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Unoesc participa de encontro de pró-reitores e membros do CTC-ES na Capes

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
17 de Fevereiro de 2017

Nesta quinta-feira (16), o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Unoesc, professor Fábio Lazzarotti, representou a universidade durante o seminário “A avaliação da pós-graduação brasileira”. Participaram do evento 52 pró-reitores de instituições de todo o Brasil, além de 17, dos 49 membros do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES).

Na abertura, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Abilio Baeta Neves, destacou a importância do encontro.

— É uma reunião inédita, na qual conseguimos juntar pró-reitores e membros do CTC. A intenção é que hoje sejam postas incompreensões e comentários, de forma a ser construído um relacionamento que nos leve a uma avaliação amplamente compreendida, seja nas áreas do conhecimento, seja dentro das universidades. É importante criar espaços para a melhoria da comunicação, de modo a tornar mais transparente as ações referentes à avaliação da pós-graduação — afirmou.

O presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), Joviles Trevisol, relatou que a Avaliação é um tema permanente na agenda dos pró-reitores, especialmente neste ano de Quadrienal.

— Fomento e Avaliação são temas clássicos nas pró-reitorias de todas as instituições. Propusemos esta atividade, pois o diálogo permite que abordemos temas que nos preocupam e que dúvidas sejam sanadas para que, assim, possamos atingir bons resultados. Todos querem que seus programas sejam melhores, em prol de qualificar a pós-graduação brasileira. As expectativas são muito boas — comentou.

Representando o CTC-ES, Paulo Jorge Parreira colocou o grupo à disposição para subsidiar as dúvidas e anseios para tornar o processo mais claro e transparente.

— O CTC é a instância, de alguma forma, decisória no que diz respeito à abertura de cursos novos e atribuição de notas. Isso não é feito de uma forma distante da comunidade, muito pelo contrário, é extremamente próximo, à medida que são os nossos consultores, representantes da comunidade que fazem parte das comissões para que as decisões sejam tomadas em conjunto. Acredito que o encontro será muito produtivo — ressaltou Paulo Jorge Parreira.

Antes de iniciarem as apresentações propostas pela Diretoria de Avaliação (DAV/Capes), a diretora de Avaliação, Rita Barata, falou sobre o momento.

— A DAV é a diretoria que tem menos contato com os pró-reitores, já que o relacionamento de vocês é maior com as diretorias de fomento. Normalmente, nosso contato é com os coordenadores de programas. No entanto, para que as coisas aconteçam bem, precisamos também do apoio de vocês. É importante essa relação entre a DAV, pró-reitores e programas. Principalmente neste ano de Avaliação Quadrienal, em que é importante frisar que ela não acontece apenas no mês de julho, o processo já começou e continua após as reuniões. Precisamos, então, da compreensão e apoio dos pró-reitores para, entre outros aspectos, criar condições favoráveis aos coordenadores de área e membros da avaliação para que este trabalho aconteça da melhor forma possível — disse Rita Barata.

APCN

As apresentações aos pró-reitores foram divididas em dois blocos: Entrada no Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG) – Avaliação de Propostas de Cursos Novos (APCN) e Permanência no SNPG (Acompanhamento e Avaliação Quadrienal dos Programas de Pós-graduação).

Durante a manhã, Rita Barata fez uma apresentação sobre o processo de análise de propostas de cursos e resultados de APCN. A diretora apresentou um gráfico mostrando que até 2007 havia uma tendência ascendente na quantidade de cursos novos aprovados. De 2007 a 2010, houve uma queda em decorrência de uma revisão de critérios após a Avaliação Trienal e, após 2010, a linha do gráfico se estabiliza. Em 2013, quando houve uma nova Avaliação, aconteceu uma nova queda.

— Portanto, a diminuição de propostas aprovadas não tem relação com orçamento, mas sim com a revisão de critérios e com o aumento, portanto, de propostas de baixa qualidade. O fomento é posterior à recomendação — explicou Rita Barata.

A diretora expôs também um equilíbrio na recomendação de propostas por região e referente à natureza jurídica.

— Nós não temos nada contra ou a favor de qualquer região, nós avaliamos cada proposta, cada programa e estamos preocupados com a qualidade dos cursos — comentou Rita Barata.

Avaliação

A Avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação, na forma como foi estabelecida a partir de 1998, é orientada pela Diretoria de Avaliação da Capes e realizada com a participação da comunidade acadêmico-científica por meio de consultores. A avaliação é atividade essencial para assegurar e manter a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado no país.

 

*Texto publicado por Natália Morato, no site da Capes

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