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Acadêmica de Medicina apresenta em congresso mundial pesquisa sobre obesidade e depressão

Por: Dhébora Santiago
dhebora.santiago@unoesc.edu.br
11 de Setembro de 2017

A acadêmica do curso de Medicina, Gabriela Kettner, representou a Unoesc, no World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado de 14 a 17 junho, em Porto Alegre. Durante o evento, ela apresentou o trabalho “Associação entre obesidade e depressão: uma análise da pesquisa nacional de saúde 2013”.

A pesquisa também foi desenvolvida pelas estudantes Caroline Duarte Mello, Malú Ajami Silveira e Sabrina Bruger Staniszewski, e contou com o envolvimento dos professores do curso Denis Conci Braga e Bruna Kruczewski. O objetivo do trabalho foi estabelecer um perfil epidemiológico de obesos com depressão no território brasileiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal que causa prejuízos à saúde do indivíduo. O número de indivíduos obesos aumenta a cada ano e alcança proporções epidêmicas no mundo. No Brasil, estima-se que 20% das crianças sejam obesas e que cerca de 32% da população adulta apresentem algum grau de excesso de peso, sendo 25% casos mais graves. Já a depressão é um transtorno psiquiátrico, que além da obesidade, resulta em um desafio em saúde pública. Há uma variação aproximada de 5,7% a 17,7% da prevalência da depressão no Brasil, dentre diversos estudos já realizados.

Observou-se que 748 indivíduos em todo o Brasil estão com obesidade e depressão, e que a obesidade aumentou em mais de duas vezes o risco de depressão. Mulheres obesas têm 3,80 vezes mais chances de terem depressão. Obesos com idade entre 30 e 59 anos têm 2,32 vezes mais chances; com idade entre 60 e 64 anos têm 2,89 vezes mais chances de depressão; idade entre 65 e 74 anos 2,12 vezes mais chances de depressão. Obeso cujo estado civil é separado/divorciado tem 1,99 vezes mais chance de depressão. Além disso, as regiões sul e sudeste são as que mais têm associação com obesidade e depressão: 3,99 vezes para o Sul e 2,48 vezes mais para o sudeste.

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