Para resolver o problema, o Ministério da Educação, ainda no Governo Temer, criou a figura do Assistente de Alfabetização, um trabalhador voluntário para auxiliar o professor de alfabetização. Recrutado com critérios flexíveis e sem exigência de formação, no caso de Concórdia, o Programa atendeu a apenas sete (26,92%) das escolas, dezoito (24,65%) professores alfabetizadores do total de setenta e três; trezentos e trinta e três alunos (27,38%) dos 1.362 da rede municipal de ensino. Este profissional atuou nas escolas públicas municipais sem qualquer vínculo empregatício, sem salário, sem direitos, acentuando a precariedade da educação pública e comprovando o progressivo abandono pelo Estado da Educação Básica pública.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Jaqueline Santos Silveira

Resumo: Este trabalho dissertativo propõe refletir sobre a potencialidade da estética enquanto experiência humana capaz de gerar novas narrativas, novas possibilidades de vida, chamadas aqui, narrativas de esperança. Diante da imposição das narrativas utilitárias produzidas em contexto neoliberal e que se alastram de modo avassalador nos diversos âmbitos sociais, é preocupante que os sentidos de humanidade e desenvolvimento humano estejam pautados por discursos absolutos de poder. Nesse sentido, proponho refletir acerca de quais narrativas podem surgir diante de uma padronização do humano, diante de um modelo já concebido como exitoso, e invocamos as narrativas de esperança como forma de resistência e oposição às narrativas da utilidade, assumindo que as primeiras se constroem e se fazem pela estética e pela experiência estética via artes. Trata-se de uma manifesto em defesa das experiências estéticas como pulsares para a vida, para que a condição de mera vida, utilizando a expressão benjaminiana, possa ser substituída pela ampliação de sentidos, de afetos, de saberes e de impulsos para uma existência aberta, com múltiplas possibilidades de ser, e não uma existência redutora.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Lucas Morais da Silva

Resumo: Esta dissertação vincula-se a Linha de Pesquisa Processos Educativos e tem por objetivo investigar os motivos da evasão escolar no ensino médio, apresentados por uma amostra estudantes que frequentaram escolas públicas vinculadas a 7ª GERED (Gerência Regional de Educação) de Joaçaba, entre os anos de 2017 e 2018. A pesquisa caracteriza-se como um estudo exploratório de natureza qualitativa. A amostra foi constituída por seis (06) alunas e quatro (04) alunos, com idades entre 18 a 23 anos, que frequentaram o ensino médio, em escolas públicas estaduais localizadas nos municípios de Joaçaba, Herval D´Oeste, Luzerna e Ouro. Para o procedimento de coleta de dados foi utilizado uma entrevista com um roteiro de questões semiestruturadas. Na metodologia de análise dos dados utilizou-se a técnica de análise textual discursiva. Os dados coletados e a análise textual discursiva realizada sobre eles nos permitiram evidenciar que os motivos apontados pelos estudantes pesquisados, em relação a evasão escolar, estão vinculados a variáveis intraescolares e extraescolares. No que se refere as variáveis intraescolares foram identificadas três unidades de sentido: currículo extenso e aligeirado; promessa de que o estudo represente o alcance de um futuro melhor; reprovação e as marcas da experiência de fracasso escolar no tempo presente e futuro dos/as estudantes. Em relação as variáveis extraescolares, três unidades de sentido foram identificadas: a inserção do jovem no mercado de trabalho visto as necessidades pessoais e familiares e os impactos desse compromisso com a vida escolar; a gravidez na adolescência que promove uma condição de vulnerabilidade na estudante/adolescente; a influência do núcleo familiar na evasão do estudante. O contato da família com a escola é fundamental para que essas instituições juntas possam colaborar com a orientação e encaminhamentos em relação as preocupações e problemas desse tempo de vida do aluno/estudante. O desafio da evasão escolar no ensino médio é complexo e possui em sua base um conjunto de variáveis que demandam ser conhecidas por todos os envolvidos no contexto escolar. Nesse sentido, faz-se necessário um “olhar diferenciado” sobre os/as estudantes dessa etapa por meio do envolvimento de diferentes profissionais e de projetos escolares estruturados que oportunizem espaços para a verbalização dos desafios que enfrentam ou que lhes atemorizam. Compreender o que os estudantes pensam pode se constituir um primeiro sinalizador de mudanças nesse cenário excludente.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Mariane Aparecida Talamini Goetten

