Programa de Pós Graduação em Educação

Dissertações

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DISSERTAÇÕES RECENTES

Autor: Priscila Alves de Oliveira da Costa

Resumo: O objetivo dessa dissertação foi investigar como a constituição docente e as práticas pedagógicas das professoras em início de carreira, na educação infantil, são implicadas pelas experiências anteriores como auxiliares de sala. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utilizou a entrevista como instrumento de coleta de dados, contando com a colaboração de cinco professoras de educação infantil em início de carreira, considerando os cinco primeiros anos na docência como titular em sala. A fundamentação deste estudo provoca reflexões acerca da educação infantil, das práticas pedagógicas e das profissionais que atuam nessa etapa da educação básica, bem como os processos formativos, o início de carreira e a constituição docente. Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando as seguintes categorias: a experiência de auxiliar de sala, a constituição docente e as práticas pedagógicas. Constatamos que as experiências anteriores, como auxiliares de sala, foram significativas para as professoras. As docentes relataram que algumas vezes suas atividades de auxiliares estavam mais voltadas aos cuidados corporais para com as crianças e que pouco participavam do planejamento das práticas pedagógicas. Todavia, suas vivências em salas de educação infantil, como auxiliares, contribuíram significativamente nas constituições docentes e suas atuais práticas pedagógicas, pois perceberam como agir frente às situações no cotidiano da instituição, da sala e frente à educação das crianças. Percebemos uma fragilidade na formação inicial dessas professoras no que se refere à relação entre teoria e prática nos cursos de licenciatura. Apesar de terem a experiência como auxiliar, todas as professoras mencionaram o medo sentido quando do ingresso na carreira docente. As pesquisadas revelam carregar marcas das professoras com quem trabalharam como auxiliares em suas práticas e destacam que valorizam as experiências significativas, o olhar atento a cada criança, o lúdico, o brincar e o desenvolvimento integral dos pequenos. Por mais que elas apresentaram críticas quanto à divisão de trabalho com as professoras titulares enquanto auxiliares, atualmente parece que elas reproduzem a mesma prática. Concluímos que mesmo com suas experiências anteriores como auxiliares e com a formação em curso de licenciatura, o ingresso na carreira produz desafios na constituição e na prática docente que merecem ser observados em momentos de formação continuada.

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Autor: Mauro Volney Giuliato

Resumo: Este estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justificou-se pela necessidade e importância de entendimento do porquê professores em início de carreira desistem de atuar na docência superior. O objetivo geral foi analisar as razões que levam docentes da Educação Superior em início de carreira abandonar a docência. A partir deste, pretendeu-se refletir em torno das seguintes questões de pesquisa: o que caracterizou seus ingressos na carreira docente? Como as professoras iniciantes, que abandonaram a carreira docente superior, caracterizam sua experiência docente? O que motivou o abandono da docência por parte destas profissionais? A investigação partiu de uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados, foram realizadas entrevistas com cinco ex-professoras. O aporte teórico deste estudo traz reflexões e aproximações sobre a docência, a escolha pela docência, a ciclo de vida profissional docente, a iniciação à docência e também o abandono docente. Entre outros, foram utilizados os seguintes autores: Akkari e Tardif (2011), Feldkercher (2018), Huberman (1995), Zanchet; Fagundes e Facin (2012), Carlotto; Câmara e Oliveira (2019), Almeida (2008), Cunha (2017), Pimenta e Anastasiou (2008), Zabalza (2004) e Isaia; Maciel e Bolzan (2010). Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando as seguintes categorias: o ingresso na carreira docente, a experiência docente e o abandono da docência. Constata-se que os motivos do ingresso na profissão – como, a admiração pela profissão e o desejo de desenvolver pesquisa - estabelecem expectativas que são, por vezes, frustradas mediante as marcas deixadas na atuação das docentes em início de carreira. A experiência docente das professoras foi marcada pela necessidade de intensos estudos, de muitos planejamentos de aula, por relações difíceis entre pares, pela sobrecarga de trabalho, pela pouca ou nenhuma formação pedagógica, pelo desencontro entre os ideais das professoras e os das instituições e, fortemente, pela lógica mercadológica presente na educação superior. Assim, a decisão pelo abandono da docência foi sendo construída por cada uma das ex-docentes tendo por base a soma de suas experiências e frustrações.

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Autor: Layana Gabriela Silva Paiva Meneghini

Resumo: Esse estudo investiga se e como a Literatura pode se constituir uma ferramenta de resolução de conflitos interpessoais na escola. Sua relevância consiste em oportunizar a análise e discussão da literatura, em seus diversos gêneros artísticos e culturais, como ferramenta da ação pedagógica para favorecer a reflexão, de crianças e adolescentes, a respeito dos inúmeros conflitos cotidianos que podem gerar situações de violência, agressões verbais e físicas e promover mudanças em seus comportamentos. Respalda-se, metodologicamente, nos princípios da abordagem qualitativa de cunho exploratório, uma vez que há grande interesse em estudar os fatores que interferem no modo de intervir da escola, diante dos conflitos interpessoais. A coleta de dados foi realizada em seis instituições de ensino vinculadas a 7ª GERED – Gerência Regional de Educação, nos Municípios de Joaçaba e Herval D’Oeste. A amostra foi composta por uma coordenadora pedagógica e seis professoras e professores, por meio de entrevista semiestruturada com gravação de voz, buscando coletar dados a respeito dos projetos e atividades que foram ou que serão realizados com o objetivo de lidar com situações envolvendo conflitos interpessoais no cotidiano escolar. O referencial teórico que embasa esta investigação foi composto por estudos de Piaget (1996); Vicentin (2010); Vinha e Tognetta (2009); Trevisol (2015/2016); Leme (2004/2006/2011) Puig (1998); dentre outros autores. Como procedimento de análise de dados, foi utilizada a análise de conteúdo das respostas dos profissionais participantes, considerando os objetivos da pesquisa e estabelecendo relação com o referencial teórico. Os dados coletados e analisados permitiram verificar que a coordenadora pedagógica, professoras e professores que atuam nas instituições pesquisadas compreendem a importância da Literatura como ferramenta de trabalho capaz de promover ações reflexivas entre os alunos, proporcionando um ambiente cooperativo que reflete na mudança de atitudes frente ao(s) outro(s). Evidenciou-se em todas as escolas pesquisadas, atividades e projetos voltados para a resolução de conflitos interpessoais, bem como, o comprometimento dos professores em relação à educação moral. Nessas instituições foram desenvolvidas atividades de acordo com as necessidades que são observadas no cotidiano dos alunos, tais como: questões de combate ao preconceito racial e bullying, prevenção ao suicídio, diminuição nos índices de evasão escolar e demais problemas de relacionamento. Contudo, constatou-se que se faz necessário o planejamento de formações continuadas visando o incentivo à promoção de atividades interdisciplinares e um maior envolvimento dos professores de outras disciplinas nessas atividades, uma vez que foram desenvolvidas apenas pelos docentes da área de linguagens. Outro aspecto observado está no fato de que faltam recursos para a manutenção e continuidade de alguns projetos literários e culturais nas escolas. Investir na educação moral por meio do trabalho com a literatura constitui uma das alternativas de resolução dos conflitos interpessoais escolares e é fundamental que a importância dessas atividades seja compreendida e reiterada nos projetos pedagógicos dessas instituições.

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Autor: Mirian Gregorio Ferreira

Resumo: A presente pesquisa teve o objetivo de investigar a inclusão social de imigrantes haitianos, no que se refere ao trabalho e a educação, na região Meio Oeste catarinense. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa qualitativa com abordagem de campo. A pesquisa foi realizada nos municípios de Joaçaba e Herval d’Oeste, em Santa Catarina, e envolveu 11 imigrantes haitianos, adultos, de ambos os sexos. A coleta de dados ocorreu mediante entrevista semiestruturada com os participantes da pesquisa, por vezes, mediada por um tradutor. A organização da análise dos conteúdos ocorreu a partir dos dados coletados nas entrevistas com os haitianos. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram: Freire (1967; 1996; 2020), Frigotto (1989), Arroyo (2003; 2012), Saviani (2020), Sayad (1998), entre outros que, em maior ou menor grau, contribuíram para a compreensão do fenômeno estudado. A análise dos dados revelou que a inclusão social de imigrantes haitianos em Joaçaba e Herval d’Oeste acontece de forma lenta e permeada por inúmeros desafios. A região é considerada promissora e a sociedade regional percebida como acolhedora. Entretanto, o caráter assistencialista das ações e o desconhecimento das nuances que envolvem o fenômeno migratório de haitianos para o Brasil, especialmente o Meio Oeste catarinense, estruturam formas de violência cultural implícitas e explicitas, que definem e regulam a identidade, o lugar e espaço dos haitianos na sociedade regional. O trabalho, fonte de subsistência, satisfação e realização pessoal, também é motivo de sofrimentos e inaptidão social. A precarização do trabalho tem usurpado o corpo, o tempo e as energias de trabalhadores haitianos, de modo que a efetiva integração com a sociedade local fica comprometida. As relações de trabalho estão permeadas por tensões, abusos e injustiças. Pequenos e médios empregadores locais, de diversos setores, demonstram resistência quanto à contratação de imigrantes haitianos. O trabalho para mulheres haitianas é marcado pela violência étnico-racial e de gênero. A educação é reconhecida como importante meio de acesso e integração à cultura brasileira e regional. O ingresso de haitianos adultos nos espaços educativos se restringe a Educação de Jovens e Adultos, formação técnica e de preparação para o trabalho. Os imigrantes haitianos, residentes em Joaçaba e Herval d’Oeste, não dispõe de senso de coletividade, essa dispersão os fragiliza, além de adiar importantes articulações junto à sociedade regional. Essa constatação sinaliza urgência de articulação dos imigrantes haitianos enquanto coletivo, para dar suporte, reivindicar direitos e criar espaços de reconhecimento e expressividade cultural. A trajetória de imigrantes haitianos em Joaçaba e Herval d’Oeste está sendo marcada por um histórico de lutas e esperanças.

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Autor: Deysi Maia Clair Kosvoski

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). Situa-se no campo da formação de professores, e dedica-se ao estudo da aprendizagem da docência considerando duas das suas dimensões: a dimensão pessoal e a dimensão profissional. Compreende-se o apreender a ser professora constituído de forma complexa e processual, ao longo da vida e da formação acadêmica, influenciado por teorias, práticas, experiências, vivências, relacionamentos estabelecidos com pares e profissionais mais experientes. O problema de pesquisa norteador dessa investigação foi: o que as graduandas do último ano do Curso de Pedagogia da Unoesc apreendem sobre ser professor, tomando como referência a prática docente de seus professores? Teve como objetivos específicos: a) descrever as práticas docentes dos professores do curso de Pedagogia da Unoesc sob a ótica das graduandas; b) analisar, na perspectiva das graduandas, as aprendizagens da docência relativas à dimensão profissional presentes nas práticas de seus docentes; c) analisar, na perspectiva das graduandas, as aprendizagens da docência relativas à dimensão pessoal presentes nas práticas docentes dos professores formadores. A base teórica contou com Nóvoa (1995, 2007, 2009, 2017, 2019), Libâneo (1999, 2004, 2006, 2015), Pimenta (1999, 2017), Marin e Pimenta (2018), Isaia e Bolzan (2006, 2007), Bolzan e Isaia (2008), Trevisol e Costa (2018), Lopes (2004), Pensin (2019), Feldkercher (2015), Marcelo García (1999), Zabalza (2004), Dardot e Laval (2016), Maués (2003, 2005), Shulman (2003, 2004, 2005), Scheibe (2008), Franco (2013, 2015, 2016), entre outros. A base empírica dessa investigação se caracteriza como de natureza qualitativa, de cunho exploratório. A amostra foi constituída por graduandas do Curso de Pedagogia, cursando a primeira graduação, regularmente matriculadas (2019/2) na 8ª fase e que atuassem em alguma função escolar na educação básica. A coleta de dados ocorreu nos Campus da Unoesc de Capinzal, Campos Novos, Videira, Xanxerê e São Miguel D`Oeste, em que o Curso de Pedagogia é oferecido. Como procedimento de coleta de dados, utilizou-se um questionário, composto por questões abertas e fechadas, aplicado às 86 graduandas matriculadas na oitava fase do curso, das quais foram entrevistadas 11 graduandas. A partir dos critérios de inclusão e exclusão da população restou a amostra de 41 graduandas respondentes do questionário e 6 entrevistadas. O questionário, nas questões fechadas, teve como objetivo caracterizar a amostra e, nas questões abertas e na entrevista com as 6 graduandas, buscou-se analisar a compreensão das acadêmicas em relação a apreender a ser professora. Como procedimento de análise dos dados, efetuou-se a análise do conteúdo das respostas das pesquisadas considerando o referencial teórico e os objetivos da pesquisa. Os dados coletados e analisados evidenciaram que o que as graduandas apreendem sobre ser professor, tomando como referência a prática docente de seus professores, compreende aspectos que correspondem as dimensões pessoal e profissional da docência. Apreender a ser professor ocorre ao longo do curso, de forma integrada, contínua e processual, pelo conjunto de disciplinas, atividades formadoras, exemplos de ação docente e de ser docente. As graduandas apreendem com a práxis de seus professores e realizam suas práticas pedagógicas de forma reflexiva e intencional.

