Acadêmicos de Design criam websites
Em um momento em que a tecnologia cada vez mais envolve nossa vida, precisamos estar preparados para saber tirar proveito dos avanços cotidianos que ocorrem nessa área. Com esse pensamento, os acadêmicos da 7ª fase do curso de Design, do Campus de Xanxerê, aceitaram um desafio proposto pelo componente curricular de Computação Gráfica III, ministrado pelo professor Aleteonir José Tomasoni Júnior.
O objetivo do componente curricular, explica o professor, era o de possibilitar o conhecimento de ferramentas para o desenvolvimento de websites. Para isso, e utilizando as ferramentas aprendidas em sala, os acadêmicos foram além: criaram websites.
– Eu conversei com algumas empresas do município interessadas em desenvolver o seu website. Deixei claro que seria criado por acadêmicos, com minha supervisão, procurando, com isso, aproximá-los o máximo possível da realidade fora da sala de aula – justifica.
Etapas de criação
A atividade de criação dos websites seguiu algumas etapas.
Inicialmente, os acadêmicos receberam informações sobre as empresas e seus objetivos com o website. Depois, organizados em equipes, definiram os objetivos de cada cliente e dos usuários do site. Prosseguindo, foi realizado um brainstorming – "tempestade" de ideias –, seguido pela organização dessas ideias. Por fim, desenvolverem a parte visual dos sites e colocaram-nos em "funcionamento".
Ao final da atividade, haviam sido desenvolvidos cinco websites, com destaque para o da Apae, que pode ser conferido no endereço www.apaexxe.com.br.
Dificuldades...
Lendo assim, parece que o trabalho dos acadêmicos não teve dificuldades. Mas não foi fácil, como ressalta o professor:
– A dificuldade maior do designer que trabalha com websites e, consequentemente dos acadêmicos no componente curricular, é a parte da programação, que ocupou uma fração da atividade, pois, uma vez designers, os acadêmicos não têm a obrigação de programar – esse serviço geralmente é terceirizado nas agências –, mas, mesmo assim, tiveram de aprender um pouco sobre o assunto. Afinal, uma vez entendendo melhor o que o programador faz e como faz, melhor é o entendimento entre ambos no desenvolvimento de um site, eliminando problemas básicos em futuros projetos.
E recompensas!
O resultado foi satisfatório, avalia o professor, considerando a relevância no aprendizado dos acadêmicos, que tiveram a oportunidade de desenvolver projetos para empresas, dando assim um upgrade em seu portfólio profissional e repertório pessoal.
– Os websites desenvolvidos ficaram visualmente limpos, atraentes e contam com pouca programação. Desde o meu tempo de acadêmico, sempre queria suprir necessidades do mercado dentro de sala de aula, e hoje, como professor, estou tentando fazer com que isso aconteça. Sempre mostro websites desenvolvidos por outras pessoas/agências para os acadêmicos, e fica muito claro para eles que existem muitos profissionais que ganham dinheiro fazendo menos do que os acadêmicos fazem em sala, para que eles percebam que as oportunidades existem para todos. Basta abrir os olhos – adverte um recompensado professor.