Resumo: Este estudo encontra-se vinculado à Linha de Pesquisa Processos Educativos do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), Mestrado em Educação, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender o percurso formativo dos professores de língua portuguesa, a fim de relacionar com suas práticas em sala de aula, já que várias pesquisas mostram a grande defasagem dos alunos em tal disciplina. Teve por objetivo geral investigar, segundo as professoras iniciantes de Língua Portuguesa (LP), as relações entre suas formações para a docência e suas práticas de ensino. Este estudo teve de abordagem qualitativa. Quanto aos procedimentos de coleta de dados foram realizadas entrevistas com quatro professoras de língua portuguesa, em início de carreira, docentes estas dos municípios de Curitibanos e de São Cristóvão do Sul, Santa Catarina (SC). Foi utilizada a análise de conteúdo para o trabalho com os resultados. O aporte teórico desse estudo traz reflexões acerca da formação inicial e continuada, do ciclo de vida profissional docente e das práticas de ensino dos professores de língua portuguesa. Os principais autores que deram sustentação teórica a este estudo foram Guedes (2006), Huberman (1995), Marcelo García (1999), Nóvoa (1995a, 1995b), Pimenta (1998, 2018) e Soares (2005). Nossas discussões estão pautadas em três categorias de análise: 1) iniciação à docência das professoras de LP; 2) práticas de ensino das professoras iniciantes de LP e; 3) formação docente e práticas de ensino. Entre os resultados, constatamos que o retorno dos alunos, por exemplo, é uma das conquistas do início de carreira para as entrevistadas; o desafio de maior incidência que elas presenciam nesse início de carreira são as salas cheias e a estratégia mais usada pelas professoras para superação dos desafios são as pesquisas individuais. Quanto ao ensino em LP, a maioria das docentes considera a disciplina difícil de ensinar e acredita que a leitura é a maior dificuldade. Dentre as estratégias utilizadas para superar tais dificuldades, as professoras recorrem, por exemplo, à leitura, como forma de melhorar o ensino. Sobre suas formações iniciais, observamos que as respostas foram divididas: para algumas professoras, a formação as preparou para a docência, enquanto que para outras, não as preparou. A contribuição da graduação mencionada com maior destaque foi o estágio curricular supervisionado. A pesquisa nos revela a necessidade de uma formação consistente, a qual relacione os saberes teóricos aos práticos, evidenciando a realidade escolar e uma prática reflexiva. Além disso, as professoras iniciantes de LP requerem um acompanhamento por meio da formação continuada, a fim de se desenvolverem profissionalmente e qualificarem os processos de ensino que exercem.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Laudemir Bonamigo

Resumo: Vinculada ao curso de Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc – e guiada a partir da Linha de Pesquisa Processos Educativos, a presente dissertação foi gestada e nutrida pelas ideias do Antropólogo, Sociólogo e Filósofo francês judeu de origem sefardita Edgar Morin e do neurobiólogo chileno Humberto Maturana Romesín. As reflexões destes autores, expressas por meio da Teoria da Complexidade, da Autopoiese e da Biologia do Amor são trazidas a partir de uma pesquisa bibliográfica que reflete as possibilidades de se realizar formações docente que contemplem o ensino pela complexidade, promovendo o reconhecimento e a valorização do ser humano. Ressalto que a origem deste trabalho acadêmico surgiu da inquietação que emana da formação docente na contemporaneidade, uma formação ainda centrada no ensino de fórmulas e regras que desconsideram a possibilidade de se vislumbrar por meio da docência a humanidade do ser. Envolto pelo desejo de refletir sobre a formação docente, busco por meio do objetivo geral compreender em contextos de complexidade e diversidade por que e como oportunizar experiências formativas aos professores dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, visando vivências humanizadoras. Já as questões de pesquisa que balizaram meu pensar ao longo dessa produção científica indagavam acerca de: O que é formação? Que perspectivas possibilitam reconhecer e compreender a existência da complexidade e da diversidade? O que são e como se caracterizam experiências formativas humanizadoras? Em consonância com as questões de pesquisa e o objetivo geral, os objetivos específicos almejam: Compreender o que é formação? Investigar bases teóricas sobre complexidade e diversidade na perspectiva de um diferente fazer educativo. Reconhecer possibilidades formativas de caráter humanizador. O curso de reflexões desenvolvido por meio dessa dissertação aponta para uma veemente necessidade de se ressemantizar a formação docente, gerando assim a profanação da hiperespecialização que segrega os saberes e os humanos. Resgatar o humano por meio de propostas educativas que contemplem o amor e o afeto componentes essenciais da odisseia da vida, mas essencialmente traduz a intensa necessidade de editarmos um novo fazer educativo a partir de pressupostos que respeitem o ser humano em sua complexidade, diversidade e humanidade.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Simone Aparecida Radavelli