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Autor: Susimar Inês Peretti

Resumo: A presente dissertação versa sobre políticas de avaliação da educação básica. Tem por objetivo central analisar indícios técnico-políticos que corroboram a perspectiva de consecução de um sistema de avaliação externa da educação básica para o estado de Santa Catarina, identificando objetivos e finalidades, manifestos ou latentes. A hipótese central que orienta a investigação sustenta-se na ideia de criação de um sistema próprio de avaliação externa da educação básica para o estado de Santa Catarina. O percurso teórico-metodológico foi orientado nos pressupostos da pedagogia histórico-crítica e teve em vista revisitar características do Estado Avaliador, buscando compreender a atuação da OCDE na construção de um determinado modelo de avaliação da educação básica para o território catarinense; apontar, com base em aspectos históricos relacionados à avaliação, indícios que evidenciam coerência de iniciativas pregressas com práticas de avaliação de largo espectro da educação básica, praticadas no Brasil a partir do final dos anos de 1980; revisitar a história do Saeb, de modo a identificar possíveis aproximações com os objetivos e finalidades de ações previstas ou em curso em Santa Catarina para implantação de um sistema de avaliação da educação básica para o estado; e identificar ações previstas e em curso no estado de Santa Catarina que possam indiciar intencionalidades na implantação de um sistema estadual de avaliação do desempenho dos estudantes, da educação básica, considerando objetivos declarados na sua propositura e intenções latentes na sua consecução. As estratégias metodológicas empreendidas envolvem estudo bibliográfico, estudo documental e levantamento de campo com realização de entrevistas, conversas informais e leitura de notícias disponíveis na página da web da Secretaria de Estado da Educação e de algumas instituições estaduais, tais como da Undime-SC, e do Consed. Os resultados evidenciaram um conjunto significativo de medidas, ações e programas desenvolvidos ou em desenvolvimento no estado e que remetem ao interesse de implantação de um sistema de avaliação externa da educação básica para Santa Catarina. Evidenciaram, ainda, que é no atual governo do estado onde as tratativas nesta direção estão mais avançadas. O projeto de implantação de um sistema de avaliação da educação básica está implicado em um acordo de cooperação entre o estado e os municípios com previsão de cobertura de todas as escolas do território catarinense. Embora ainda bastante difusas, as ações em curso evidenciam que o sistema de avaliação pretendido deverá reforçar o modelo atual de Estado Avaliador, que inclui o uso de ferramentas e mecanismos de accountability numa perspectiva neoconservadora e gerencial.

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Autor: Elisandra Gozzi

Resumo: A presente dissertação foi desenvolvida no interior do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste Catarinense, na linha de pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Cidadania. Tivemos em vista compreender o Programa Mais Alfabetização, tendo como foco central o Assistente de Alfabetização, expressão concreta da incorporação de relações de trabalho precarizadas na escola pública, particularmente nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental. O objetivo geral foi analisar o sentido e os elementos de sustentação do Programa na Rede Municipal de Ensino de Concórdia-SC, pondo em evidência a constituição do Assistente de Alfabetização. Para tanto, contextualizamos as políticas educacionais pós-reforma do Estado, nos anos de 1990, no Governo de Fernando Henrique Cardoso. Tal reforma operou mudanças no mundo do trabalho docente, desaguando em formas precárias de contrato, entre elas a do Assistente com repercussões municipais e estaduais. O Programa existiu apenas dois anos – 2018-2019 –, tendo sido substituído pelo Programa Tempo de Aprender em 2020, no Governo de Jair Bolsonaro. Metodologicamente, percorremos três caminhos: 1) coleta, sistematização e exame da documentação nacional e local; 2) levantamento e análise da produção acadêmica acerca do tema, focando o Programa e o trabalho voluntário na alfabetização de crianças da escola pública e 3) diálogo com autores que nos ofereceram categorias analíticas para a crítica a ele. Entre os resultados da pesquisa, percebe-se que a referida política foi criada em razão dos baixos índices alcançados pelos alunos na Avaliação Nacional da Alfabetização, em 2016. Para resolver o problema, o Ministério da Educação, ainda no Governo Temer, criou a figura do Assistente de Alfabetização, um trabalhador voluntário para auxiliar o professor de alfabetização. Recrutado com critérios flexíveis e sem exigência de formação, no caso de Concórdia, o Programa atendeu a apenas sete (26,92%) das escolas, dezoito (24,65%) professores alfabetizadores do total de setenta e três; trezentos e trinta e três alunos (27,38%) dos 1.362 da rede municipal de ensino. Este profissional atuou nas escolas públicas municipais sem qualquer vínculo empregatício, sem salário, sem direitos, acentuando a precariedade da educação pública e comprovando o progressivo abandono pelo Estado da Educação Básica pública.

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Autor: Jaqueline Santos Silveira

Resumo: Este trabalho dissertativo propõe refletir sobre a potencialidade da estética enquanto experiência humana capaz de gerar novas narrativas, novas possibilidades de vida, chamadas aqui, narrativas de esperança. Diante da imposição das narrativas utilitárias produzidas em contexto neoliberal e que se alastram de modo avassalador nos diversos âmbitos sociais, é preocupante que os sentidos de humanidade e desenvolvimento humano estejam pautados por discursos absolutos de poder. Nesse sentido, proponho refletir acerca de quais narrativas podem surgir diante de uma padronização do humano, diante de um modelo já concebido como exitoso, e invocamos as narrativas de esperança como forma de resistência e oposição às narrativas da utilidade, assumindo que as primeiras se constroem e se fazem pela estética e pela experiência estética via artes. Trata-se de uma manifesto em defesa das experiências estéticas como pulsares para a vida, para que a condição de mera vida, utilizando a expressão benjaminiana, possa ser substituída pela ampliação de sentidos, de afetos, de saberes e de impulsos para uma existência aberta, com múltiplas possibilidades de ser, e não uma existência redutora.

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Autor: Lucas Morais da Silva

Resumo: Esta dissertação vincula-se a Linha de Pesquisa Processos Educativos e tem por objetivo investigar os motivos da evasão escolar no ensino médio, apresentados por uma amostra estudantes que frequentaram escolas públicas vinculadas a 7ª GERED (Gerência Regional de Educação) de Joaçaba, entre os anos de 2017 e 2018. A pesquisa caracteriza-se como um estudo exploratório de natureza qualitativa. A amostra foi constituída por seis (06) alunas e quatro (04) alunos, com idades entre 18 a 23 anos, que frequentaram o ensino médio, em escolas públicas estaduais localizadas nos municípios de Joaçaba, Herval D´Oeste, Luzerna e Ouro. Para o procedimento de coleta de dados foi utilizado uma entrevista com um roteiro de questões semiestruturadas. Na metodologia de análise dos dados utilizou-se a técnica de análise textual discursiva. Os dados coletados e a análise textual discursiva realizada sobre eles nos permitiram evidenciar que os motivos apontados pelos estudantes pesquisados, em relação a evasão escolar, estão vinculados a variáveis intraescolares e extraescolares. No que se refere as variáveis intraescolares foram identificadas três unidades de sentido: currículo extenso e aligeirado; promessa de que o estudo represente o alcance de um futuro melhor; reprovação e as marcas da experiência de fracasso escolar no tempo presente e futuro dos/as estudantes. Em relação as variáveis extraescolares, três unidades de sentido foram identificadas: a inserção do jovem no mercado de trabalho visto as necessidades pessoais e familiares e os impactos desse compromisso com a vida escolar; a gravidez na adolescência que promove uma condição de vulnerabilidade na estudante/adolescente; a influência do núcleo familiar na evasão do estudante. O contato da família com a escola é fundamental para que essas instituições juntas possam colaborar com a orientação e encaminhamentos em relação as preocupações e problemas desse tempo de vida do aluno/estudante. O desafio da evasão escolar no ensino médio é complexo e possui em sua base um conjunto de variáveis que demandam ser conhecidas por todos os envolvidos no contexto escolar. Nesse sentido, faz-se necessário um “olhar diferenciado” sobre os/as estudantes dessa etapa por meio do envolvimento de diferentes profissionais e de projetos escolares estruturados que oportunizem espaços para a verbalização dos desafios que enfrentam ou que lhes atemorizam. Compreender o que os estudantes pensam pode se constituir um primeiro sinalizador de mudanças nesse cenário excludente.

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Autor: Mariane Aparecida Talamini Goetten

Resumo: Este estudo encontra-se vinculado à Linha de Pesquisa Processos Educativos do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), Mestrado em Educação, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justifica-se pela necessidade de compreender o percurso formativo dos professores de língua portuguesa, a fim de relacionar com suas práticas em sala de aula, já que várias pesquisas mostram a grande defasagem dos alunos em tal disciplina. Teve por objetivo geral investigar, segundo as professoras iniciantes de Língua Portuguesa (LP), as relações entre suas formações para a docência e suas práticas de ensino. Este estudo teve de abordagem qualitativa. Quanto aos procedimentos de coleta de dados foram realizadas entrevistas com quatro professoras de língua portuguesa, em início de carreira, docentes estas dos municípios de Curitibanos e de São Cristóvão do Sul, Santa Catarina (SC). Foi utilizada a análise de conteúdo para o trabalho com os resultados. O aporte teórico desse estudo traz reflexões acerca da formação inicial e continuada, do ciclo de vida profissional docente e das práticas de ensino dos professores de língua portuguesa. Os principais autores que deram sustentação teórica a este estudo foram Guedes (2006), Huberman (1995), Marcelo García (1999), Nóvoa (1995a, 1995b), Pimenta (1998, 2018) e Soares (2005). Nossas discussões estão pautadas em três categorias de análise: 1) iniciação à docência das professoras de LP; 2) práticas de ensino das professoras iniciantes de LP e; 3) formação docente e práticas de ensino. Entre os resultados, constatamos que o retorno dos alunos, por exemplo, é uma das conquistas do início de carreira para as entrevistadas; o desafio de maior incidência que elas presenciam nesse início de carreira são as salas cheias e a estratégia mais usada pelas professoras para superação dos desafios são as pesquisas individuais. Quanto ao ensino em LP, a maioria das docentes considera a disciplina difícil de ensinar e acredita que a leitura é a maior dificuldade. Dentre as estratégias utilizadas para superar tais dificuldades, as professoras recorrem, por exemplo, à leitura, como forma de melhorar o ensino. Sobre suas formações iniciais, observamos que as respostas foram divididas: para algumas professoras, a formação as preparou para a docência, enquanto que para outras, não as preparou. A contribuição da graduação mencionada com maior destaque foi o estágio curricular supervisionado. A pesquisa nos revela a necessidade de uma formação consistente, a qual relacione os saberes teóricos aos práticos, evidenciando a realidade escolar e uma prática reflexiva. Além disso, as professoras iniciantes de LP requerem um acompanhamento por meio da formação continuada, a fim de se desenvolverem profissionalmente e qualificarem os processos de ensino que exercem.

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Autor: Laudemir Bonamigo

Resumo: Vinculada ao curso de Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc – e guiada a partir da Linha de Pesquisa Processos Educativos, a presente dissertação foi gestada e nutrida pelas ideias do Antropólogo, Sociólogo e Filósofo francês judeu de origem sefardita Edgar Morin e do neurobiólogo chileno Humberto Maturana Romesín. As reflexões destes autores, expressas por meio da Teoria da Complexidade, da Autopoiese e da Biologia do Amor são trazidas a partir de uma pesquisa bibliográfica que reflete as possibilidades de se realizar formações docente que contemplem o ensino pela complexidade, promovendo o reconhecimento e a valorização do ser humano. Ressalto que a origem deste trabalho acadêmico surgiu da inquietação que emana da formação docente na contemporaneidade, uma formação ainda centrada no ensino de fórmulas e regras que desconsideram a possibilidade de se vislumbrar por meio da docência a humanidade do ser. Envolto pelo desejo de refletir sobre a formação docente, busco por meio do objetivo geral compreender em contextos de complexidade e diversidade por que e como oportunizar experiências formativas aos professores dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, visando vivências humanizadoras. Já as questões de pesquisa que balizaram meu pensar ao longo dessa produção científica indagavam acerca de: O que é formação? Que perspectivas possibilitam reconhecer e compreender a existência da complexidade e da diversidade? O que são e como se caracterizam experiências formativas humanizadoras? Em consonância com as questões de pesquisa e o objetivo geral, os objetivos específicos almejam: Compreender o que é formação? Investigar bases teóricas sobre complexidade e diversidade na perspectiva de um diferente fazer educativo. Reconhecer possibilidades formativas de caráter humanizador. O curso de reflexões desenvolvido por meio dessa dissertação aponta para uma veemente necessidade de se ressemantizar a formação docente, gerando assim a profanação da hiperespecialização que segrega os saberes e os humanos. Resgatar o humano por meio de propostas educativas que contemplem o amor e o afeto componentes essenciais da odisseia da vida, mas essencialmente traduz a intensa necessidade de editarmos um novo fazer educativo a partir de pressupostos que respeitem o ser humano em sua complexidade, diversidade e humanidade.

