Engenharia Bioenergética tem bom resultado na Maratona Energética

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Os acadêmicos de Engenharia Bioenergética, do Campus de Xanxerê, que participaram da Maratona Universitária da Eficiência Energética 2012, retornaram com um bom resultado: ao final da competição, conquistaram o 10º lugar na categoria motor a gasolina, entre 18 participantes.

Representados pela 5ª fase, os acadêmicos, orientados pelo professor Marcellus Tiburcio Fontenelle, coordenador do curso de Engenharia Bioenergética, desenvolveram um carro com três rodas aro 20 polegadas (igual ao de bicicleta) e um motor a gasolina, de 4 tempos, seguindo o regulamento da prova.

Durante a competição, realizada em Pinhais (PR), entre os dias 24 a 27 de julho, a equipe xanxerense chegou a figurar na 5ª posição, mas, no último dia, acabou sendo prejudicada, em função das fortes chuvas.

Participação positiva

Para o professor Marcellus, a participação dos acadêmicos foi muito positiva.

– Ficamos com a melhor colocação entre os que competiram pela primeira vez. Tivemos um desempenho melhor do que outras instituições que já participaram em outras edições da Maratona, como a Politécnica da USP, duas equipes da UFSC, entre outras. Algumas equipes competiram com carros que custaram até 12 mil reais. Neste ano, optamos pelo motor a gasolina por ser nossa primeira participação e não pretendíamos correr o risco de comprometer o motor com adaptações feitas de última hora – salienta.

Ele observa que os acadêmicos obtiveram muitos aprendizados ao participarem da competição:

– Além do aspecto da colocação final, bom para uma equipe iniciante, vale ressaltar o processo competitivo, no qual eles precisavam solucionar problemas em poucos instantes, utilizando conceitos e fundamentos obtidos em sala de aula. Desta forma, podemos classificar como uma aula de laboratório de grandes dimensões. Além de ajudar, ainda, a desenvolver o trabalho em equipe e a organização das atividades, onde cada um tem uma função e uma responsabilidade, mas tem o compromisso de ajudar o companheiro de equipe para que o conjunto todo não seja comprometido devido à dificuldade de um elemento.

Satisfação com o resultado

A equipe da Unoesc Campus de Xanxerê foi formada pelos acadêmicos Eder Luis Pelizer (capitão da equipe), Fernando Marinho (piloto) e Carlos Morello Martiniano (piloto reserva). Além disso, também atuaram no apoio técnico os acadêmicos Guilherme Rech, Laio Massaro, Leonardo Anoni, Leonardo Bortoluzzi, Matheus Seibt dos Santos e Rodrigo Franke Schreiner.

A avaliação conjunta deles revela satisfação com o resultado obtido.

– A própria participação em si já representou uma vitória do grupo, que desenvolveu e construiu um carro capaz de participar da competição. Outro aspecto fundamental é o fato de que nosso carro foi um dos poucos que não apresentou nenhuma falha ou pane durante toda a competição. Apenas tivemos de aproveitar os intervalos para realizar melhorias no carro, a fim de melhorar a sua performance – comentam, orgulhosos.

Apoios importantes

Com o resultado significativo da primeira experiência, a intenção, segundo o professor Marcellus, é participar de outras competições similares.

– O grupo já está pensando no carro que irá construir para o próximo ano, inclusive já obteve o apoio de empresas do município para a construção do novo veículo. Os motores serão aperfeiçoados e ajustados durante as aulas do componente curricular de Máquinas Térmicas II, no qual abordamos justamente o funcionamento de motores a gasolina, etanol, gás e diesel. Com isso, no próximo ano, pretendemos participar na modalidade motores a etanol, que é mais adequada à proposta de nosso curso – informa.

O projeto do carro foi desenvolvido pelos próprios acadêmicos, desde os primeiros esboços até a construção e ajustes finais. Iniciou após a Femi, demandando cerca de dois meses de trabalho. A professora Karina Tissiani, do curso de Design, auxiliou em aspectos como detalhes de acabamento e pintura do veículo.

Os acadêmicos tiveram apoio do Campus de Xanxerê no custeio das despesas de viagem e estadia da equipe, durante os dias de competição, além de a Universidade ceder materiais e espaço físico para montagem do carro e ajustes finais.

Algumas empresas do município também contribuíram, fornecendo materiais e componentes para o carro.