Resumo: Essa pesquisa, em nível de mestrado, está vinculada a linha de pesquisa de Processos Educativos e objetiva investigar as concepções de creche, na perspectiva das famílias e dos poderes legalmente instituídos. Os autores de sustentação teórica utilizados para o desenvolvimento da pesquisa, análise e discussão dos resultados foram: Dermeval Saviani (2004; 2013), Moysés Kulhmann Jr. (2000; 2015), e Bourdieu (1984; 1989; 1996; 1997a; 1997b; 2000; 2001a; 2001b; 2003; 2007). A base empírica dessa pesquisa se constituiu por meio de um estudo exploratório, de natureza qualitativa. A amostra foi constituída por dez mães que possuem filhos matriculados em creches municipais, uma moradora local que participou do processo de implementação de creches domiciliares e representantes do Poder Executivo, da Câmara de Vereadores, da Secretaria de Educação, da Promotoria Pública, do Conselho Tutelar e da Assistência Social. Como procedimentos de coleta de dados foram utilizados a pesquisa nos documentos oficiais (decretos, resoluções, relatórios); materiais de Educação Infantil distribuídos nas creches municipais pelo Ministério da Educação; as fichas de inscrição para lista de espera municipal; entrevista e questionário. A análise dos dados se deu por meio dos números apresentados pela Secretaria de Educação frente ao atendimento de crianças na espera por vagas; das respostas das mães entrevistadas de acordo com a sua concepção de creche; e, das respostas dos poderes legalmente instituídos de modo a verificar sob que circunstâncias atuam para que o direito subjetivo a educação da criança de 0 a 3 anos seja cumprido. A análise levou em conta a apreciação do conteúdo/linguagem em uma linha a partir dos conceitos de habitus (exprime a ação do sujeito) e campo (lugares abstratos que se originam na trama das relações concretas) propostos por Bourdieu (2003). Os resultados apontam que, há uma preocupação emergente dos poderes instituídos em ampliar o atendimento do direito da criança à creche e todos seguem a mesma linha de raciocínio no que se refere à dificuldade de manutenção da vaga respaldando o Executivo e a Secretaria Municipal de Educação nessa empreitada. As mães que possuem seus filhos matriculados também evidenciam reconhecer essa realidade municipal, preocupando-se com a manutenção da própria vaga e vaga de outrem, e se percebe nas suas proposições que a matrícula da criança, na maioria das vezes está atrelada à necessidade de trabalho, não evidenciando a vaga de creche como direito da criança. Considerando os resultados obtidos é possível constatar que tendo o conhecimento antropológico e a historicidade constitutiva dos agentes e de seu espaço de ação numa visão racionalista e ampliada, temos material necessário para a compreensão do sistema das relações de eufemismo, ou relações arbitrárias, nas quais os indivíduos se encontram inseridos, ou seja, o campo, e que exprimem de forma mais declarada as opiniões e intenções da realidade objetivada, o habitus.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Andrea Vergara Borges

Resumo: O presente trabalho vincula-se à Linha de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Cidadania do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unoesc e tem como objeto de investigação as políticas de avaliação da Educação Superior. O objetivo geral consiste em analisar possíveis repercussões das políticas de avaliação da Educação Superior em processos de elaboração/revisão do Projeto Pedagógico do Curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste de Santa Catarina, ofertado desde o ano de 1998. Do ponto de vista teórico-metodológico, prioriza análise qualitativa com abordagem histórico-crítica do fenômeno em tela, valendo-se dos recursos técnicos de análise documental, de conteúdo e da realização de entrevistas. Em termos concretos, revisita os programas de avaliação da Educação Superior implantados no Brasil, entre os anos de 1983 a 2004, evidenciando características distintivas e idiossincrasias de cada programa sob o lume das reformas administrativas e do Estado brasileiro ocorridas entre os anos de 1936 a 1995, que, na educação superior, tiveram como uma de suas repercussões a implantação de políticas de avaliação educacional. No tocante ao estudo de campo, efetua análise contrastiva entre sete versões do Projeto Pedagógico do curso, valendo-se de dados coletados em entrevistas com coordenadores do referido curso e em documentos dos programas de avaliação a que correspondem as revisões do respectivo Projeto Pedagógico. Verifica que, das oito versões decorrentes das revisões do Projeto Pedagógico do curso, seis delas incidiram sobre a organização pedagógica e curricular, aspectos estes que nos permitem indiciar congruências com os pressupostos fundamentais de dois programas de avaliação da Educação Superior: o ENC, vigente nos anos de 1994 a 2003; e o Sinaes, em vigor até a presente data. Em termos conclusivos, destaca que a avaliação da educação superior foi e continua sendo um elemento importante para o desenvolvimento de políticas educacionais posto que constitui um dos principais mecanismos de regulação da qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação das instituições públicas e privadas de educação superior. À luz dessa perspectiva, foi possível constatar certa tendência ao alinhamento entre o Projeto Pedagógico do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc e o que preconizam as diretrizes curriculares dos programas de avaliação a que se referem, mormente o ENC e o Sinaes. Essa tendência torna-se ainda mais evidente quando analisamos PPCs de cursos de graduação na sua relação com a política do Sinaes.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Tulainy Parisotto