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Autor: Simone Aparecida Radavelli

Resumo: Essa pesquisa, em nível de mestrado, está vinculada a linha de pesquisa de Processos Educativos e objetiva investigar as concepções de creche, na perspectiva das famílias e dos poderes legalmente instituídos. Os autores de sustentação teórica utilizados para o desenvolvimento da pesquisa, análise e discussão dos resultados foram: Dermeval Saviani (2004; 2013), Moysés Kulhmann Jr. (2000; 2015), e Bourdieu (1984; 1989; 1996; 1997a; 1997b; 2000; 2001a; 2001b; 2003; 2007). A base empírica dessa pesquisa se constituiu por meio de um estudo exploratório, de natureza qualitativa. A amostra foi constituída por dez mães que possuem filhos matriculados em creches municipais, uma moradora local que participou do processo de implementação de creches domiciliares e representantes do Poder Executivo, da Câmara de Vereadores, da Secretaria de Educação, da Promotoria Pública, do Conselho Tutelar e da Assistência Social. Como procedimentos de coleta de dados foram utilizados a pesquisa nos documentos oficiais (decretos, resoluções, relatórios); materiais de Educação Infantil distribuídos nas creches municipais pelo Ministério da Educação; as fichas de inscrição para lista de espera municipal; entrevista e questionário. A análise dos dados se deu por meio dos números apresentados pela Secretaria de Educação frente ao atendimento de crianças na espera por vagas; das respostas das mães entrevistadas de acordo com a sua concepção de creche; e, das respostas dos poderes legalmente instituídos de modo a verificar sob que circunstâncias atuam para que o direito subjetivo a educação da criança de 0 a 3 anos seja cumprido. A análise levou em conta a apreciação do conteúdo/linguagem em uma linha a partir dos conceitos de habitus (exprime a ação do sujeito) e campo (lugares abstratos que se originam na trama das relações concretas) propostos por Bourdieu (2003). Os resultados apontam que, há uma preocupação emergente dos poderes instituídos em ampliar o atendimento do direito da criança à creche e todos seguem a mesma linha de raciocínio no que se refere à dificuldade de manutenção da vaga respaldando o Executivo e a Secretaria Municipal de Educação nessa empreitada. As mães que possuem seus filhos matriculados também evidenciam reconhecer essa realidade municipal, preocupando-se com a manutenção da própria vaga e vaga de outrem, e se percebe nas suas proposições que a matrícula da criança, na maioria das vezes está atrelada à necessidade de trabalho, não evidenciando a vaga de creche como direito da criança. Considerando os resultados obtidos é possível constatar que tendo o conhecimento antropológico e a historicidade constitutiva dos agentes e de seu espaço de ação numa visão racionalista e ampliada, temos material necessário para a compreensão do sistema das relações de eufemismo, ou relações arbitrárias, nas quais os indivíduos se encontram inseridos, ou seja, o campo, e que exprimem de forma mais declarada as opiniões e intenções da realidade objetivada, o habitus.

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Autor: Andrea Vergara Borges

Resumo: O presente trabalho vincula-se à Linha de Pesquisa em Educação, Políticas Públicas e Cidadania do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unoesc e tem como objeto de investigação as políticas de avaliação da Educação Superior. O objetivo geral consiste em analisar possíveis repercussões das políticas de avaliação da Educação Superior em processos de elaboração/revisão do Projeto Pedagógico do Curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste de Santa Catarina, ofertado desde o ano de 1998. Do ponto de vista teórico-metodológico, prioriza análise qualitativa com abordagem histórico-crítica do fenômeno em tela, valendo-se dos recursos técnicos de análise documental, de conteúdo e da realização de entrevistas. Em termos concretos, revisita os programas de avaliação da Educação Superior implantados no Brasil, entre os anos de 1983 a 2004, evidenciando características distintivas e idiossincrasias de cada programa sob o lume das reformas administrativas e do Estado brasileiro ocorridas entre os anos de 1936 a 1995, que, na educação superior, tiveram como uma de suas repercussões a implantação de políticas de avaliação educacional. No tocante ao estudo de campo, efetua análise contrastiva entre sete versões do Projeto Pedagógico do curso, valendo-se de dados coletados em entrevistas com coordenadores do referido curso e em documentos dos programas de avaliação a que correspondem as revisões do respectivo Projeto Pedagógico. Verifica que, das oito versões decorrentes das revisões do Projeto Pedagógico do curso, seis delas incidiram sobre a organização pedagógica e curricular, aspectos estes que nos permitem indiciar congruências com os pressupostos fundamentais de dois programas de avaliação da Educação Superior: o ENC, vigente nos anos de 1994 a 2003; e o Sinaes, em vigor até a presente data. Em termos conclusivos, destaca que a avaliação da educação superior foi e continua sendo um elemento importante para o desenvolvimento de políticas educacionais posto que constitui um dos principais mecanismos de regulação da qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação das instituições públicas e privadas de educação superior. À luz dessa perspectiva, foi possível constatar certa tendência ao alinhamento entre o Projeto Pedagógico do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoesc e o que preconizam as diretrizes curriculares dos programas de avaliação a que se referem, mormente o ENC e o Sinaes. Essa tendência torna-se ainda mais evidente quando analisamos PPCs de cursos de graduação na sua relação com a política do Sinaes.

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Autor: Tulainy Parisotto

Resumo: A dissertação se situa no campo das políticas educacionais e tem como objeto de estudo o projeto Escola única em tempo integral, do sonho à realidade, elaborado pela Secretaria da educação do município de Joaçaba/SC, parte fundamental da Proposta de articulação para construção de uma escola única e em tempo integral. 2017/2020 (PA). O objetivo foi responder em que medida o discurso educacional comodificado e uma nova edificação conferem sentido à política de concentração de alunos proposta pela Secretaria Municipal de Educação de Joaçaba/SC pela via da construção de uma escola única e em tempo integral, pautada pela racionalização de recursos. No plano teórico, destacam-se estudos de autores na área da educação e da arquitetura. Na educação, foram importantes as concepções de Montaño (2014), Laval (2004) e Harvey (2008) e na arquitetura, Bencostta (2005), Viñao Frago e Escolano (1998) e Kowaltowski (2017) nos ajudam a tornar evidente as relações estabelecidas entre arquitetura e o espaço escolar. Concernente aos procedimentos metodológicos, a investigação compreende análise das relações dialéticas entre a linguagem e a prática social, trabalhando com concepções de enunciação, formação discursiva e interdiscurso, com vistas a investigar como se manifestam as ideologias em diferentes formas de produção de consenso. Os dados empíricos foram levantados a partir da leitura da PA, sendo agregados os projetos arquitetônicos desenvolvidos pelos acadêmicos do curso de Engenharia Civil da Universidade do Oeste de Santa Catarina; os relatórios elaborados no trabalho de conclusão de graduação e o relatório desenvolvido no Estágio Supervisionado II, por solicitação da municipalidade. O cotejamento da base teórica aos dados obtidos na pesquisa empírica permitiu concluir que: 1) A arquitetura é transformada em um discurso inaugural, cooperando para fazer acreditar que exista uma solução, a ser materializada no plano fenomênico em uma edificação, para problemas históricos estruturais; 2) o apelo ao novo encobria no seu discurso a racionalização de custos; 3) a política de concentração favoreceria a individualização de sujeitos, inibindo a participação efetiva da sociedade, bem como seu engajamento sócio-político. Dada as referidas asserções, sobressaem reflexões que possibilitam demonstrar como a arquitetura é utilizada como discurso inaugural, na tentativa de convencimento para a aceitação de uma política; e o descaso dos gestores municipais com a comunidade e com a educação, uma vez que ao pensar uma política voltada para elevar uma pretensa qualidade do ensino de Joaçaba, o município transfere para a comunidade a necessidade da adesão de todos, fato que não significaria melhoria das funções educativas essenciais da escola e não asseguraria uma formação do indivíduo para o pleno exercício da cidadania. Dado o caráter paradoxal do conjunto de ações informadas, a relevância da problemática estudada reside na necessidade de desnaturalização das estratégias do apelo verbal presente nos documentos como forma de sustentar, de maneira passiva, no vislumbre do novo, a racionalização de custos e a ausência de comprometimento com concepções fundamentais e que resta dissimulada no uso do discurso educacional comodificado e no ato de projetar uma nova edificação, especialmente considerando tratar-se de um estudo que recai sobre o a possibilidade de fechamento de um conjunto de escolas da rede pública municipal de ensino.

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Autor: Fernanda Aparecida Silva Dias

Resumo: Nosso estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos, bem como ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) e discorre sobre tecnologias digitais no âmbito da educação e as implicações no viver. Tem como objetivo compreender como a base interativa das redes digitais potencializa concepções de interdependência, aprendências colaborativas e sensibilidade humana em processos de aprendizagens formativas. Para tanto, o questionamento motriz desse estudo é investigar como a base interativa das redes digitais potencializa concepções de interdependência, aprendências colaborativas e sensibilidade humana. Na tentativa de aproximação e entendimento da educação e tecnologias digitais, a pesquisa apresenta-se em uma abordagem qualitativa, de natureza básica e essencialmente bibliográfica. Nesse sentido, são realizadas reflexões a partir dos conceitos de rede e rizoma, interdependência e colaboração. A escrita está desenvolvida em capítulos que se ligam intrinsicamente, formando uma rede de reflexões. Entre outros, adotamos como base estudos de Assmann (1998, 2000), Assmann e Mo Sung (2003), Capra (1982, 1996, 2003), Lévy (1996, 1998, 1999, 2015), Maturana (1998, 2001, 2002, 2004), Morin (2000, 2002, 2003, 2005), Ridley (2000). É observado que os estudos teóricos refletem maior otimismo quanto à importância e uso das tecnologias digitais nos ambientes formativos, mas não há como nos distanciar da complexidade humana do e no processo contínuo do aprender. Destacamos, assim, inúmeros avanços tecnológicos e científicos, ocorridos no desenvolvimento e progresso da humanidade, e consequências que implicam no uso das tecnologias digitais nas relações, interconexões entre seres vivos e não vivos. Na esteira do debate, visualizamos o crescimento do individualismo humano e a necessidade de se potencializar a sensibilidade para o viver interconectado com o outro e com o contexto em que se está inserido. Evidencia-se que são muitas as iniciativas e os esforços para que, também em ambientes escolares, a colaboração seja estimulada e desenvolvida, mas que isso está longe de ser a tônica geral das experiências formativas oportunizadas aos aprendentes. Apontamos as tecnologias digitais como parceiras e promotoras de concepções e ações colaborativas para potencializar a sensibilidade humana, mas com extrema atenção aos efeitos e consequências do uso insensível das tecnologias no viver. Pode-se afirmar que a colaboração tem características da vida do entorno ambiente, na grande teia da vida, particularmente aquela que nos envolve como seres humanos. Aprendemos que educar é com-sentir, é com-viver, conversar, é criar laços que sensibilizem o compartilhar, o desejo de aprender, de metamorfosear-se, de transformar o mundo. Isso tudo, sob o viés da oportunidade de nos sensibilizarmos para uma educação diferente, que integre a construção de saberes com e sem o uso das tecnologias digitais, mas que estes conhecimentos sejam capazes de proporcionar a motivação para nos tornarmos seres humanos colaborativos e sensíveis à existência do outro.

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Autor: Elisandra Alves

Resumo: Este estudo trata da eminente necessidade de repensar a educação matemática, devido a dificuldades, sempre renovadas no processo de ensino-aprendizagem da matemática, principalmente numa perspectiva de incluir questões contemporâneas, uma vez que muito se defende a necessidade de abordar questões relativas às realidades vivenciadas pelos estudantes. Ao refletir sobre como associar à vida dos alunos/as os conteúdos obrigatórios presentes nos currículos escolares que, prioritariamente contemplam a matemática clássica, originária há mais de 300 anos a.C, é possível perceber diversas limitações. A matemática clássica induz ao pensamento cartesiano que prioriza a exatidão, o regular, o linear, a dialética dual do certo ou errado, o determinismo, o ordenado, o perfeito, enfim conceitos que estão sendo considerados limitados pela ciência contemporânea. Uma ciência que evidencia cada vez mais, a presença da não linearidade que também envolve todos os sistemas vivos e sua complexa dinâmica, em constante processo de transformação. A matemática pronta e acabada não é suficiente para descrevê-los, portanto, se faz necessário pensar e reconhecer os limites dos mecanismos de ensino e aprendizagem via matemática clássica, transpondo-a para um multiverso de concepções que envolvem a complexidade das inter-relações ser humano em âmbito da antroposfera como da Biosfera. Assim nosso problema de investigação é como e por que a transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, apoiada na não linearidade e no pensar complexo, pode potencializar reflexões e ações das/nas inter-relações seres humanos e natureza, visando uma compreensão qualitativa da biosfera? Nosso objetivo é verificar as possibilidades da transposição da concepção de fractais para a educação ambiental, com o intuito de ampliar a importância de refletir as inter-relações entre o ser humano e a natureza, através da matemática qualitativa. O desenvolvimento desse estudo terá como base estudo bibliográfico e de cunho qualitativo. Pretende-se, via contatos e conversas com diversos autores, que abordam concepções que viabilizam uma educação matemática com viés qualitativo e contemporâneo, priorizar qualificar relações e interações a partir da transposição da geometria fractal, como entrada para compreender melhor questões ambientais, profundamente interdependentes como biosfera-antroposfera. Entendemos que uma educação matemática, de base qualitativa e complexa, pode potencializar o reconhecimento da complexidade inerente aos fenômenos da vida, não banindo a matemática clássica, mas ampliando através de abordagens qualitativas.

