Cresce a procura por engenheiros de alimentos
O Guia de Carreiras do site de noticias G1 publicou matéria recentemente relatando o crescimento dos cursos de engenharia no Brasil, especialmente a Engenharia de Alimentos, que segundo especialistas no assunto, nos próximos 10 anos a procura por profissionais formados na área será muito grande.
Em todos os passos da cadeia de produção de alimentos, desde a elaboração de fórmulas até o armazenamento, passando pela fabricação e o transporte dos produtos, demandam de profissionais capacitados. "Se pensarmos em qualquer produto alimentício no supermercado, descobliremos que há engenharia de alimentos do início ao final", afirmou Gumercindo Ferreira da Silva, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros de Alimentos (Abea), na matéria publicada pelo site.
Em Videira, a Unoesc mantém o curso de Engenharia de Alimentos que há dois anos vem formando profissionais para atender a demanda regional.
A Engenharia de Alimentos, segundo o professor Rodrigo Giovanni, coordenador do curso, é uma área de conhecimento específico capaz de englobar todos os elementos relacionados à industrialização de alimentos, e que pode, através do profissional com esta formação, potencializar o desenvolvimento deste ramo em todos os níveis, seja na formação de profissionais, no subsídio à elaboração de políticas, nos projetos de pesquisa, na atuação dentro das empresas do setor, como na colaboração à preservação da saúde pública (normatização técnica, orientação e fiscalização).
O engenheiro de alimentos atua em escala industrial, cuidando de todas as etapas de preparo e conservação de alimentos de origem animal e vegetal. Seleciona a matéria-prima, como leite, carnes, peixes, legumes e frutas e define a melhor forma de armazenagem, acondicionamento e cuidando da preservação de produtos, projetando embalagens. Desenvolve e testa formulações com a finalidade de determinar o valor nutricional de alimentos industrializados, seu sabor, sua cor e sua consistência, além de desenvolver tecnologias limpas e processos para aproveitamento de resíduos. "A indústria alimentícia é, sem dúvida, o principal campo de atuação desse engenheiro, mas ele pode trabalhar, ainda, em indústrias fornecedoras de equipamentos, embalagens e aditivos", define Giovanni.
Mercado de trabalho
O mercado para o engenheiro de alimentos tem se mantido estável ao longo doa anos. A indústria alimentícia e a agroindústria são tradicionais empregadores desse profissional, contratado para atuar diretamente na fábrica, na linha de produção e na gestão de pessoas, também no controle e na gestão de qualidade, no apoio a processos e na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Outra área em expansão são as comerciais, como redes de fastfood, e empresas de consultoria, além da opção pelo empreendedorismo.
"A indústria de embalagens e equipamentos absorve esse profissional tanto para atuar no desenvolvimento e produção, como na venda técnica, já que se trata de produtos bem específicos", afirma Giovanni.
Outro mercado em expansão é o de insumos para a indústria alimentícia. Nesse caso, o bacharel acompanha desde a escolha da matéria-prima até os ingredientes que serão usados na fabricação de alimentos, como aditivos e aromas.
Unilever, Kraft Foods, Danone, Nestlé, Cargill, Bunge, Brasil Foods (união da Sadia com a Perdigão), Aurora, Seara, Cutrale, Tirol, AMBEV são potenciais empregadores, que devido às atuais legislações ambientais e de incentivos fiscais, espalham-se por todo o país.
O curso de Engenharia de Alimentos da Unoesc campus de Videira, que foi bem avaliado pelo Conselho Estadual de Educação na visita para renovação do seu reconhecimento, estará oferecendo nova turma para ingresso em 2013. Será através do Vestibular de Verão da Acafe, com inscrições a partir do mês de outubro.

