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Curso de Enfermagem da Unoesc Xanxerê conhece projeto com plantas medicinais

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
24 de Agosto de 2017

No último sábado, 19 de agosto, os acadêmicos da 6ª fase do curso de Enfermagem da Unoesc Xanxerê realizaram uma visita técnica à Associação Pitanga Rosa de Chapecó, um espaço que utiliza a sabedoria tradicional aplicada ao cultivo e processamento de plantas medicinais e não tem fins lucrativos.

Além de contemplar o componente de Atividade Curricular Complementar (ACC-VI), a visita teve como objetivo conhecer os métodos alternativos para o cuidado da saúde humana, e perceber a importância da manutenção das ações de preservação dos saberes e fazeres populares de grupos que vivenciam seu cotidiano e a preservação das mudas livres de agrotóxicos.

O nome Pitanga Rosa, originou-se da sabedoria popular aplicada ao cultivo e processamento de plantas medicinais herdada dos grupos indígenas e caboclos que povoaram o Oeste catarinense. É uma iniciativa que constitui em realizar o inventário, registro e partilha dos saberes, fazeres e expressões do cultivo e processamento de plantas medicinais.

Essa proposta é apresentada pela educadora popular, especialista em plantas medicinais e detentora de saber, Rosalina Nogueira da Silva. O projeto foi auxiliado ao longo de 2015 e 2016 com apoio do Movimento das mulheres camponesas (MMC), que auxiliam até hoje nos trabalhos da associação.

Para a coordenadora do curso de Enfermagem, professora Elenir Salete Frozza Salvi, essa temática vem ao encontro da Portaria n° 849, de 27 de março de 2017 do Ministério de Saúde, que inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e em seu texto considera a Portaria nº 2.446/GM/MS, de 11 de novembro de 2014 que redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) que tem como um dos objetivos específicos, valorizar o saber popular.

— A visita foi proveitosa, além de conhecer o contexto, verificou-se in loco as mudas de espécies medicinais, processamento nas formas de chás, tinturas e óleos, e capsulas usadas em auxílio ao combate de sintomas de doença apresentados pela população — citou a coordenadora.

 

*Texto: Unoesc Xanxerê

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