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Acadêmica da Unoesc Videira desenvolve trabalho de pesquisa sobre a ponte Luiz Kellerman

Por: Joao Luiz Bariviera
joao.bariviera@unoesc.edu.br
28 de Abril de 2014

 A ponte Luiz Kellerman, que unia os distritos de Perdizes e Vitória, hoje município de Videira, é tema de trabalho de pesquisa de iniciação cientifica da acadêmica Patrícia Martins, do curso de Arquitetura  e Urbanismo da Unoesc Videira, financiado através do artigo 170. Sob a orientação dos professores Andrei Goldbach e Idovino Baldissera, o trabalho pretende fazer um resgate arquitetônico da obra, construída em 1934, exclusivamente em madeira de angico, retirada das margens dos rios do Peixe e XV de Novembro. De acordo com a ​acadêmica a ideia do projeto surgiu em conversa com o professor Andrei Goldbac​h​, o qual vem prestando toda assessoria, e tem por objetivo valorizar o patrimônio histórico cultural da cidade de Videira através de pesquisa, com seus detalhes construtivos originais. Ela conta que a  difícil busca por informações desta época, limita a pesquisa e a descrição de todos os intrigantes contornos que envolveram a construção deste pequeno colosso que enfeitou o cartão postal do município de Videira, e serviu a comunidade local até ser substituída pela ponte atual, estruturada de concreto.

“Minha intenção é poder aprofundar mais esse trabalho, mas a dificuldade em encontrar registros, ou a inexistência dos mesmos, impede de seguir adiante. Mesmo assim, está sendo gratificante poder conhecer um pouco mais e contribuir com a memória da comunidade videirense, através deste monumento que teve significativa importância para o desenvolvimento de Videira”, explica  Patrícia.

Em seu trabalho, ela traz um vasto material fotográfico da época, desde a construção, passando pela inauguração até a derrubada, para dar lugar à ponte atual, Aderbal Ramos da Silva. Traz ainda, entrevista com o empresário Evaldo Reichert, imigrante alemão que chegou a Videira acompanhando a sua família no ano de 1934, exatamente quando a ponte foi construída. O trabalho contou  também, com a colaboração de outras pessoas com depoimentos e relatos de fatos que remontam a construção da ponte.

“A substituição da balsa pela ponte pênsil Luiz Kellerman, em 1934, foi mais que uma estrutura para unir Perdizes e Vitória, italianos e alemães. Foi um projeto ousado tanto na estrutura quanto na ausência de qualquer metal em sua construção”, relata a acadêmica Patrícia Martins em um trecho de seu trabalho.

Atualmente, uma réplica da ponte pênsil Luiz Kellerman, pode ser vista no museu do Vinho em Videira, em maquete com escala muito reduzida embora não siga as características estruturais originais da antiga ponte, mais sim, nos dá uma ideia aproximada de como era a ponte na época”, concluiu a acadêmica Patrícia Martins.

 O professor Andrei Goldbach, neto de imigrantes alemães, os quais acompanharam a construção da ponte e puderam se utilizar da mesma por muitos anos para fazer a travessia do rio do Peixe, afirma que por exatos 15 anos, a ponte Luiz Kellerman impulsionou o crescimento das duas comunidades, visto que a travessia até então era feita exclusivamente por balsa.

 “A ponte com 67 metros de vão livre e 5 metros de largura, foi a maior ponte pênsil  construída em madeira em todo o mundo. Teve como executor e responsável pela obra, o engenheiro alemão Otto Koerth, que trouxe a tecnologia existente na época e a experiência  de outras construções semelhantes”, contribui o professor Andrei Goldbach.

Por não suportar mais o movimento que crescia a cada dia, no ano de 1949, foi derrubada, cinco anos após Videira ser emancipada, dando lugar à ponte Aderbal Ramos da Silva, construída no mesmo local.“Esse trabalho é um exemplo da importância que tem a pesquisa para a Unoesc que traz  como missão “produzir o conhecimento e promover o desenvolvimento regional”, exprime Marcelo Zenaro, diretor de Pesquisa pós-graduação e extensão. 

 Ele explica que o papel da pesquisa é fomentar e incentivar descobertas importantes nas diversas áreas, assim como a ponte Luiz Kellerman, onde a intenção do projeto é buscar registros arquitetônicos dessa obra. “Contamos com importantes parceiros em nossos trabalhos de pesquisa como o  CNPq, RCT, artigos 170 e 171, dentre outros parceiros locais, regionais, estaduais e federais, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento da pesquisa”, ressaltou.

A acadêmica Patrícia Martins solicita às pessoas que possuam algum registro que possa colaborar com o desenvolvimento desse trabalho, manter contato pelo fone (49) 3566-2257 ou pelo email: moveismartins1@hotmail.com

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