Resumo: A dissertação se situa no campo das políticas educacionais e tem como objeto de estudo o projeto Escola única em tempo integral, do sonho à realidade, elaborado pela Secretaria da educação do município de Joaçaba/SC, parte fundamental da Proposta de articulação para construção de uma escola única e em tempo integral. 2017/2020 (PA). O objetivo foi responder em que medida o discurso educacional comodificado e uma nova edificação conferem sentido à política de concentração de alunos proposta pela Secretaria Municipal de Educação de Joaçaba/SC pela via da construção de uma escola única e em tempo integral, pautada pela racionalização de recursos. No plano teórico, destacam-se estudos de autores na área da educação e da arquitetura. Na educação, foram importantes as concepções de Montaño (2014), Laval (2004) e Harvey (2008) e na arquitetura, Bencostta (2005), Viñao Frago e Escolano (1998) e Kowaltowski (2017) nos ajudam a tornar evidente as relações estabelecidas entre arquitetura e o espaço escolar. Concernente aos procedimentos metodológicos, a investigação compreende análise das relações dialéticas entre a linguagem e a prática social, trabalhando com concepções de enunciação, formação discursiva e interdiscurso, com vistas a investigar como se manifestam as ideologias em diferentes formas de produção de consenso. Os dados empíricos foram levantados a partir da leitura da PA, sendo agregados os projetos arquitetônicos desenvolvidos pelos acadêmicos do curso de Engenharia Civil da Universidade do Oeste de Santa Catarina; os relatórios elaborados no trabalho de conclusão de graduação e o relatório desenvolvido no Estágio Supervisionado II, por solicitação da municipalidade. O cotejamento da base teórica aos dados obtidos na pesquisa empírica permitiu concluir que: 1) A arquitetura é transformada em um discurso inaugural, cooperando para fazer acreditar que exista uma solução, a ser materializada no plano fenomênico em uma edificação, para problemas históricos estruturais; 2) o apelo ao novo encobria no seu discurso a racionalização de custos; 3) a política de concentração favoreceria a individualização de sujeitos, inibindo a participação efetiva da sociedade, bem como seu engajamento sócio-político. Dada as referidas asserções, sobressaem reflexões que possibilitam demonstrar como a arquitetura é utilizada como discurso inaugural, na tentativa de convencimento para a aceitação de uma política; e o descaso dos gestores municipais com a comunidade e com a educação, uma vez que ao pensar uma política voltada para elevar uma pretensa qualidade do ensino de Joaçaba, o município transfere para a comunidade a necessidade da adesão de todos, fato que não significaria melhoria das funções educativas essenciais da escola e não asseguraria uma formação do indivíduo para o pleno exercício da cidadania. Dado o caráter paradoxal do conjunto de ações informadas, a relevância da problemática estudada reside na necessidade de desnaturalização das estratégias do apelo verbal presente nos documentos como forma de sustentar, de maneira passiva, no vislumbre do novo, a racionalização de custos e a ausência de comprometimento com concepções fundamentais e que resta dissimulada no uso do discurso educacional comodificado e no ato de projetar uma nova edificação, especialmente considerando tratar-se de um estudo que recai sobre o a possibilidade de fechamento de um conjunto de escolas da rede pública municipal de ensino.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Fernanda Aparecida Silva Dias