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Autor: Izanir Zandoná

Resumo: Esta pesquisa de que trata esta dissertação tem como objetivo central analisar o impacto das mudanças proporcionadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Pedagogia (DCNP-2006) na formação dos egressos do Curso de Pedagogia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) no período 2010-2018, evidenciando transformações curriculares do curso, perfil do egresso projetado e características do formado reveladas nas manifestações dos egressos do curso no campus de São Miguel do Oeste e Unidade de Maravilha, ambos em Santa Catarina, que ocupam um lugar de destaque na formação de professores dessa região do Estado. O caminho metodológico foi norteado pela abordagem histórico-crítica, um esforço pautado pela busca da compreensão dos processos históricos envolvidos na trajetória do Curso de Pedagogia e suas mudanças legislativas, e pela articulação entre os elementos de composição teórica e a prática manifesta pelos egressos. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa/quantitativa, utilizando-se de estudos bibliográficos, documentais e dos dados coletados dos egressos. Diante das análises, percebe-se que o Projeto Pedagógico do Curso de Pedagogia da Unoesc teve grande sintonia e coerência com as DCNP-2006 em seus objetivos, concepções e proposta de organização curricular que provocou mudanças significativas na atuação do pedagogo. Contudo a condição de sustentabilidade institucional provocou adequações curriculares de modo a adequar-se as demandas de mercado seguindo uma tendência de praticismo pedagógico e aligeiramento formativo. Na entrevista com os egressos foi possível identificar a transformação das funções do pedagogo a partir das diretrizes, consciência profissional, bem como lacunas formativas, onde os objetivos manifestos no Projeto Pedagógico não se efetivaram significativamente na atuação dos egressos. Foi possível evidenciar que a característica de atuação predominante do egresso é a docência na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental, área em que atuam cerca de 63% dos egressos revelando pouca expressividade na atuação em funções da gestão, com apenas 2% dos participantes atuando, e da pesquisa que se encontra no mesmo patamar de atuação. Outro fator relevante é o expressivo número de egressos atuando na educação, em especial na educação pública, o que evidenciou a importância que a IES pesquisada tem na formação das novas gerações. Dessa maneira, esta pesquisa se mostra relevante e contribui com os estudos relativos ao Curso de Pedagogia e a formação dos professores, em especial, na avaliação e aprimoramento curricular do projeto pedagógico do curso, a partir da contribuição dos egressos.

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Autor: Silmara Terezinha Freitas

Resumo: A presente dissertação insere-se na Linha de Pesquisa “Educação, Políticas Públicas e Cidadania”, com o objetivo de analisar, em contexto de grande apelo à internacionalização segundo moldes defendidos por organismos internacionais e apreendidos pelo Estado brasileiro, as razões que justificam o desenvolvimento da internacionalização na Unoesc, enquanto universidade comunitária do interior de Santa Catarina. Em termos teórico-metodológicos, o processo de investigação pautou-se no método dialético, por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem metodológica histórico-crítica e utilização das categorias analíticas de historicidade, totalidade e hegemonia. Essa escolha metodológica possibilitou conhecer o objeto a partir de seu desenvolvimento histórico e compreendê-lo no contexto da sociedade humana. Assim, o estudo contou com apreciação de produções científicas sobre a temática, publicadas entre os anos de 2000 a 2018, e análise de documentos de organismos multilaterais (Banco Mundial, OEI e Unesco) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), bem como de documentos da universidade pesquisada. Nesta investigação, foi trazida ao debate uma síntese histórica da implantação das universidades comunitárias catarinenses e da fundação da Unoesc, assinalando as contradições e características desse perfil institucional. Entre os resultados da pesquisa, é importante considerar que a internacionalização desenvolvida pela Unoesc, mostrou-se um processo dinâmico e contemporâneo, estando na vanguarda da discussão sobre a temática com o discurso presente em seus documentos institucionais e, principalmente, com a elaboração do Plano de Internacionalização, permeando, além dos cursos de graduação, os programas de pós-graduação stricto-sensu, buscando romper com as barreiras regionais para conquistar confiança no cenário educacional nacional e internacional. Ademais, não espera-se com este estudo esgotar o debate sobre a temática, mas, sim, entregar apontamentos pertinentes ao seu desenvolvimento, especialmente à Unoesc, fomentando o diálogo entre pesquisadores e universidades, como também uma reflexão crítica sobre ações e possibilidades em internacionalizar para além de um mero processo de relações internacionais mediadas pelo contexto da globalização, do capitalismo e das intervenções neoliberais.

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Autor: Marisete Maihack Perondi

Resumo: Esta dissertação vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A realização desta pesquisa justifica-se pela importância do início de carreira dos professores junto aos Centros de Educação Infantil do município de Maravilha e pelo reconhecimento das especificidades da docência nesse nível. Compreendemos que o início da carreira é um marco significativo para a constituição da identidade docente bem como é uma etapa fundamental do processo de desenvolvimento profissional do professor. O objetivo geral da pesquisa foi analisar a iniciação à docência na Educação Infantil de professoras do município de Maravilha e as possíveis relações deste processo com a formação inicial. A investigação teve uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados, foram realizadas entrevistas com seis professoras, todas atuando entre os cinco primeiros anos de docência na Educação Infantil no município de Maravilha. O aporte teórico desse estudo traz reflexões acerca dos percursos formativos dos professores, das especificidades da docência na Educação Infantil e da iniciação à docência de professoras, com ênfase nas professoras dessa etapa. Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo e contemplaram os processos formativos das professoras iniciantes na Educação Infantil, a relação entre a formação inicial e o ingresso na carreira e, as conquistas, os desafios e as estratégias de superação vivenciados pelas professoras pesquisadas. Constatamos alguns aspectos da formação inicial dessas professoras que contribuíram para as suas inserções profissionais na Educação Infantil. Porém, identificamos aspectos pouco desenvolvidos em suas formações iniciais e que são limitantes em suas iniciações docentes. As conquistas do início da docência dessas professoras, como, por exemplo, o acompanhar do desenvolvimento das crianças, são motivação para o trabalho que desenvolvem. As limitações da graduação mencionadas com maior destaque foram a dimensão prática da formação e o planejamento das ações docentes. A formação inicial recebida por essas docentes tem se evidenciado insuficiente para o atendimento das especificidades do trabalho com crianças pequenas. A iniciação à docência pode se constituir como um momento para a construção de conhecimentos e vivências amparadas no cotidiano da ação pedagógica. A pesquisa nos revela que essas professoras iniciantes na Educação Infantil requerem um acompanhamento, por meio de formação continuada, para que possam desenvolver-se profissionalmente e qualificar a educação que desenvolvem.

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Autor: Andreia Martinazzo Braga

Resumo: Este estudo vincula-se à Linha de Pesquisa Processos Educativos e ao Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd), da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). A realização desta pesquisa justificou-se pela importância da atuação das professoras alfabetizadoras no meio educativo, e pela necessidade de um estudo sobre as compreensões docentes posteriores as etapas de formação continuada oferecidas pelo Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). O objetivo geral da pesquisa foi investigar, segundo as percepções das professoras alfabetizadoras de um município do Oeste do Estado de Santa Catarina, as decorrências do PNAIC em suas formações continuadas e em suas práticas alfabetizadoras. A investigação teve uma abordagem qualitativa e desenvolveu-se pela pesquisa empírica. Quanto aos procedimentos de coleta de dados foram realizadas entrevistas com seis professoras alfabetizadoras almejando conhecer as experiências formativas a partir do PNAIC, evidenciando suas contribuições e possíveis necessidades formativas ainda existentes. O aporte teórico deste estudo, traz reflexões acerca de professores alfabetizadores, da formação continuada e do PNAIC. Entre outros, tomamos como base pesquisas de Ferreiro (1988), Soares (2003, 2008), Ferreiro e Teberosky (1979), Imbernón (2010, 2011), Marcelo García (1999), Nóvoa (1995a), Romanowski (2007) e Tardif (2002). Os dados coletados foram trabalhados a partir da análise de conteúdo, contemplando quatro categorias: contexto da formação do PNAIC, relações entre o PNAIC e as práticas de alfabetização, relações entre o PNAIC e a formação docente e, necessidades e possibilidades de formação continuada pós PNAIC. Observamos que a formação do PNAIC teve um caráter continuado e metódico. No tocante as decorrências do PNAIC, as percepções das seis professoras alfabetizadoras revelam aspectos positivos e negativos relativos às suas formações continuadas, bem como possibilidades e limites relativos às suas práticas alfabetizadoras. Quanto à formação essas professoras enalteceram que o PNAIC proporcionou o compartilhamento de experiências entre as professoras alfabetizadoras; o aprofundamento teórico; a formação relacionada ao contexto de atuação e; a formação mediada por profissionais do próprio grupo de trabalho. Quanto às práticas as alfabetizadoras destacaram as contribuições das teorias, a melhor compreensão sobre a avaliação dos níveis de escrita dos alunos, as possibilidades de ampliação do uso da ludicidade, a importância do planejamento e o melhor entendimento da função social da leitura e da escrita. Ademais dessa percepção bastante positiva das entrevistadas relativas as decorrências do PNAIC, elas também reconheceram que, todavia, apresentam algumas necessidades formativas. Evidenciamos que o PNAIC foi relevante para as professoras alfabetizadoras, sendo uma formação significativa para seus processos de formação docente e para a ressignificação de suas práticas.

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Autor: Diego Gonçalves

Resumo: O presente estudo objetivou analisar, através da sistematização de experiências, o processo formativo da dança em espaços escolares e não escolares, bem como as contribuições para a formação humana na perspectiva da Educação Popular. A recuperação de experiências de projetos populares foi realizada com jovens do município de Xanxerê/SC, onde buscamos identificar os limites, conquistas e as possibilidades dos projetos formativos em dança. Este estudo é uma pesquisa participante de natureza qualitativa, com análise de documentos e uso de entrevistas semiestruturadas. Participaram da pesquisa 06 sujeitos, mais o pesquisador, sendo esses alunos ou ex-alunos de graduação, oriundos de escola pública, ou bolsistas de escola particular, integrantes de grupos de dança por mais de cinco anos e que escolheram a dança como profissão. O pressuposto que rege nossas análises são as experiências e as histórias de cada um dos sujeitos no que concerne aos seus processos formativos e educativos em dança. Consideramos que a dança contextualizada, na perspectiva da Educação Popular, representa a esperança e resistência contra concepções de formação na lógica da pedagogia das competências e da educação bancária. A Sistematização de Experiências constitui-se possibilidade de vivenciarmos processos formativos em dança, até então, invisibilizados. A pesquisa revelou a relação contraditória entre formação, dança e autoformação, mostrando que o trabalho do (a) bailarino (a) sofre influências da sociedade capitalista: competitiva e individualista. Ao recuperar histórias e apresentar as experiências em dança, nos contextos escolares e não escolares, evidenciamos a ausência de projetos de Educação Popular com base em Freire na cidade de Xanxerê. Contudo, são de suma importância as práticas educativas escolares e não escolares promovidas por educadores críticos, pois elas podem ser as possibilidades de rompimento da lógica de educação nos moldes da cultura dominante, cujos valores da competitividade e do individualismo predominam sobre os da coletividade e solidariedade. Verificamos a importância e necessidade de espaços de reflexão e de socialização de experiências de projetos educativos realizados com jovens. Acreditamos que a dança contextualizada seja um instrumento teórico-prático de luta política e pedagógica, que contribui para a indissociabilidade entre Educação Popular e dança-formação. Nessa concepção, autoformação e formação compõem a concepção de dança-contextualizada, contribuindo para a consolidação de experiências de projetos educativos populares consubstanciados na Educação Popular.

