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Pesquisadores da Unoesc participam de simpósio internacional organizado pelo CONSTINTER


Entre os dias 26 e 29 de maio, pesquisadores da Unoesc participaram do “10º Simpósio Regional de Direito Público e Seminário Internacional sobre Políticas Constitucionais”. O evento, que contou com grandes nomes nacionais e internacionais do Direito, foi marcado pela troca de saberes e pelo fortalecimento de redes colaborativas. A atividade foi organizada pela professora Milena Peters Melo, que representa o Centro de Estudos e Pesquisas em Constitucionalismo, Internacionalização e Cooperação (CONSTINTER), instituto que objetiva fortalecer a cooperação cientifica interinstitucional e internacional, sobretudo as relações com a Itália e os países da União Europeia, da América Latina e da Comunidade Lusófona, e destacou ainda a importância da construção coletiva do conhecimento a partir da epistemologia constitucional.

O encontro, promovido pelo Programa de Pós-graduação em Direito da Universidade Regional de Blumenau (Furb), teve como palestrantes os professores da Unoesc, Paulo Junior Trindade dos Santos e Cesar Marció, além do professor Feliciano Alcides Dias, presidente da Rede Nexus Scientia, e do professor Alejandro Knaesel Arrabal. Os pesquisadores abordaram o tema “Governança de Conflitos na Era da Inteligência Artificial e a Proteção de Vulneráveis” e participaram do Grupo de Trabalho (GT) “Tecnologia e Direitos: Implicações Culturais e Econômicas”, evidenciando que os GTs superaram 40 resumos apresentados.

O evento contou também com pesquisadores internacionais como os professores Michele Carducci, da Università del Salento UNISALENTO, Itália Centro Euro-Americano, Rubén Martìnez Dalmau, da Universitat de València, Espanha, Gina Chavez Vallejo, da Universidad de Posgrado del Estado IAEN, Equador, e Alicia Alonso Merino, do Observatório para a Defesa dos Direitos e Liberdades, Espanha.

Diante das atividades, os palestrantes alertaram que o uso da inteligência artificial (IA) é relevante e faz parte da sétima onda cognitiva, devendo a IA voltar-se à proteção de direitos por meio de modelos de projetificação, aliando-se às preocupações de governança de conflitos — considerando as diversas ondas renovatórias do acesso à justiça —, o que exige a configuração de um profissional do Direito preparado para o século XXI.

— A iniciativa reforça a importância de abordagens interdisciplinares para enfrentar os desafios éticos, sociais e jurídicos colocados pela ascensão da inteligência artificial, com atenção especial à proteção de grupos vulneráveis diante de novas tecnologias — comentou o professor da Unoesc, Paulo Junior Trindade.

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