Resumo: Nosso estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos, bem como ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) e discorre sobre tecnologias digitais no âmbito da educação e as implicações no viver. Tem como objetivo compreender como a base interativa das redes digitais potencializa concepções de interdependência, aprendências colaborativas e sensibilidade humana em processos de aprendizagens formativas. Para tanto, o questionamento motriz desse estudo é investigar como a base interativa das redes digitais potencializa concepções de interdependência, aprendências colaborativas e sensibilidade humana. Na tentativa de aproximação e entendimento da educação e tecnologias digitais, a pesquisa apresenta-se em uma abordagem qualitativa, de natureza básica e essencialmente bibliográfica. Nesse sentido, são realizadas reflexões a partir dos conceitos de rede e rizoma, interdependência e colaboração. A escrita está desenvolvida em capítulos que se ligam intrinsicamente, formando uma rede de reflexões. Entre outros, adotamos como base estudos de Assmann (1998, 2000), Assmann e Mo Sung (2003), Capra (1982, 1996, 2003), Lévy (1996, 1998, 1999, 2015), Maturana (1998, 2001, 2002, 2004), Morin (2000, 2002, 2003, 2005), Ridley (2000). É observado que os estudos teóricos refletem maior otimismo quanto à importância e uso das tecnologias digitais nos ambientes formativos, mas não há como nos distanciar da complexidade humana do e no processo contínuo do aprender. Destacamos, assim, inúmeros avanços tecnológicos e científicos, ocorridos no desenvolvimento e progresso da humanidade, e consequências que implicam no uso das tecnologias digitais nas relações, interconexões entre seres vivos e não vivos. Na esteira do debate, visualizamos o crescimento do individualismo humano e a necessidade de se potencializar a sensibilidade para o viver interconectado com o outro e com o contexto em que se está inserido. Evidencia-se que são muitas as iniciativas e os esforços para que, também em ambientes escolares, a colaboração seja estimulada e desenvolvida, mas que isso está longe de ser a tônica geral das experiências formativas oportunizadas aos aprendentes. Apontamos as tecnologias digitais como parceiras e promotoras de concepções e ações colaborativas para potencializar a sensibilidade humana, mas com extrema atenção aos efeitos e consequências do uso insensível das tecnologias no viver. Pode-se afirmar que a colaboração tem características da vida do entorno ambiente, na grande teia da vida, particularmente aquela que nos envolve como seres humanos. Aprendemos que educar é com-sentir, é com-viver, conversar, é criar laços que sensibilizem o compartilhar, o desejo de aprender, de metamorfosear-se, de transformar o mundo. Isso tudo, sob o viés da oportunidade de nos sensibilizarmos para uma educação diferente, que integre a construção de saberes com e sem o uso das tecnologias digitais, mas que estes conhecimentos sejam capazes de proporcionar a motivação para nos tornarmos seres humanos colaborativos e sensíveis à existência do outro.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Elisandra Alves

Resumo: Este estudo trata da eminente necessidade de repensar a educação matemática, devido a dificuldades, sempre renovadas no processo de ensino-aprendizagem da matemática, principalmente numa perspectiva de incluir questões contemporâneas, uma vez que muito se defende a necessidade de abordar questões relativas às realidades vivenciadas pelos estudantes. Ao refletir sobre como associar à vida dos alunos/as os conteúdos obrigatórios presentes nos currículos escolares que, prioritariamente contemplam a matemática clássica, originária há mais de 300 anos a.C, é possível perceber diversas limitações. A matemática clássica induz ao pensamento cartesiano que prioriza a exatidão, o regular, o linear, a dialética dual do certo ou errado, o determinismo, o ordenado, o perfeito, enfim conceitos que estão sendo considerados limitados pela ciência contemporânea. Uma ciência que evidencia cada vez mais, a presença da não linearidade que também envolve todos os sistemas vivos e sua complexa dinâmica, em constante processo de transformação. A matemática pronta e acabada não é suficiente para descrevê-los, portanto, se faz necessário pensar e reconhecer os limites dos mecanismos de ensino e aprendizagem via matemática clássica, transpondo-a para um multiverso de concepções que envolvem a complexidade das inter-relações ser humano em âmbito da antroposfera como da Biosfera. Assim nosso problema de investigação é como e por que a transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, apoiada na não linearidade e no pensar complexo, pode potencializar reflexões e ações das/nas inter-relações seres humanos e natureza, visando uma compreensão qualitativa da biosfera? Nosso objetivo é verificar as possibilidades da transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, com o intuito de ampliar a importância de refletir as inter-relações entre o ser humano e a natureza, através da matemática qualitativa. O desenvolvimento desse estudo terá como base estudo bibliográfico e de cunho qualitativo. Pretende-se, via contatos e conversas com diversos autores, que abordam concepções que viabilizam uma educação matemática com viés qualitativo e contemporâneo, priorizar qualificar relações e interações a partir da transposição da geometria fractal, como entrada para compreender melhor questões ambientais, profundamente interdependentes como biosfera-antroposfera. Entendemos que uma educação matemática, de base qualitativa e complexa, pode potencializar o reconhecimento da complexidade inerente aos fenômenos da vida, não banindo a matemática clássica, mas ampliando através de abordagens qualitativas.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Izanir Zandoná