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Autor: Michele Luciane Blind de Morais

Resumo: Ao longo das últimas décadas, a temática da accountability tem impulsionado pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento a debruçar-se sobre o tema. Com intuito de contribuir com esses estudos, a presente dissertação, inserida na linha de pesquisa Educação, Políticas Públicas e Cidadania, tem por objetivo analisar características da produção acadêmica sobre accountability educacional no Brasil, de modo a compreender diferentes possibilidades de abordagem e suas especificidades na educação. Tomando por base a vertente crítica, a perspectiva epistemológica adotada na investigação atende aos pressupostos da metodologia histórico-crítica de análise. O referencial teórico que fundamenta a investigação conta com estudos de O’Donnell (1991; 1998; 1998a; 2017), Bresser-Pereira (1996; 1998; 2007), Bobbio (1998), Afonso (1999; 2000; 2009; 2009a; 2009b; 2010; 2010a; 2013), Dahl (2001), Maluf (2008), Tello e Mainardes (2015), Tonieto (2018), entre outros. O percurso metodológico adotado foi orientado pelos pressupostos da pesquisa bibliográfica e documental tendo sido utilizados, para levantamento e análise de dados empíricos e informações, instrumentos técnicos que informam a metapesquisa, para o quê o recurso da análise de conteúdo é tido como fundamental. A hipótese construída com base na empiria levou em conta a predominância, no campo da educação, de uma tradução, e também uma interpretação, pouco aprofundadas sobre a capacidade heurística da accountability. Os resultados alcançados a partir dos estudos teóricos realizados na dissertação demonstram a imprescindibilidade de accountability nos ordenamentos e na dinamização das relações sociais em vista, principalmente, das conformações mais contemporâneas das formas de governo regradas por regimes políticos democráticos recém-implantados ou reintroduzidos em países que passaram por ditaduras entre os anos de 1970 e 1980. Nessa direção, reforçam a ideia de que os estudos sobre este tema devem ter em conta as relações entre Estado e democracia nos contextos em que ela ganha assento. No tocante à empiria, o estudo aprofundado de um conjunto de teses que tocam no tema da accountability educacional permitiu constatar a inexpressividade de pesquisas que discutem o tema a partir de suas bases conceituais. O diálogo interdisciplinar, que poderia favorecer ampliação da capacidade analítica e aprofundamento teórico do tema, fica subsumido em favor de um discurso de conformação ao já dito. Chama atenção para algumas fragilidades epistemetodológicas nas pesquisas sobre o tema, tanto no tocante à capacidade heurística da expressão, assim como em relação aos aspectos epistemológicos e estruturais de investigação. Em termos de potenciais estudos sobre o tema, realça um leque de opções de análise quer seja pela novel entrada da accountability nas políticas educacionais ou mesmo pela falta de estudos que levem em conta diferentes perspectivas de análise. Favoravelmente à ideia de que as ferramentas que regulam a ação pública podem ser diferentes e contribuir para a construção de formas diferentes de accountability (duras ou brandas, democráticas ou gerenciais), reconhece a necessidade de análises que explorem abordagens empíricas da prestação de contas nas políticas para a melhoria da qualidade educacional. Nessa direção, chama atenção para a necessidade de estudos sobre os usos empíricos da accountability orquestrados por tribunais de contas dos estados e municípios brasileiros visando à implementação das disposições contidas na Base Comum Curricular. Por fim, destaca contribuições que estudos epistemológicos sobre a metapesquisa podem oferecer na realização de investigações de alto nível.

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Autor: Caroline Brunoni

Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar, a partir do Teatro do Oprimido e da Educação popular, as limitações e possibilidades de diálogos entre as compreensões acerca das culturas de opressão, na constituição de uma educação libertadora. A pesquisa prática foi desenvolvida no município de Joaçaba/SC, com participantes de dois espaços educativos, um escolar e outro não-escolar, por meio de oficinas. O estudo se insere na Linha de Processos Educativos e no Grupo de Pesquisa Formação Docente e Práticas de Ensino, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) – Mestrado em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina – UNOESC, Campus de Joaçaba. A pesquisa relaciona temas trazidos pelos participantes, com elementos culturais socialmente predominantes e matizes histórico-culturais decorrentes dos processos de colonização regional e municipal. Os temas geradores, manifestados pelos participantes, foram trazidos por meio de práticas do teatro do oprimido, rodas de cultura, diários de bordo coletivos e registro de cartas individuais, sendo que esses dados foram sistematizados por meio do processo de Sistematização de Experiências de Oscar Jara. Com base na sistematização, observou-se fortes traços decorrentes das relações culturais desenvolvidas na região, baseadas na dominação, violência, negação, desqualificação e opressão daqueles que não atendem a um padrão cultural dominante, que, no caso do município de Joaçaba/SC, fica evidenciado por traços do eurocentrismo. Tais compreensões foram possíveis devido ao trabalho ter perpassado por uma pesquisa sobre os matizes histórico-culturais nacionais, regionais (oeste de Santa Catarina) e municipais (Joaçaba-SC). A partir desses dados, procuramos estabelecer o entendimento de cultura para Paulo Freire e Augusto Boal, bem como identificar as possíveis interfaces desses autores com as relações culturais nos contextos de pesquisa, buscando compreender as possibilidades educativas da experiência do Teatro do Oprimido na perspectiva da Educação Popular. O estudo evidenciou a necessidade, tanto no espaço escolar quanto não escolar, de os participantes correlacionarem os processos educativos com as suas realidades, suas vivências, falarem de si. Para tanto, julgamos necessária a reestruturação do currículo e da formação docente, a valorização dos trabalhadores em educação e movimentos de resistência à cultura do silêncio.

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Autor: Juliana Ampese Lazzarotti Dias

Resumo: A pesquisa realizada objetiva investigar as concepções dos segundos professores, que atuam na rede regular de ensino com educandos inclusos, a respeito de seu papel nos processos de ensino e aprendizagem. O estudo se caracteriza como de cunho exploratório e de natureza qualitativa. A pesquisa foi realizada com 23 (vinte e três) segundos professores atuantes em 06 (seis) escolas da rede pública de ensino, localizadas na microrregião do Alto Uruguai catarinense, situadas na cidade de Concórdia, Santa Catarina. A coleta de dados aconteceu por meio de questionário composto por questões abertas. As análises aconteceram a partir do conteúdo das respostas dos pesquisados. Os principais autores que embasaram a pesquisa foram: Alves (1995); Budel; Meier (2012); Demo (2003); Facion (2008); Feltrin (2004); Ferraz (2005-2006); Garcia (1999); Machado (2005); Mantoan (2003, 2004, 2006, 2007, 2011); Mazzotta (1993); Mittler (2003); Orrú (2014, 2017); Pacheco (2007); Paula (2004); Pichi (2002); Rodrigues (2006); Stainback (1999); Strieder (2013); Tolchinsky (2004); Vygotsky (2003). A análise dos dados evidenciou que os professores pesquisados compreendem a inclusão como socialização; oportunidade de convivência com outros alunos. No que diz respeito ao processo de ensino e aprendizagem dos alunos inclusos no contexto escolar, os pesquisados enfatizaram que constitui um grande desafio, pois eles necessitam atender a diversidade de situações e de sujeitos. O professor responsável pela turma e o segundo professor planejam, na medida do possível, o processo de ensino e de aprendizagem dos alunos inclusos. Na maioria das vezes são realizadas adaptações no plano de aula para atender aos educandos de acordo com as suas especificidades. Um avanço em relação a educação inclusiva foi o direito ao segundo professor em sala de aula para auxiliar os alunos com e sem deficiência, inclusive o professor regente, nos processos de ensino e aprendizagem. Os segundos professores auxiliam os alunos nas atividades educacionais e, também, nas questões de socialização e interação com o meio educacional e social.

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Autor: Marta Maria Guerra Koch 

Resumo: Nesta pesquisa, em nível de mestrado, objetivou-se investigar como a bibliografia italiana de educação infantil vem contribuindo para a educação infantil brasileira, por intermédio da análise da presença desta bibliografia na produção acadêmica nacional. Para tanto, inicialmente, procurou-se identificar qual foi a obra de destaque da bibliografia italiana de Educação Infantil traduzida para o português e encontrada nas produções acadêmicas brasileiras entre o período de 2011 a 2016. Percebeu-se, com esta pesquisa, uma presença quantitativa maior da proposta italiana de educação infantil de Reggio Emilia nas produções científicas brasileiras. Do conjunto das produções acadêmicas identificadas nos bancos de dados analisados, foram encontradas dez dissertações sobre a Pedagogia Reggiana a partir das quais foram realizadas análises objetivando identificar de que maneira contribuíram com a educação brasileira. Para isso, foram contextualizadas e mapeadas as principais concepções educativas e indicativos pedagógicos da Pedagogia Reggiana, presentes nas produções acadêmicas científicas produzidas no Brasil no período de 2011 a 2016. As categorias advindas da análise, a partir da ênfase de conteúdos e conceitos das pesquisas lidas, foram: concepção de infância e criança, pedagogia da escuta, ambiente, documentação, papel do professor e do atelierista. Para as análises, tomamos como referência central a teorização sobre criança, infância, Pedagogia Tradicional, Pedagogia Nova e educação a partir de Bernard Charlot e, de maneira complementar, Sonia Kramer.

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Autor: Ana Paula da Motta

Resumo: O estudo insere-se na Linha de Pesquisa Educação, Políticas Públicas e Cidadania, do Programa de Pós-Graduação de Educação, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). Focaliza o conselho escolar enquanto espaço de participação e de partilha do poder decisório, destinado à democratização da gestão escolar. Tem por objetivo analisar a perspectiva predominante de participação e poder decisório em conselhos escolares, de escolas públicas de sistemas municipais de ensino de Santa Catarina, e suas implicações para o avanço da democratização da gestão de escola de educação básica. Fundamentando-se em pressupostos da teoria crítica, toma por base estudos de Coutinho (2002), Cunha (1987; 1995), Faoro (1987), Ianni (2004), Gohn (2002; 2011), Mendonça (2000), Paro (1987; 2001; 2016), Tavares (1990), Werle (1997; 2003) entre outros, buscando captar contradições e tensionamentos que incidem no conceito de democracia e na participação política no Brasil, haja vista a recorrência de expedientes da cultura patrimonialista na história política brasileira e sua repercussão no campo educacional. Na extensão desse debate, aborda os referenciais de gestão democrática da educação, relacionados ao projeto defendido pelos movimentos de democratização da década de 80, os quais incluem a figura do conselho escolar como espaço de participação e exercício do poder decisório. Com uma abordagem qualitativa de investigação, os procedimentos metodológicos da pesquisa compreenderam: revisão teórico-conceitual, incluído um balanço crítico da produção do conhecimento sobre o tema, na área da Educação, com vistas a sistematizar características e circunstâncias que têm moldado a participação e a atuação política em experiências de conselhos escolares; estudo da legislação dos sistemas municipais de ensino, que dispõe sobre gestão democrática e a atuação política em experiências de conselhos escolares, a fim de caracterizar o tema no plano formal institucional; e, entrevistas semiestruturadas com sujeitos sociais, participantes de conselhos escolares de seis municípios catarinenses, de mesorregiões distintas, com o propósito de caracterizar a participação e a atuação política enquanto socialização do poder de decisão. Da análise ancorada no entrecruzamento do referencial teórico, dos achados documentais e dos depoimentos dos sujeitos sociais conclui, ainda que provisoriamente, que as formas de participação e exercício de poder decisório, predominantes em conselhos escolares de sistemas municipais de ensino em Santa Catarina, não atestam importantes avanços na democratização da gestão da escola de educação básica, fundamentalmente por carecerem de um amadurecimento político, sem o qual fica prejudicada uma atuação política com potencial para, concretamente, fazer face às práticas típicas da dominação patrimonial correntes no interior das escolas.

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Autor: Sodryane Maria de Jesus

Resumo: Este trabalho dissertativo estabeleceu por objetivo compreender o “SER humano criança” no horizonte do diálogo entre a Matrística e a Complexidade da dinâmica vivencial. Por meio dessas conexões possíveis estruturamos a ideia do SER humano criança de forma que permite resgatar alicerces que embasam a compreensão e importância da Pedagogia. Mergulhar nesse enredo é sem sombra de dúvidas uma corrente complementar entre a ordem e a desordem e entre o complexo pensamento que concebe a auto-organização. Assim, essa proposta tem como objetivo primário compor uma aproximação do SER humano criança à luz do diálogo entre o pensamento complexo da contemporaneidade. Com essa finalidade originou-se peculiaridades que fazemos referência no objetivo geral: compreender o olhar da contemporaneidade frente a condição do ser humano criança, e suas transformações sociais e culturais e em especial entender as causas do abandono e de enquadramento em que a criança é submetida por meio de intencionalidades, metas, normas e conteúdos. De tal modo os objetivos específicos também foram estruturados a favor de um comprometimento singular, pois cada um buscou traçar aportes que viesse a discutir a condição do ser humano criança, tendo como base entender melhor, porque, historicamente e, na atualidade as vidas do ser humano criança foram/são silenciadas por vozes de dominação e de controle; Investigar, no rol de diversas concepções de infância, e, dentre elas destacar as que abrangem e permitem uma formação humanizadora; Conhecer e compreender a dinâmica da cultura matrística visualizando nela uma fonte mobilizadora de aceitação ao outro; Firmar concepções do ser humano criança e indicar estratégias de sua transposição pedagógica e educativa. O caminhar da pesquisa iniciou-se pelos estudos bibliográficos desde a graduação, o que possibilitou um aprofundamento sobre o desenvolvimento da cultura infantil. O trajeto metodológico traçado para a realização da investigação alicerçou-se na pesquisa qualitativa, pois assim a pesquisa adentra com profundidade na temática posta em questão. Um projeto em comum que é mais uma porta que se abre para promover a ideia de humano que agora passar a ser "SER" humano. Essa metodologia admite retomar a integridade das relações sociedade e vida. Procurou-se abordar essa complexidade a mercê do convite a se entregar a esse fenômeno chamado vida. É um convidar a humanidade a usufruir da imprevisibilidade que nos afasta da objetividade corriqueira, para fazer emergir uma teia dinâmica de relações. Fazer com que as vidas humanas não sejam condenadas a viver em uma única percepção de mundo é uma tarefa que precisa ser revista todos os dias como se fosse um dever de casa permanente. O respeito às mais variadas sabedorias humanas evita o preconceito de ser humano indesejado ou com vida a ser silenciada. Com essa proposição deixamos inteirada a esperança sincera de contribuição para uma diferente visão de ser humano. Apresentamos uma concepção de infância e do emocionar infantil que considera o amar e o brincar como estruturas da condição humana pautadas na aceitação e no auto-respeito mútuo. As reflexões sinalizam efetivas possibilidades de dinamização de experiências formativas capazes de garantir a espontaneidade e o tecer junto num exercício de convivências significativas.

