Unoesc sedia seminário estadual sobre trabalho infantil

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No Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12 de junho), a Unoesc Campus de Joaçaba sediou um seminário estadual sobre o assunto.

O evento foi realizado pelo Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente no Trabalho de Santa Catarina (Feti/SC) com o Apoio da Federação Catarinense de Municípios e de outras entidades, entre elas a própria Unoesc. Teve a participação de estudantes e profissionais de toda a região e das áreas de Direito, Educação, Assistência Social e da Saúde, além de conselheiros tutelares, de Saúde e de Direitos da Criança e do Adolescente.

Segundo Inge Ranck, que faz parte da direção do Feti/SC, embora a sociedade não perceba, os índices relativos a trabalho infantil ainda são altos no Brasil, especialmente a região Sul. Em Santa Catarina, pesquisas apontam que cerca de 200 mil crianças e adolescentes são exploradas pelo trabalho infantil e mais da metade desempenham as atividades consideradas pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) como as piores formas de exploração.

Ela observa que o trabalho infantil, além de distanciar a criança ou o adolescente das atividades educativas que deveriam preencher o seu dia, ainda os expõe à violência, já que pela própria idade eles ficam em situação de inferioridade em relação ao adulto.

Os fatores que mais levam à exploração mediante o trabalho infantil são, segundo Inge, a baixa escolaridade e renda familiar, a cultura de que crianças pobres devem ajudar no sustento familiar, a falta de políticas públicas nos municípios, a ineficiência ou inexistência das redes de protenção, a exploração praticada por empresas de pequeno porte e não formalizadas e a exploração no ambiente doméstico, entre outras.

O Seminário

A cada edição, o seminário alusivo ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é realizado em uma região diferente.

– A intenção é mudarmos o olhar sobre o trabalho infantil, mostrando que ele é uma violência – diz Inge Ranck. Ela observa que a realização em Joaçaba levou em consideração a constatação de que as regiões Oeste e Meio-oeste do Estado são as que têm mais dificuldade em perceber tal violência.