Resumo: Esta pesquisa de que trata esta dissertação tem como objetivo central analisar o impacto das mudanças proporcionadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Pedagogia (DCNP-2006) na formação dos egressos do Curso de Pedagogia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) no período 2010-2018, evidenciando transformações curriculares do curso, perfil do egresso projetado e características do formado reveladas nas manifestações dos egressos do curso no campus de São Miguel do Oeste e Unidade de Maravilha, ambos em Santa Catarina, que ocupam um lugar de destaque na formação de professores dessa região do Estado. O caminho metodológico foi norteado pela abordagem histórico-crítica, um esforço pautado pela busca da compreensão dos processos históricos envolvidos na trajetória do Curso de Pedagogia e suas mudanças legislativas, e pela articulação entre os elementos de composição teórica e a prática manifesta pelos egressos. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa/quantitativa, utilizando-se de estudos bibliográficos, documentais e dos dados coletados dos egressos. Diante das análises, percebe-se que o Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia da Unoesc teve grande sintonia e coerência com as DCNP-2006 em seus objetivos, concepções e proposta de organização curricular que provocou mudanças significativas na atuação do pedagogo. Contudo a condição de sustentabilidade institucional provocou adequações curriculares de modo a adequar-se as demandas de mercado seguindo uma tendência de praticismo pedagógico e aligeiramento formativo. Na entrevista com os egressos foi possível identificar a transformação das funções do pedagogo a partir das diretrizes, consciência profissional, bem como lacunas formativas, onde os objetivos manifestos no Projeto Pedagógico não se efetivaram significativamente na atuação dos egressos. Foi possível evidenciar que a característica de atuação predominante do egresso é a docência na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental, área em que atuam cerca de 63% dos egressos revelando pouca expressividade na atuação em funções da gestão, com apenas 2% dos participantes atuando, e da pesquisa que se encontra no mesmo patamar de atuação. Outro fator relevante é o expressivo número de egressos atuando na educação, em especial na educação pública, o que evidenciou a importância que a IES pesquisada tem na formação das novas gerações. Dessa maneira, esta pesquisa se mostra relevante e contribui com os estudos relativos ao Curso de Pedagogia e a formação dos professores, em especial, na avaliação e aprimoramento curricular do projeto pedagógico do curso, a partir da contribuição dos egressos.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Silmara Terezinha Freitas

Resumo: A presente dissertação insere-se na Linha de Pesquisa “Educação, Políticas Públicas e Cidadania”, com o objetivo de analisar, em contexto de grande apelo à internacionalização segundo moldes defendidos por organismos internacionais e apreendidos pelo Estado brasileiro, as razões que justificam o desenvolvimento da internacionalização na Unoesc, enquanto universidade comunitária do interior de Santa Catarina. Em termos teórico-metodológicos, o processo de investigação pautou-se no método dialético, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem metodológica histórico-crítica e utilização das categorias analíticas de historicidade, totalidade e hegemonia. Essa escolha metodológica possibilitou conhecer o objeto a partir de seu desenvolvimento histórico e compreendê-lo no contexto da sociedade humana. Assim, o estudo contou com apreciação de produções científicas sobre a temática, publicadas entre os anos de 2000 a 2018, e análise de documentos de organismos multilaterais (Banco Mundial, OEI e Unesco) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), bem como de documentos da universidade pesquisada. Nesta investigação, foi trazida ao debate uma síntese histórica da implantação das universidades comunitárias catarinenses e da fundação da Unoesc, assinalando as contradições e características desse perfil institucional. Entre os resultados da pesquisa, é importante considerar que a internacionalização desenvolvida pela Unoesc, mostrou-se um processo dinâmico e contemporâneo, estando na vanguarda da discussão sobre a temática com o discurso presente em seus documentos institucionais e, principalmente, com a elaboração do Plano de Internacionalização, permeando, além dos cursos de graduação, os programas de pós-graduação stricto-sensu, buscando romper com as barreiras regionais para conquistar confiança no cenário educacional nacional e internacional. Ademais, não espera-se com este estudo esgotar o debate sobre a temática, mas, sim, entregar apontamentos pertinentes ao seu desenvolvimento, especialmente à Unoesc, fomentando o diálogo entre pesquisadores e universidades, como também uma reflexão crítica sobre ações e possibilidades em internacionalizar para além de um mero processo de relações internacionais mediadas pelo contexto da globalização, do capitalismo e das intervenções neoliberais.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Marisete Maihack Perondi

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justifica-se pela importância do início de carreira dos professores junto aos Centros de Educação Infantil do município de Maravilha e pelo reconhecimento das especificidades da docência nesse nível. Compreendemos que o início da carreira é um marco significativo para a constituição da identidade docente bem como é uma etapa fundamental do processo de desenvolvimento profissional do professor. O objetivo geral da pesquisa foi analisar a iniciação à docência na Educação Infantil de professoras do município de Maravilha e as possíveis relações deste processo com a formação inicial. A investigação teve uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados, foram realizadas entrevistas com seis professoras, todas atuando entre os cinco primeiros anos de docência na Educação Infantil no município de Maravilha. O aporte teórico desse estudo traz reflexões acerca dos percursos formativos dos professores, das especificidades da docência na Educação Infantil e da iniciação à docência de professoras, com ênfase nas professoras dessa etapa. Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo e contemplaram os processos formativos das professoras iniciantes na Educação Infantil, a relação entre a formação inicial e o ingresso na carreira e, as conquistas, os desafios e as estratégias de superação vivenciados pelas professoras pesquisadas. Constatamos alguns aspectos da formação inicial dessas professoras que contribuíram para as suas inserções profissionais na Educação Infantil. Porém, identificamos aspectos pouco desenvolvidos em suas formações iniciais e que são limitantes em suas iniciações docentes. As conquistas do início da docência dessas professoras, como, por exemplo, o acompanhar do desenvolvimento das crianças, são motivação para o trabalho que desenvolvem. As limitações da graduação mencionadas com maior destaque foram a dimensão prática da formação e o planejamento das ações docentes. A formação inicial recebida por essas docentes tem se evidenciado insuficiente para o atendimento das especificidades do trabalho com crianças pequenas. A iniciação à docência pode se constituir como um momento para a construção de conhecimentos e vivências amparadas no cotidiano da ação pedagógica. A pesquisa nos revela que essas professoras iniciantes na Educação Infantil requerem um acompanhamento, por meio de formação continuada, para que possam desenvolver-se profissionalmente e qualificar a educação que desenvolvem.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Andreia Martinazzo Braga