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Autor: Cesar Rodrigo Kasteller

Resumo: A presente dissertação situa-se no campo das políticas públicas educacionais, com foco nas políticas curriculares. Toma como objeto de estudo a Proposta Curricular de Santa Catarina (PCSC) com o objetivo de captar a concepção de política curricular prismada para as escolas de educação básica de Santa Catarina a partir das mudanças efetuadas nas versões publicizadas no percurso histórico de constituição da PCSC. No plano teórico-metodológico, revisita a literatura especializada sobre as reformas administrativas no aparato e na administração pública do Estado brasileiro, ocorridas nas décadas de 1930 até os dias atuais, construindo um arcabouço teórico a partir do qual vislumbram-se algumas motivações para as mudanças operadas na política educacional catarinense; efetua estudo dos planos estaduais de educação de Santa Catarina (ou seus equivalentes), constituídos entre as décadas de 1960 a 2015, traçando um determinado percurso histórico da política pública para a educação básica catarinense; identifica motivações e o processo metodológico deflagrado na elaboração/revisão das versões da PCSC, retratando a arquitetura de organização de cada versão e; por fim, examina percepções de docentes da rede pública estadual acerca da PCSC. A análise segue os pressupostos da pedagogia histórico-crítica, conforme definido por Saviani (1994), tendo em vista compreender que as versões da PCSC resultam de um processo de transformação histórica da educação brasileira e do estado de Santa Catarina. A base teórica tem em Bresser-Pereira (1997, 1998, 2005), Paim (2007), Teive (1993) e Thiessen (2007, 2011) alguns dos autores de referência para o estudo proposto. Em vista do plano teórico-metodológico traçado, os procedimentos metodológicos adotados compreendem estudo bibliográfico com revisão de literatura, análise documental e estudo de campo, por meio de questionário destinado a docentes de escolas da 7ª Agência de Desenvolvimento Regional, situadas em municípios da região Meio Oeste do estado. Os resultados alcançados nos estudos bibliográfico e documental demonstram que a PCSC resultou de um processo participativo de discussão e estudo, iniciado no ano de 1988, a partir de uma demanda da Secretaria de Estado da Educação que considerou a reorganização dos currículos da educação básica catarinense um dos grandes desafios da rede. Ao longo dos quase trinta anos desde a primeira publicação, em 1991, a PCSC passou por várias revisões as quais geraram, no seu conjunto, quatro versões do documento. Essas versões caracterizam-se pela falta de unidade em termos da arquitetura e organização da Proposta e pelo pluralismo de ideias, de concepções dominantes e de compreensão do currículo. Distingue-se, assim, pela complexidade no tocante à concepção de política curricular prismada. Dadas essas características, e ao fato de que o conteúdo da Proposta ainda não está totalmente disseminado entre os docentes da rede pública, concluímos haver necessidade de construção de um espaço permanente de diálogo com e entre as escolas da rede, de modo a tornar mais compreensível aos profissionais da educação básica a política curricular do estado. Por outro lado, há necessidade de situar o lugar da PCSC no planejamento curricular das escolas considerando estar em andamento o processo de construção do currículo base do território catarinense, consubstanciado na Base Nacional Comum Curricular da educação infantil e fundamental.

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Autor: Sara Ferreira

Resumo: A presente pesquisa se constitui em um estudo bibliográfico e tem por objetivo analisar como a produção científica recente, no âmbito das dissertações, trata sobre a dimensão da afetividade na Educação Infantil. A partir disso, realizou-se um diálogo entre as perspectivas teóricas conceituais recorrentes na produção analisada e a literatura já produzida sobre o tema. Para a coleta e levantamento de dados, foi utilizado o Catálogo de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES) e como recorte temporal as pesquisas publicadas entre os anos de 2011 a 2016 nas áreas de atuação da Educação e da Psicologia. O tratamento desses dados se realizou por meio de análise de conteúdo dessas produções e como referência para optou-se por Bardin (1977). A partir de um
mapeamento inicial, o primeiro critério para a escolha do corpus de análise foi a leitura dos títulos e resumos das pesquisas, culminando na identificação de 25 produções. O segundo critério foi a escolha das dissertações cujas temáticas e objetos de estudos se aproximassem ou contemplassem do tema que propusemos na pesquisa. Dessa maneira, a partir desses critérios foi definido um total de 13 dissertações que compuseram o corpus de análise. A leitura e o fichamento síntese dessas dissertações permitiram agrupá-las em três categorias principais a partir da recorrência temática: 1) estudos sobre a afetividade nas interações sociais em contextos educativos; 2) estudos sobre a dimensão afetiva e a formação de
professores; 3) estudos sobre afetividade e corporeidade: implicações para a concepção de criança e infância e como dimensão do currículo. Na análise, buscou-se identificar ainda as indicações e orientações para a prática educativa da Educação Infantil. O referencial teórico pautou-se nas contribuições de Wallon (1971, 1975, 1995,) e Lev Vygotsky (1989, 1999, 2005), bem como nas contribuições de alguns de seus intérpretes (DANTAS, 1990, 1992; GALVÃO, 1995; ALMEIDA, 1999, 2008; OLIVEIRA, 1992,1997). As considerações finais apontaram que, na produção acadêmica de dissertações, a dimensão afetiva na relação educativa da Educação infantil é tratada na sua multiplicidade. Assim sendo, também é denotada a sua relevância para o contexto educativo nas relações, na aprendizagem, no desenvolvimento e constituição das pessoas – professores e crianças.

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Autor: Juliano Rossi

Resumo: No contexto contemporâneo de crise dos fundamentos normativos da educação, a tensão entre a experiência dogmática de um dizer Deus patriarcal e a multiplicidade de formas de dizê-lo se acentua, pois desde o anúncio nietzschiano da morte de Deus, os tradicionais princípios normativas do agir educacional (pautados pela busca do aprimoramento moral e pela conquista da autonomia) perderam legitimidade, deslocando-se do seu lugar transcendental metafísico para o mundo da vida (diverso, múltiplo e fragmentado). É nesse cenário complexo e desafiador que investigo possibilidades educacionais de um dizer Deus que não se feche nem no viés da racionalidade instrumental cartesiana, nem no diálogo dogmático religioso, ambos portadores de experiências de controle e formatação de subjetividades. Para isso, investigo o dizer Deus no interior de um diálogo hermenêutico filosófico, no intuito de equacionar a tensão entre o dizer Deus patriarcal e a multiplicidade de formas de dizê-lo, encaminhando dessa forma um dizer Deus enquanto vivência de espiritualidade que brota da experiência do encontro dialógico e intersubjetivo, gerador de um emocionar colaborativo e solidário no interior das práticas educativas.

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Autor: Elenir Salete Frozza Salvi

Resumo: Nessa dissertação, o problema de pesquisa foi construído em um campo de tensões, dada a interface entre duas áreas do conhecimento: enfermagem e educação. O objetivo é analisar elementos educativos que emergem da prática do Agente Comunitário de Saúde (ACS), no contexto das políticas de Atenção Básica em Saúde. O processo para produção de conhecimentos científicos se fundamentou em um método para problematização de práticas profissionais. Em termos metodológicos, a pesquisa se caracterizou como exploratória e qualitativa, articulando três procedimentos de investigação: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e trabalho de campo. Esse foi realizado na Secretaria de Saúde, de um município do oeste de Santa Catarina, junto a uma equipe de Estratégia de Saúde da Família. O levantamento, a sistematização e a análise de dados contemplaram pressupostos da metodologia da entrevista compreensiva. A pesquisa realizada indica os resultados a seguir. Na perspectiva da Constituição Cidadã, a Política de Saúde visa assegurar o direito ao acesso universal e igualitário, equânime e integral, com ações preventivas, curativas e reabilitadoras, considerando o binômio saúde-doença. No contexto da Atenção Básica, no Programa de Estratégia de Saúde da Família, o ACS é uma profissão exclusiva ao âmbito do Sistema Único de Saúde. A prática profissional do ACS é estruturalmente constituída por um elemento educativo, o qual se caracteriza por conter três tipos educativos, distintos e articulados: formal, não formal e informal. Esses tipos se materializam nos seguintes aspectos da prática do ACS: inserção na comunidade e trabalho em equipe, formação profissional e educação permanente. Os resultados da pesquisa levaram a formular um conjunto de hipóteses: cada um dos três tipos educativos – formal, não formal e informal, é constituído de uma tensão paradigmática entre visões de mundo opostas e contraditórias; cada uma das quatro formas da educação não formal – integral, de adultos, popular, social - contém os três tipos educativos e um fundamento comum, o homem inacabado, da educação permanente e da educação ao longo da vida; a diferença entre cada uma das quatro formas educativas se estabelece em um campo de forças, sociais/políticas/acadêmicas, entre interesses diferentes e mesmo contraditórios; a compreensão de características e de efeitos de distintos dispositivos educativos, em qualquer tipo e/ou forma educativa, para além da “etiqueta”, supõe o exercício da problematização de políticas e de práticas educativas. A síntese exploratória apresentada da educação informal e das quatro formas de educação não formal evidencia uma tipologia do sujeito educador: o sujeito o senso comum (e também o artista popular, o líder comunitário...), da educação informal; o trabalhador voluntário, da educação integral; o profissional, da educação de adultos; o militante, da educação popular; o profissional a profissionalizar, da educação social. Os tipos e as formas educativas se entrecruzam e interagem em um campo comum e complexo: o campo da educação. Assim sendo, paradoxalmente, cada tipo e cada forma contém questões particulares e, ao mesmo tempo, cada um/a interroga o campo da educação. 

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Autor: Thales Fellipe Guill

Resumo: Esta dissertação, desenvolvida no Mestrado em Educação da Unoesc, teve por objetivo analisar em que medida os trabalhos apresentados no GT 11 – Política da Educação Superior – da ANPEd, no período de 2010 a 2015, contribuíram para o avanço do conhecimento nas políticas de Educação Superior. Para que fosse possível alcançar este objetivo, analisamos as 98 publicações, separando-os nos seguintes eixos temáticos: “Políticas de Educação Superior e Formação de Profissionais”, “Currículo e Processos Educacionais”, “Avaliação e Regulação da Educação Superior”, “Educação Superior e Internacionalização”, “Educação Superior e Produção do Conhecimento”, “Financiamento da Educação Superior” e “Políticas e Democratização da Educação Superior”. Para cada eixo foram criadas ementas com categorias que traziam conceitos afim de contemplar a especificidade das 98 (noventa e oito) produções selecionadas. A metodologia utilizada para análise dos documentos foi a histórico-crítica que busca conhecer o objeto a partir de seu desenvolvimento histórico, compreendendo o mesmo no contexto da sociedade humana. Os resultados demonstraram que os trabalhos apresentados no período delimitado trouxeram um avanço significativo do conhecimento científico da área, haja vista o expressivo número de produções sobre a democratização da educação superior e de políticas de educação superior e formação de profissionais, categorias as quais reúnem 56 dos 98 trabalhos analisados, ou seja, mais de 50% do material publicado nas reuniões é centrado nestes pontos, o que demonstra o empenho e o interesse dos pesquisadores do GT em problematizar assuntos vinculados as referidas categorias temáticas . Também identificamos que 32 dos 98 trabalhos foram realizados com financiamento, sendo majoritariamente provenientes de agências de fomento públicas. Constatamos que mais de 70% dos trabalhos são oriundos das regiões sudeste e centro-oeste, cenário que tem sofrido alterações sutis nas últimas reuniões nacionais. Além desses dados, verificamos a recorrência de publicações de um mesmo autor, com isso foi possível inferir que há poucos casos com mais de duas publicações, sendo, portanto, casos isolados os autores assíduos no GT. As problemáticas refletem os temas pertinentes para o cenário de cada época enfocada. Fazer um mapeamento do que se tem produzido na área da educação superior se faz mister haja vista a necessidade cada vez mais recorrente de produtividade dos pesquisadores envolvidos no stricto sensu, cobrada sistematicamente pela CAPES. Precisamos fazer uma reflexão sobre o que estamos produzindo e para quem. Se faz necessário que a classe de pesquisadores procure se unir para lutar com as ferramentas que tem por uma ciência mais humana, que objetive o fim coletivo e de mudança social, não a inércia e o individualismo que as ferramentas do Estado aliadas aos interesses do capital buscam impregnar em nossas práticas de pesquisa.

