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Professores socializam experiências de mobilidade acadêmica

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
07 de Agosto de 2017

Na tarde desta quarta-feira, 2 de agosto, no Auditório Jurídico, três professores da Unoesc compartilharam suas experiências de mobilidade acadêmica, realizadas no primeiro semestre de 2017. Segundo a coordenadora institucional de Mobilidade Acadêmica da Unoesc, professora Kaline Zeni, o encontro foi uma oportunidade para estimular o trabalho internacional e mostrar o fortalecimento enquanto currículo e experiência de vida, além de difundir a cultura voltada à internacionalização, na comunidade acadêmica.

O professor do Mestrado em Biociências e Saúde e do curso de Educação Física, doutor Rudy José Nodari Júnior, relatou os compromissos da viagem à Itália e Espanha, realizada em maio, para 15 universidades. O grupo que participou dessa experiência era formado por professores, acadêmicos, diplomados e pesquisadores do Mestrado e do curso de Educação Física, e teve o apoio da Unoesc e da Rede Euroamericana de Motricidade Humana (REMH).

— O foco principal da viagem foi atender aos convites das outras universidades para apresentar a metodologia em Dermatoglifia, que analisa impressões digitais como marca de desenvolvimento fetal. Esse método brasileiro possui o maior banco de dados do mundo, com 120 mil amostras, obtidas por meio de um sistema informatizado, ao longo de 17 anos — explicou Rudy.

Durante a viagem de 32 dias, para dois países e 11 cidades, o grupo apresentou dez pesquisas desenvolvidas na Unoesc, bem como participou de congressos que envolveram, por exemplo, a FIFA. Eles assistiram três aulas, conheceram 12 laboratórios, tiveram sete reuniões com reitores e professores, discutiram a possibilidade de docentes visitarem à Unoesc, vivenciaram a diferença que o esporte faz dentro de uma universidade e participaram de palestras ministradas pelo professor Rudy.

— A viagem também proporcionou boas visitas a museus, como o do Vaticano, e passeios pelas ruas de Roma, Florença, Barcelona, Valência e Madri. A cultura é algo que transforma, as pessoas voltam com outros desejos para a sua cidade, com outras cobranças para o seu político ou gestor e com outras ideias para suas escolas — ressaltou.

Na sequência, o pró-reitor de Graduação, Ricardo Marcelo de Menezes, e a diretora da Agência de Gestão da Inovação e de Relações Institucionais (AGIR), Jéssica Romeiro Mota, falaram sobre o curso em “Estratégia Competitiva e Inovação”, realizado na Universidade Politécnica de Valência (UPV), na Espanha, de 12 a 16 de junho. O curso, feito em 2015 pela Unoesc Chapecó, foi articulado novamente e aberto a todos campi neste ano. Participaram dos módulos 16 pessoas, entre professores da Unoesc, profissionais liberais, empresários e quatro estudantes de especialização.

A UPV foi fundada em1968, no mesmo ano que a Unoesc, e tornou-se universidade em 1971. A instituição possui aproximadamente 37 mil alunos, 2,6 mil professores e 1,7 mil funcionários, além de cursos voltados à ciência e tecnologia. A professora Jéssica Romeiro Mota afirmou que a programação do curso foi sensacional e atendeu às expectativas do público tão eclético, pois cada um pôde aproveitar os temas trabalhados em suas áreas de atuação.

— Não foi cansativo, pelo contrário foi muito dinâmico, pois as atividades teóricas, práticas e culturais eram intercaladas. Participamos de palestras com professores e empresários, conhecemos a Pré-Incubadora e os Laboratórios da UPV, fizemos o passeio de bicicleta por Valência, visitamos museus, a Cidade das Artes, o Jardim do Túria e o Porto de Valência, que é um dos maiores da Europa. Além disso, o deslocamento do hotel para a UPV sempre foi feito por metrô e isso nos permitia conhecer melhor a cidade, que é a terceira mais populosa da Espanha — contou a professora Jéssica.

O pró-reitor Ricardo Marcelo de Menezes ressaltou que no curso foi possível identificar uma série de movimentos, produtos e novas maneiras de pensar a inovação, fora da lógica tradicional. Tudo o que é desenvolvido por eles, leva em consideração os fatores ambiental e sustentável. Ele comentou também que além das oportunidades culturais e de aprendizagem técnica, o importante é trazer um olhar diferente para a nossa região.

— Muitas experiências durante a viagem permitiram identificar aspectos que podem ser implantados em nossa cidade, sempre pensando na qualidade de vida e ambiental e no crescimento regional. Por meio da mobilidade acadêmica é possível fortalecer e potencializar as parcerias com as universidades estrangeiras, bem como vislumbrar novas perspectivas. Se os estudantes viverem isso, eles vão voltar diferentes. E essa socialização é muito importante para que a gente veja e saiba o que o colega está fazendo, e construa algo melhor e maior — finalizou o pró-reitor.

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