Resumo: Este estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). A realização desta pesquisa justificou-se pela importância da atuação das professoras alfabetizadoras no meio educativo, e pela necessidade de um estudo sobre as compreensões docentes posteriores as etapas de formação continuada oferecidas pelo Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). O objetivo geral da pesquisa foi investigar, segundo as percepções das professoras alfabetizadoras de um município do Oeste do Estado de Santa Catarina, as decorrências do PNAIC em suas formações continuadas e em suas práticas alfabetizadoras. A investigação teve uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados foram realizadas entrevistas com seis professoras alfabetizadoras almejando conhecer as experiências formativas a partir do PNAIC, evidenciando suas contribuições e possíveis necessidades formativas ainda existentes. O aporte teórico deste estudo, traz reflexões acerca de professores alfabetizadores, da formação continuada e do PNAIC. Entre outros, tomamos como base pesquisas de Ferreiro (1988), Soares (2003, 2008), Ferreiro e Teberosky (1979), Imbernón (2010, 2011), Marcelo García (1999), Nóvoa (1995a), Romanowski (2007) e Tardif (2002). Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando quatro categorias: contexto da formação do PNAIC, relações entre o PNAIC e as práticas de alfabetização, relações entre o PNAIC e a formação docente e, necessidades e possibilidades de formação continuada pós PNAIC. Observamos que a formação do PNAIC teve um caráter continuado e metódico. No tocante as decorrências do PNAIC, as percepções das seis professoras alfabetizadoras revelam aspectos positivos e negativos relativos às suas formações continuadas, bem como possibilidades e limites relativos às suas práticas alfabetizadoras. Quanto à formação essas professoras enalteceram que o PNAIC proporcionou o compartilhamento de experiências entre as professoras alfabetizadoras; o aprofundamento teórico; a formação relacionada ao contexto de atuação e; a formação mediada por profissionais do próprio grupo de trabalho. Quanto às práticas as alfabetizadoras destacaram as contribuições das teorias, a melhor compreensão sobre a avaliação dos níveis de escrita dos alunos, as possibilidades de ampliação do uso da ludicidade, a importância do planejamento e o melhor entendimento da função social da leitura e da escrita. Ademais dessa percepção bastante positiva das entrevistadas relativas as decorrências do PNAIC, elas também reconheceram que, todavia, apresentam algumas necessidades formativas. Evidenciamos que o PNAIC foi relevante para as professoras alfabetizadoras, sendo uma formação significativa para seus processos de formação docente e para a ressignificação de suas práticas.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Diego Gonçalves

Resumo: O presente estudo objetivou analisar, através da sistematização de experiências, o processo formativo da dança em espaços escolares e não escolares, bem como as contribuições para a formação humana na perspectiva da Educação Popular. A recuperação de experiências de projetos populares foi realizada com jovens do município de Xanxerê/SC, onde buscamos identificar os limites, conquistas e as possibilidades dos projetos formativos em dança. Este estudo é uma pesquisa participante de natureza qualitativa, com análise de documentos e uso de entrevistas semiestruturadas. Participaram da pesquisa 06 sujeitos, mais o pesquisador, sendo esses alunos ou ex-alunos de graduação, oriundos de escola pública, ou bolsistas de escola particular, integrantes de grupos de dança por mais de cinco anos e que escolheram a dança como profissão. O pressuposto que rege nossas análises são as experiências e as histórias de cada um dos sujeitos no que concerne aos seus processos formativos e educativos em dança. Consideramos que a dança contextualizada, na perspectiva da Educação Popular, representa a esperança e resistência contra concepções de formação na lógica da pedagogia das competências e da educação bancária. A Sistematização de Experiências constitui-se possibilidade de vivenciarmos processos formativos em dança, até então, invisibilizados. A pesquisa revelou a relação contraditória entre formação, dança e autoformação, mostrando que o trabalho do (a) bailarino (a) sofre influências da sociedade capitalista: competitiva e individualista. Ao recuperar histórias e apresentar as experiências em dança, nos contextos escolares e não escolares, evidenciamos a ausência de projetos de Educação Popular com base em Freire na cidade de Xanxerê. Contudo, são de suma importância as práticas educativas escolares e não escolares promovidas por educadores críticos, pois elas podem ser as possibilidades de rompimento da lógica de educação nos moldes da cultura dominante, cujos valores da competitividade e do individualismo predominam sobre os da coletividade e solidariedade. Verificamos a importância e necessidade de espaços de reflexão e de socialização de experiências de projetos educativos realizados com jovens. Acreditamos que a dança contextualizada seja um instrumento teórico-prático de luta política e pedagógica, que contribui para a indissociabilidade entre Educação Popular e dança-formação. Nessa concepção, autoformação e formação compõem a concepção de dança-contextualizada, contribuindo para a consolidação de experiências de projetos educativos populares consubstanciados na Educação Popular.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui