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Autor: Raquel Caterine Grebinsky

Resumo: A temática de gênero e sexualidade é uma das questões mais polemizadas na última década no âmbito das políticas educacionais. A presente dissertação problematiza esta temática tendo em vista identificar sua presença em determinadas legislações que dizem respeito às políticas de ensino e formação docente para a infância. Para a realização da pesquisa pretendeu-se uma abordagem histórico-crítica com o apoio de pesquisa bibliográfica e análise documental utilizando como objetos da pesquisa dissertações e teses e legislações sobre a temática. Após a realização de um resgate histórico e conceitual com relação a gênero e sexualidade, foram analisados trabalhos de pesquisa afinados com a temática. A verificação do que prevê a LDBEN/1996 e seus documentos reguladores com relação à gênero e sexualidade é pontuada no estudo com o propósito de apurar as diretrizes curriculares nacionais voltadas à educação de crianças, bem como à formação docente para o seu ensino. Para isso destaca as DCNs para a Educação Infantil (RES. CNE/CEB Nº5, 2010), Ensino Fundamental de nove anos (RES. CNE/CEB Nº 7, 2010); e o Curso de Pedagogia (RES. CNE/CP Nº 1, 2006). Com base no processo de elaboração do Plano Nacional de Educação 2014 – 2024 (Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014) e o que se sucede desde a sua aprovação, são apontados desafios e os riscos que se colocam para o trabalho docente voltado à defesa do direito de educar as crianças para uma compreensão acerca do gênero e da sexualidade, num momento de resistência ao movimento Escola sem Partido em expansão no país.

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Autor: Talita Zanferari

Resumo: Esta dissertação desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Unoesc financiada pelo Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina, teve como objetivo, analisar os avanços e/ou recuos dos Planos Nacionais de Educação (2001-2010 e 2014-2024) tendo como base as metas apresentadas para a educação superior. Para que isto se efetivasse foi necessário historiar o Plano Nacional de Educação (2001-2010) e Plano Nacional de Educação (2014-2024); delimitar o campo do conhecimento científico do objeto de pesquisa; revisitar para compreender todo processo histórico de elaboração dos PNEs no Brasil desde o período desenvolvimentista até o ano de 2017; verificar as premissas, diretrizes e metas relativas a Educação Superior do PNE (2001-2010) e do PNE (2014-2024); e identificar possíveis relações entre os dois Planos Nacionais de Educação. O problema que norteou a investigação foi: Quais os avanços e/ou recuos do Plano Nacional de Educação (2014-2024) em relação ao Plano Nacional de Educação (2001-2010) a partir do estudo das metas para a educação superior? A metodologia utilizada para análise dos documentos foi histórico-crítica. Esta pesquisa é qualitativa e os dados apresentados foram divididos em categorias de acordo com a análise de conteúdo proposta por Lawrence Bardin. Os resultados foram agrupados a partir de três categorias que permitiram a discussão das metas e mostraram que ambos os Planos tiveram perfis diferentes, desde a criação: qualidade da educação; oferta de vagas e expansão da educação superior. No PNE I encontramos 295 metas, sendo destas, 35 para a educação superior. Vale a pena ressaltar que este plano foi aprovado no país e sua legitimação se deu quando o Brasil necessitava de democratização do ensino superior com oferta de vagas. Já o PNE II, com vigência de 2014-2024 contou com metas reduzidas, sendo 20 ao todo e três destinadas a educação superior. Embora o discurso da continuidade, sua aprovação não aconteceu na sequência da finalização do anterior, propondo a atualização de indicadores e embora com metas reduzidas, vem acompanhado de estratégias associadas a cada meta tornando-as aplicáveis. Após a historização e contextualização de ambos os documentos, o estudo mostrou que a criação do PNE I (2001-2010) pode ser considerada um avanço já que o país ficou por anos com PNE elaborado mas não aprovado. Além disto, podemos destacar que, ter um Plano Nacional de Educação, sempre pode ser favorável à medida que, se faz necessário por meio deste, traçar ações por um decênio para o país, no nosso caso, é um país com grande extensão, com uma densa diversidade regional, e inúmeras necessidades. Por outro lado, tivemos um recuo, visto que, no PNE II o fator qualidade recebeu grande atribuição a garantia da quantidade de mestres e doutores nas universidades. A elaboração de indicadores aparece fortemente no PNE 2014-2024 em que traduz as demandas a objetivos quantificáveis. Por fim, consideramos que as metas para a educação superior do último PNE encontram-se ameaçadas sobretudo por um governo inconstitucional, que está no poder desde 2016, de forma ilegítima e que tem demandado medidas educacionais, desde então que inviabilizarão a efetivação de qualquer Plano de Educação como um todo.

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Autor: Sandrely Terezinha Silva Bortolotto

Resumo: O presente estudo teve como objetivo, investigar os desafios da aprendizagem na prática pedagógica para a formação humana integral no contexto da pós- modernidade e identificar a percepção dos professores e equipe pedagógica em relação a uma prática pedagógica que contemple a formação humana integral e a partir disso, propor reflexões acerca do modelo de sociedade que temos, dos conhecimentos que construímos e do modelo que educação que emerge deste contexto. A partir deste pressuposto, pretende-se entender o ser humano como um ser complexo, estabelecendo os ideais de aprendizagem que o façam reconhecer-se como tal, e, a partir da valoração de si mesmo, do outro e do meio, contextualiza-lo a sociedade que retroage sobre ele de maneira sistêmica. O estudo foi desenvolvido mediante uma pesquisa qualitativa de caráter participante, realizada em uma escola pertencente à rede estadual de Videira(SC). Os atores envolvidos na pesquisa foram 18 professores que atuam nos diversos segmentos da escola tais como SAEDE, Mais Educação, inclusão social, a orientadora educacional e 10% dos alunos do Ensino Fundamental, escolhidos por ordem de aceite. A coleta de dados foi realizada a partir de entrevistas semiestruturadas com os professores e orientadora educacional, observação direta em sala de aula, grupo de estudos, questionário aplicado aos alunos e análise do PPP da unidade escolar. Os principais referenciais que fundamentam esta pesquisa são: Freire (2015), Vigotski (1991, 2010), Japiassu (1976), Morin (2000, 2008), Assmann (1998, 2000) e Saviani (2000, 2010, 2011). A análise de dados apresenta as tessituras entre o embasamento teórico e as atividades vivenciadas durante a pesquisa concomitantemente com a reflexão crítica acerca das mesmas. Nesse momento evidencia-se a natureza complexa da educação, a distorção e o desencontro entre o discurso e a prática pedagógica, o medo e a não aceitação do novo pelo professor e também a falta de espaços e momentos para leitura, discussão, troca de experiências e informações que caminham lado a lado com uma estrutura que nega ao professor o direito de construir planejamentos contextualizados e interdisciplinares. Nas considerações finais apresentamos as reflexões acerca dos apontamentos dos professores, orientadora educacional e dos alunos que evidenciaram a relevância deste estudo nos processos de construção da aprendizagem voltadas a formação integral do ser humano onde cabe a escola desconstruir práticas de exclusão e negação do outro e fortalecer relações de aprendizagem mútua e reconhecer as capacidades do aluno num contínuo movimento de vir a ser. O grupo de estudos oportunizou aos professores o encontro interdisciplinar, a troca de experiências formativas, a aproximação teórica e a reflexão acerca da prática docente bem como os desafios para a efetivação de uma educação para a formação humana integral no contexto da escola. Esse processo resultou na construção de planejamentos colaborativos e pautados na realidade da escola juntamente com a teoria visitada. O trabalho coletivo entre os professores e a orientadora educacional oportunizou muitas reflexões, diálogos, e, por consequência, uma aprendizagem significativa. Este estudo far-se-á contínuo na escola nos próximos anos, por meio das reuniões pedagógicas que seguirão orientadas pelo princípio da leitura para desconstrução do senso comum, troca de informações e planejamento coletivo.

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Autor: Rosane Dick Hermes

Resumo: A pesquisa teve como objetivo investigar quais as ações desenvolvidas na prática educativa que contribuem para aprendizagem das crianças na Educação Infantil; conhecer quais referenciais teóricos que norteiam as ações pedagógicas das professoras; qual a articulação entre a legislação vigente e as ações desenvolvidas na prática, bem como, a percepção das professoras em relação a sua prática com vistas na aprendizagem. Foi desenvolvido em uma escola da Rede Municipal de Ensino de Concórdia – SC com a participação de duas professoras da Educação Infantil. A coleta de dados ocorreu mediante entrevistas semiestruturadas com as professoras, sendo uma no início e outra ao final da pesquisa. A partir do diagnóstico advindo da entrevista inicial foi proposto grupo de estudos e planejamento coletivo de atividades de ensino, os quais possibilitaram revisitar a base teórica, rever a própria prática e sua articulação com a legislação que rege a Educação Infantil, observar o planejamento e o processo de aprendizagem. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram Vygotsky, Leontiev, Wallon, Freire, Ausubel e Benjamin. A análise dos dados contemplou os instrumentos apresentados sempre estabelecendo relação com o referencial teórico e revelou distanciamento entre a teoria e a efetiva prática educativa, acentuando a fragilidade na formação dos professores, tanto acadêmica quanto continuada. Mesmo sabendo que a solução do problema não se diluiu por completo, o estudo reforça a necessidade de promover momentos de reflexão e diálogo sobre a prática docente de maneira coletiva, contínua e permanente.

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Autor: Crisley Maciel Dalla Costa

Resumo: A educação moral da criança acontece por meio de relações com indivíduos em diferentes contextos. As instituições de educação infantil constituem um lugar e espaço de convivência e de aprendizado importante para o processo de educação moral das crianças, considerando, principalmente, os primeiros anos de sua vida. Nesse sentido, interessa-nos investigar como essas instituições compreendem seu papel em relação a esse processo, se e como organizam o cotidiano escolar, a dimensão pedagógica, voltando-se para o alcance desse objetivo. A pesquisa realizada se caracteriza como de cunho exploratório e de natureza qualitativa. A amostra foi composta por diretores e professores vinculados à Educação Infantil e que atuam em instituições de municípios vinculados à Associação dos Municípios do Meio Oeste Catarinense (AMMOC). O total de colaboradores participantes desse estudo foram 72 (setenta e dois), sendo 11 (onze) diretores e 61 (sessenta e um) professores regentes de turmas de educação infantil. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram: Piaget (1994, 1996); La Taille (2006); Araújo (1996); Puig (1998); Tognetta e Vinha (2009a, 2009b); Vinha (2000); Trevisol (2009); e De Vries e Zan (1998). Como procedimento de coleta de dados foi utilizado um questionário composto por questões abertas e fechadas, organizado e enviado via formulário on-line Google Forms. Como procedimento de análise dos dados foi utilizada a análise do conteúdo das respostas dos colaboradores pesquisados, considerando os objetivos da pesquisa e estabelecendo relação com o referencial teórico. Os dados coletados e analisados permitiram verificar que diretores e professores que atuam nas instituições pesquisadas compreendem que a educação moral também deve constituir objetivo na educação infantil. Evidenciou-se o comprometimento dos professores em relação à educação moral das crianças, também tentativas em formar parceria com a família em prol do trabalho coletivo contemplando essa dimensão. Com esse propósito são desenvolvidas atividades voltadas à educação moral, em um espaço de tempo específico, de acordo com as necessidades do cotidiano. O professor é compreendido como mediador instigando a reflexão, o diálogo, proporcionando um ambiente cooperativo, o que se reflete na mudança de comportamento e postura das crianças. Sobretudo constatou-se que se faz necessário o planejamento de formações continuadas desses profissionais ao longo do ano letivo. Pensar em educação moral é algo que precisa ser compreendido e reiterado nos projetos pedagógicos dessas instituições.

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Autor: Aline Bettiolo dos Santos

Resumo: O presente estudo insere-se na Linha de Pesquisa “Educação, Políticas Públicas e Cidadania” e tem por objetivo discutir fundamentos da socialização da participação política e da socialização do poder, expressos no recurso da eleição de diretores de sistemas municipais de ensino, com vistas à democratização da gestão da escola pública. Fundamentando-se nos pressupostos do materialismo histórico-dialético, contextualiza, com base em estudos de Coutinho (1979; 2002; 2010), Dardot e Laval (2016), Mészáros (2008), Wood (2003), entre outros, contrastes e alinhamentos entre democracia e capitalismo, assim como a relação Estado e sociedade no plano da democracia no Brasil, consoante às determinações do capitalismo e o influxo neoliberal no país. Na extensão desse debate, aborda o tensionamento nas condições de democratização da escola e de sua gestão na atualidade, na perspectiva de defesa à participação da classe trabalhadora e em oposição à concentração do poder decisório nas mãos de uma minoria, deslocando as atenções para a especificidade do recurso da eleição direta de diretores escolares. Com uma abordagem qualitativa de investigação, tendo em vista caracterizar a participação política e a socialização do poder nas experiências de sistemas municipais de ensino catarinenses – campo empírico da pesquisa –, considerando as regras do “jogo democrático” e os sentidos atribuídos pelos sujeitos sociais às práticas de eleição de diretores escolares, empreende uma leitura da realidade que vá além da descrição e que possibilita pensar em rupturas (FRIGOTTO, 1989). Consoante a essa perspectiva de leitura, os procedimentos metodológicos da pesquisa compreenderam, além da revisão teórico-conceitual: um balanço crítico da produção do conhecimento sobre o tema, na área da Educação; estudo documental, focalizando a legislação dos sistemas municipais de ensino sobre gestão democrática e eleição direta de diretores escolares, a fim de caracterizar o tema no plano formal-institucional; e entrevistas semiestruturadas com sujeitos sociais de comunidades em que são realizadas eleições diretas. Neste caso, estiveram em pauta os temas da participação política e da socialização do poder, a fim de caracterizá-los a partir dos sentidos atribuídos e de refletir sobre alcances e limites desses temas no sentido da naturalização de um modelo de democratização submetido à lógica do sistema ou, de outro modo, de sua superação. Os resultados apontam que são tímidos os argumentos dos sujeitos a respeito da socialização da participação política e do poder, indicativos de uma perspectiva de participação mínima, focalizada e passiva frente às condições postas. Conclui que a aposta no mecanismo da eleição é, antes, a aposta na possibilidade de resistência ao sistema, por possuir o potencial de combinar socialização da participação política e socialização do poder, o que não significa que ocorra a despeito das circunstâncias históricas, da realidade concreta e, fundamentalmente, da consciência dos sujeitos envolvidos.

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Autor: Valeria Jorge Santana Machado

Resumo: Nos cursos de bacharelado em direito a maioria dos docentes é especialista, mestre e doutor, sem formação pedagógica específica, muitos desconhecem as concepções teóricas do ensino e da aprendizagem, os modelos pedagógicos e as metodologias para ensinar. O mesmo poderíamos dizer a respeito das compreensões do educar. E, em muitos casos, reproduzem o estilo de aula dos mestres que marcaram sua vida, sem saber ao certo qual o melhor caminho, ou refletir sobre. Por outro lado, periodicamente, as instituições promovem cursos de capacitação voltados a estimular os docentes a conhecerem técnicas para aperfeiçoarem a didática. No ensino superior há, ainda, a preocupação com a avaliação externa do curso, como o Enade, isso sem contar a ansiedade dos discentes do curso de direito com o exame da OAB. Nesse contexto, há constante incentivo para que os docentes inovem em suas aulas, as quais devem ser dinâmicas, já que os acadêmicos são nascidos na era digital, num mundo globalizado, devendo, a partir de agora, usar metodologias ativas. Todavia, não há qualquer reflexão, seja pela instituição, seja pelo corpo docente sobre a realidade dos discentes para inovar o ensino jurídico tradicional sem perder de vista a alteridade. A pesquisa a que me proponho é investigar em que medida as metodologias ativas nos moldes instaurados nos cursos de direito favorecem a Alteridade, assim, a questão central é: Como potencializar as metodologias ativas no ensino jurídico à luz da categoria ética da alteridade? E como questões secundárias: O que se ativa, ou se pretende ativar com essas metodologias? Qual o problema que as metodologias ativas buscam resolver? A presente pesquisa utiliza o método qualitativo com pesquisa bibliográfica e análise do projeto pedagógico do curso de direito de três instituições de ensino superior brasileiras, a partir da categoria ética da alteridade. Por meio deste estudo foi possível perceber que nos cursos de direito se privilegia o ensino tradicional, aquele que dá mais ênfase ao conteúdo em detrimento da formação humana, cujas inovações ocorrem por adequações e exigências mercadológicas e não éticas. Diante dessa constatação há necessidade de uma ruptura com o modelo de ensino jurídico predominante, centrado no professor e migrar para um ensino jurídico participativo, que dê abertura à alteridade, que vise desenvolver habilidades e raciocínio crítico e não meramente assimilação de conceitos, nesse sentido, as metodologias ativas podem ser um caminho para a melhoria no ensino jurídico. Portanto, com aconteceres educativos marcados por vivências autoformativas no âmbito da alteridade.

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Autor: Dirlei Weber da Rosa

Resumo: A presente pesquisa teve o objetivo de investigar se as aulas do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e os grupos de estudo podem contribuir para o aprendizado e a inclusão social dos alunos com deficiência. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa qualitativa, com abordagem participante, de cunho exploratório. A pesquisa foi realizada na Escola de Educação Básica Mater Dolorum, da rede estadual de ensino de Capinzal (SC). Envolveu seis alunos com deficiência, seis professores do ensino fundamental das diferentes áreas do conhecimento, cinco segundos professores de turma e seis familiares. A coleta de dados ocorreu mediante entrevista semiestruturada com familiares, professores regentes e segundos professores, observações nas escolas onde estavam inseridos os alunos com deficiência e intervenção participante e análise das atividades desenvolvidas a partir dos grupos de estudos. A organização da análise dos conteúdos ocorreu a partir das entrevistas semiestruturadas com familiares e professores, dos grupos de estudos e da intervenção direta da pesquisadora com os alunos com deficiência. Os principais autores que fundamentaram a pesquisa foram: Alves (1987, 2000), Alves (2007, 2011), Aranha (2004, 2005), Damasio (2005, 2007), Freire (1980, 1996), Mantoan (1997, 2006, 1998, 2001, 2007), Quadros (2004, 2006), Sassaki (1997, 1999), Stumpf (2004, 2005) e Vigotski (2002, 2003, 1979, 1997, 1998). A análise dos dados revelou que as famílias precisam de orientação sobre a deficiência de seus filhos assim que recebem o diagnóstico, para contribuírem na aquisição da autonomia, da linguagem e em como encaminhá-los para a convivência na sociedade. As reflexões das entrevistas semiestruturadas e dos grupos de estudos com os professores regentes e segundos professores de turma foram fundamentais, pois agregaram conhecimento a respeito das deficiências e auxiliaram no planejamento e adaptação de recursos pedagógicos para as necessidades educativas especiais de cada aluno com deficiência, tornando-os partícipes no espaço escolar e social. A partir da presente pesquisa o Atendimento Educacional Especializado (AEE), da Escola de Educação Básica Mater Dolorum, continuará com a proposta dos grupos de estudos envolvendo mais professores a fim de promover o direito à inclusão dos alunos com deficiência.

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Autor: Simaiqui Teresinha dos Santos

Resumo: O presente estudo teve como objetivo investigar os aspectos relacionados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), nos processos educativos nos anos Iniciais do Ensino Fundamental, a partir da percepção nos envolvidos na pesquisa. Este é um trabalho desenvolvido com pesquisa qualitativa, de abordagem descritiva. A amostra foi composta por cinco professores supervisores; cinco acadêmicos bolsistas; cinco coordenadores e cinco diretores oriundos da área dos subprojetos de Pedagogia da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). A coleta de dados foi realizada mediante utilização de entrevistas semiestruturadas com todos os envolvidos. Os dados obtidos na pesquisa revelam que o PIBID é uma importante contribuição para a articulação entre a teoria e a prática na formação de professores, pois possibilita momentos de trocas de experiências e planejamento das ações a serem desenvolvidas nos anos iniciais das escolas de Educação Básica. Os entrevistados destacaram a importância do programa para sua formação, salientando a necessidade de aprimorar-se constantemente para atender às exigências da profissão. Foi possível perceber que o trabalho coletivo e a colaboração formativa ente os pares são aliados nesse processo. Este estudo evidenciou a importância do PIBID nos processos educativos, uma vez que o programa, por intermédio das ações dos envolvidos, tem oportunizado a criação de novas práticas educativas.

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Autor: Kátia Lucena Alves de Oliveira

Resumo: O trabalho tem por objetivo analisar as repercussões da política de nucleação de escolas das comunidades do meio rural do Oeste Catarinense, materializada por governos municipais na década de 1990, mais especificamente no tocante ao desenvolvimento sociocultural dessas comunidades, segundo seus sujeitos sociais. Com base em Casassus (1990), Lobo (1991), Hevia Rivas (1991) e outros, revisita elementos teórico-conceituais acerca dos recursos da descentralização, municipalização e nucleação, enquanto medidas políticas. Também recorre a análises críticas tecidas por autores como Krawczyk (2005, 2008), Oliveira (1999) e Rosar (1997) sobre a configuração dada a esses recursos no domínio das políticas públicas de educação, principalmente no contexto de transformações políticas e econômicas da década de 1990, relacionando-as à política de municipalização operada pelo estado de Santa Catarina, em torno da qual foram mobilizadas, pelos governos municipais, medidas de nucleação de escolas de comunidades da área rural. Voltando as atenções sobre o fenômeno ocorrido na região Oeste Catarinense, os procedimentos metodológicos, desde uma perspectiva crítica de pesquisa em política educacional (OZGA, 2000; COX, 1981) e uma abordagem qualitativa de análise (CHIZZOTTI, 1991), compreenderam pesquisa bibliográfica sobre a temática, exame documental relativo à política de municipalização e a medidas de nucleação no estado e entrevistas com sujeitos sociais envolvidos em experiências de nucleação de municípios da região pesquisada. Os resultados permitem evidenciar elementos constituintes da estratégia política de municipalização de escolas em Santa Catarina e sua inter-relação com a política de nucleação empreendida pela massiva maioria dos municípios do estado. Também explicitam que, em termos de experiência de nucleação, o tom é positivo e muito próximo entre os entrevistados, assentando-se na justificativa da melhoria das condições de aprendizagem dos estudantes. Contudo, no tocante às repercussões na comunidade, os posicionamentos são distintos, sobressaindo o sentimento de perda de referências culturais e sociais. Conclui que, em termos de desenvolvimento sociocultural, as principais repercussões da política de nucleação das escolas de comunidades do meio rural, materializada por governos municipais do Oeste Catarinense, encontram-se polarizadas em função de efeitos positivos e negativos. Enquanto os positivos compreendem a melhoria das condições de aprendizagem e incrementos no aparato escolar, que teriam aberto caminho para a melhoria da qualidade da educação, os efeitos negativos remetem a uma hipertrofia social das comunidades, expressa na crescente simplificação da vida social comunitária, e a um arrefecimento na dinâmica de construção de significados no plano comunitário.

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Autor: Leonardo Sanguanini

Resumo: O presente estudo, vinculado ao PPGEd - Programa de Pós-Graduação em Educação - linha de pesquisa Processos Educativos, visa propor uma análise a respeito da justiça através das facetas que o Direito pode apresentar, seja como instrumento regulador de condutas sociais através de sua formalização institucional, seja como instrumento de formação e desenvolvimento humano, sob o questionamento de qual o sentido ético e epistemológico que fundamenta o direito em sua relação com a formação do ser humano. No plano teórico, destacam-se as obras “Justiça como Equidade, uma reformulação” do filósofo norte-americano John Rawls ao tratar o alcance da justiça através das instituições e “A Ideia de Justiça” do economista e filósofo indiano Amartya Sen ao tratar da justiça como fruto de realizações humanas. Dentre os elementos e conceituações, seu desenvolvimento tem como bases instrumentais em Rawls: a formação da sociedade bem-ordenada, as instituições perfeitamente justas, as condições pessoais dos cidadãos cooperantes através da posição original e do véu da ignorância e o sistema de cooperação. Já em Sen, as conceituações de capacidades, condições reais do ser humano, ambientes público de debate democrático e as realizações serão os pilares da produção textual. Concernente aos procedimentos metodológicos, a investigação compreende estudo dialético e bibliográfico, pela qual se permite concluir que: a) o Direito com base na teoria rawlsiana toma forma de mera instrumentalização de regulação social; b) a justiça por equidade tem por objetivo compor e regular apenas uma sociedade composta por cidadãos cooperantes e aderentes às regulamentações institucionais, podendo limitar a igualdade e liberdade dos desiguais e dos contestantes; c) o ordenamento jurídico em muitos pontos apresenta características rawlsianas em decorrência tanto de seu viés formalista quanto por sua incompatibilidade muitas vezes com a realidade social; d) a justiça focada em realizações tem por objetivo a busca de eliminação de injustiças com base no ser humano e em suas reais potencialidades; e) o Direito na perspectiva seniana compreende oportunidades de formação e desenvolvimento pela prima face do humano no exercício da vida que pode ter ou que quer desfrutar com base em suas condições e capacidades. 

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Autor: Aracéli Girardi da Silva

Resumo: O contexto das crises econômica, de recursos naturais e existenciais são reflexos de crises em âmbito cultural e, também, de crise no universo das experiências formativas. Essas crises evidenciam o desencanto do ser humano, a sensação de vazio interior, o distanciamento inter-relacional, ansiedade e angústia traduzidas em estresse e enfermidades somáticas. Como alternativa a esse cenário intranquilo e ameaçador, nosso objetivo é propor uma possibilidade formativa a ser desenvolvida em escolas, como ações pedagógicas e formativas no âmbito da Biologia do Amar em consonância com a ternura. A investigação, com base em referenciais teóricos, tem como fonte principal as contribuições de Maturana e Yáñez (2009) e Fernández (2010). Meu questionamento motriz para este trabalho de pesquisa toma o seguinte refinamento: Como princípios da Biologia do Amar podem, via processo educativo, contribuir nas relações de convivência humana? Em concordância com o questionamento anterior, o objetivo geral no trabalho de pesquisa tem como estofo principal de estudos: conhecer e identificar princípios da biologia do amar e suas possíveis contribuições, via processos educativos nas relações de convivência humana. Os objetivos específicos ressalvam: conhecer e compreender os princípios da Biologia do Amar, juntamente com as demais obras de Maturana; identificar as possíveis contribuições como subsídios teóricos e epistemológicos para o entendimento da relação existente entre o viver e o conviver relacional humano e planetário; tecer reflexões capazes de contribuir para fecundar experiências formativas. Destaca-se que se realizou uma pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, traduzida por aquilo que não pode ser mensurável, sendo que a realidade e o sujeito são elementos indissociáveis. A partir da Biologia do Amar, concebeu-se uma educação voltada para a harmonia, a paz a sensibilidade, a compreensão, o respeito e autoconsciência de si e do outro de maneira espontânea com as mais diversas e diferentes formas de vida e culturas existentes na antroposfera – biosfera planetária e no coexistir humano.

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