Autor: Michele Luciane Blind de Morais

Resumo: Ao longo das últimas décadas, a temática da accountability tem impulsionado pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento a debruçar-se sobre o tema. Com intuito de contribuir com esses estudos, a presente dissertação, inserida na linha de pesquisa Educação, Políticas Públicas e Cidadania, tem por objetivo analisar características da produção acadêmica sobre accountability educacional no Brasil, de modo a compreender diferentes possibilidades de abordagem e suas especificidades na educação. Tomando por base a vertente crítica, a perspectiva epistemológica adotada na investigação atende aos pressupostos da metodologia histórico-crítica de análise. O referencial teórico que fundamenta a investigação conta com estudos de O’Donnell (1991; 1998; 1998a; 2017), Bresser-Pereira (1996; 1998; 2007), Bobbio (1998), Afonso (1999; 2000; 2009; 2009a; 2009b; 2010; 2010a; 2013), Dahl (2001), Maluf (2008), Tello e Mainardes (2015), Tonieto (2018), entre outros. O percurso metodológico adotado foi orientado pelos pressupostos da pesquisa bibliográfica e documental tendo sido utilizados, para levantamento e análise de dados empíricos e informações, instrumentos técnicos que informam a metapesquisa, para o quê o recurso da análise de conteúdo é tido como fundamental. A hipótese construída com base na empiria levou em conta a predominância, no campo da educação, de uma tradução, e também uma interpretação, pouco aprofundadas sobre a capacidade heurística da accountability. Os resultados alcançados a partir dos estudos teóricos realizados na dissertação demonstram a imprescindibilidade de accountability nos ordenamentos e na dinamização das relações sociais em vista, principalmente, das conformações mais contemporâneas das formas de governo regradas por regimes políticos democráticos recém-implantados ou reintroduzidos em países que passaram por ditaduras entre os anos de 1970 e 1980. Nessa direção, reforçam a ideia de que os estudos sobre este tema devem ter em conta as relações entre Estado e democracia nos contextos em que ela ganha assento. No tocante à empiria, o estudo aprofundado de um conjunto de teses que tocam no tema da accountability educacional permitiu constatar a inexpressividade de pesquisas que discutem o tema a partir de suas bases conceituais. O diálogo interdisciplinar, que poderia favorecer ampliação da capacidade analítica e aprofundamento teórico do tema, fica subsumido em favor de um discurso de conformação ao já dito. Chama atenção para algumas fragilidades epistemetodológicas nas pesquisas sobre o tema, tanto no tocante à capacidade heurística da expressão, assim como em relação aos aspectos epistemológicos e estruturais de investigação. Em termos de potenciais estudos sobre o tema, realça um leque de opções de análise quer seja pela novel entrada da accountability nas políticas educacionais ou mesmo pela falta de estudos que levem em conta diferentes perspectivas de análise. Favoravelmente à ideia de que as ferramentas que regulam a ação pública podem ser diferentes e contribuir para a construção de formas diferentes de accountability (duras ou brandas, democráticas ou gerenciais), reconhece a necessidade de análises que explorem abordagens empíricas da prestação de contas nas políticas para a melhoria da qualidade educacional. Nessa direção, chama atenção para a necessidade de estudos sobre os usos empíricos da accountability orquestrados por tribunais de contas dos estados e municípios brasileiros visando à implementação das disposições contidas na Base Comum Curricular. Por fim, destaca contribuições que estudos epistemológicos sobre a metapesquisa podem oferecer na realização de investigações de alto nível.

Para vizualizar o arquivo na íntegra, clique aqui


Voltar
Acesse o site da Unoesc pelo seu celular.